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Valorização de algumas sementes da dieta tradicional no combate aos efeitos tóxicos. O gergelim e a mutete de Angola dão longa vida.

A preocupação sobre a vida saudável gira em torno da dieta alimentar. Daí, à luz da ciência, procurarmos apurar o que é benéfico em dois pratos tradicionais da cozinha angolana (gergelim e mutete) para saber se não ocorrem alterações do seu valor nutritivo durante o processo de cozimento. Alimentos como gergelim e pevides (mutete) são portadores de diversos nutrientes, muitos dos quais jogam um papel no combate a várias enfermidades (incluindo cancros, diabetes, enfarto…). Os seus óleos essenciais combatem o envelhecimento, são um autêntico antioxidante tendo por principais constituintes químicos: ácido aráquidónico, linoleico e láurico que são gorduras insaturadas boas para a saúde.

O elevado grau no registo de doenças como enfarto, acidentes cardiovasculares (AVC), cancros, diabete…, outrora, pouco frequentes em Angola, despertou a nossa atenção e vontade em tornar público o poder preventivo desta dieta que contribui para a mitigação de certas enfermidades. As sementes do gergelim e da mutete são ricas em lípidos, fibras, proteínas, vitaminas e sais minerais como cálcio, ferro, fósforo, magnésio, sódio, zinco, selênio entre outros. Muitos dos seus constituintes desempenham um papel importante nos sistemas reprodutivos, na manutenção de membranas celulares, na redução de níveis de colesterol no sangue, na produção de prostaglandinas, no crescimento das crianças ajudando no desenvolvimento do sistema nervoso e sensorial[1,2]. Por conseguinte, há necessidade de elevar o seu consumo no seio da população angolana o que pode ser alcançado com a influência da classe médica e nutricionista, com a venda destes  produtos nos supermercados, em restaurantes e sua produção  pelos agricultores e industriais. Constituem assim uma fonte económica.

Foram estudados três tipos de sementes:  gergelim e duas espécies de pevides de famílias pedaliaceae e cucurbitaceae, produzidas no norte do país, tendo sido submetidas à trituração e extracção por prensa a frio sem solventes orgânicos. Os óleos crú e cozido extraídos de cada espécie foram analisados, comparando os diferentes parâmetros: densidade, pH, teor  lipídico, bandas de absorção da luz infravermelha. Tudo permitiu verificar que durante o cozimento as sementes mantêm o carácter ácido, os óleos crús são mais densos que os correspondentes cozidos, os teores estão na mesma ordem de grandeza e as suas bandas de absorção em infra-vermelho IV mantêm-se durante o cozimento, garantindo a sua estabilidade química. Chama-se a atenção quanto aos aditivos como ovos e diferentes carnes, muito utilizadas na preparação de pratos com essas sementes, que podem, até certo ponto, prejudicar os efeitos benéficos acima citados. A dose para 100 g de semente é equivalente a 13,49 g; 12.25 e 7,9 g de lípidos de pevide 1, 2 e de gergelim respectivamente.

 
Bibliografia
  1. Marinês C. Estudo da extração de óleo de sementes de gergelim ( sesamun Indicum l. ) empregando os solventes dióxido de carbono supercrítico e n-propano. - Unioeste Centro De Engenharias E Ciências Exactas. Toledo - Pr 2008.
  2. Clayton A. M. et all. Ácidos graxos poliinsaturados ômega-3 e ômega-6: importância e ocorrência em alimentos. Rev. Nutr. vol.19 nº.6 Campinas Nov./Dec. 2006.
  3. César A, Predição do coeficiente de expansão térmica do óleo de gergelim (Sesamum indicum L.) através da aplicação de regressão Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Campus Ponta Grossa, 2010.
 
Albertina Canda
Mestre em  Química
Investigadora na área de Química
Departamento de Química, Faculdade de Ciências,  Universidade Agostinho Neto (UAN)
Luanda 
T- + 244 927 12 11 96
E-  Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
 
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Frequência de Mutações associadas à Resistência às Drogas Antirretrovirais e Variabilidade Genética do VIH em Grávidas recentemente Diagnosticadas em Luanda-Angola

A determinação da prevalência de resistência primária para terapia antirretroviral em diferentes lugares do mundo é de extrema importância no monitoramento de epidemiologia molecular e pode orientar o tratamento inicial do paciente em uma determinada área geográfica.

Este trabalho teve como objectivo determinar a frequência de resistência primária aos antirretrovirais e descrever a variabilidade genética do VIH-1 em grávidas recentemente diagnosticadas para o VIH nas maternidades Lucrécia Paim e Augusto Ngangula em Luanda-Angola.

Amostras biológicas de 57 grávidas diagnosticadas para o VIH e inseridas no Programa de Transmissão Vertical (PTV), foram colhidas entre Novembro de 2008 a Janeiro de 2009. Trinta e cinco (35) das cinquenta e sete (57) amostras (61,4%) foram sequenciadas e uma mutação associada com resistência aos inibidores da transcriptase reversa nucleosídeos foi detectada. Além disso, duas mutações associadas com resistência aos inibidores da transcriptase reversa de não-nucleosídeo também foram detectadas.

Mutações primárias associadas com inibidores de protease (PI) foram encontradas. Subtipos A1, C, D, F1, G, H, 13 CRF, CRF 37 e outros mosaicos foram detectados. Concluiu-se que a presença de resistência primária nessa população de grávidas virgens de tratamento foi baixa, porém com alta variabilidade genética.

Trabalho apresentado em poster no IIIº Congresso da CPLP sobre VIH-SIDA e ITS em Março de 2010 em Lisboa-Portugal. Apresentação Oral na IIª Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia, no Painel IV-Saúde Pública em Outubro de 2011 em Luanda-Angola.

Luanda, 8 de Dezembro de 2015

Autores: Emingarda Castelbranco, Edvaldo Souza, Ana Cavalcanti, Angélica Martins, Luiz Alencar e Amilcar Tanuri

Emingarda Patrícia André Félix Castelbranco, Directora Nacional de Regulação e de Transferência de Tecnologia, Ministério da Ciência e Tecnologia, Luanda-Angola
Licenciada em Biotechnologia Aplicadapela University of Western Cape (UWC), Africa do Sul
Mestre em Saúde Materno-Infantil com enfâse para Biologia Molecular em 2010 pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira em Perbambuco-Brasil
Investigadora na área de Biologia Molecular para Vírus
T. + +244 923 619 841 / +244 993 619 841
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