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Ciencia.ao - Portal de Ciência, Tecnologia e Inovação de Angola - Itens filtrados por data: dezembro 2016

Bolsa de Estudo para Investigação em Protecção do Ambiente

 

Estão abertas as candidaturas para o programa de bolsas de estudo em Protecção do Ambiente para jovens investigadores de países em desenvolvimento. 

A iniciativa é da Fundação Alexander von Humboldt, instituição alemã, e o programa tem como objectivo permitir que futuros líderes da academia e da indústria implementem, durante um período de estadia de um ano, na Alemanha uma proposta de investigação na área da protecção do ambiente ou da conservação de recursos relacionados com o ambiente.

O desafio global colocado pelas alterações climáticas só poderá ser alcançado através de colaborações internacionais. Por esta razão pretende-se que os futuros decisores dos países em desenvolvimento partilhem conhecimentos, métodos e técnicas com colegas especializados na Alemanha, tendo em conta as questões relativas à aplicabilidade prática nos próprios países.

 

Destinatários

O programa destina-se a profissionais de países em desenvolvimento da área da protecção ambiente ou da conservação de recursos relacionados com o ambiente. Também são elegíveis candidatos com formação em ciências naturais e engenharia, candidatos com experiência em questões jurídicas, económicas, relacionadas com a saúde e sociedade concernentes às alterações climáticas. 

 

Valor da bolsa

O valor da bolsa mensal - dependendo da carreira – varia de € 2.150 (dois mil e cento e cinquenta euros) a  € 2.450 (dois mil e quatrocentos e cinquenta euros) para os bolseiros sem doutoramento e € 2.650 para os investigadores pós-doutorados. Isto inclui um montante fixo de mobilidade e uma contribuição para o seguro de saúde e de responsabilidade civil.

 

Requisitos para candidatura

  • Graduação (Bacharel ou equivalente), com menos de 12 anos anteriormente, a contar até o final do período de candidatura (1 de Março de 2017);
  • Habilidades de liderança demonstradas pela experiência inicial em posições de liderança e / ou referências apropriadas;
  • Experiência de trabalho (pelo menos 48 meses antes do momento da inscrição) ou doutoramento com êxito no domínio da protecção do clima ou da conservação dos recursos relacionados com o clima a partir de 09/2016;
  • Publicações científicas (para candidatos de pós-doutoramento) em revistas com peer-reviewed de acordo com as normas internacionais;
  • Uma declaração detalhada de um anfitrião na Alemanha, incluindo um acordo de tutoria; 
  • Cidadania de um país não-europeu de transição ou em desenvolvimento (ver lista de países no site), que seja também a residência habitual e o local de trabalho do requerente;
  • Muito bom conhecimento de inglês e / ou alemão, documentado por certificados de idioma apropriados;
  • Duas cartas de referência que confirmem a elegibilidade profissional, pessoal, académica, bem como o potencial de liderança do candidato.

 

 Prazo de Inscrição

As inscrições devem ser feitas online. O formulário de candidatura, incluindo todos os documentos adicionais necessários, deve ser apresentado até o dia 1 de Março de 2017.

 

Para mais informações

https://www.humboldt-foundation.de/web/icf.html

 

 

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2ª Edição do Prémio Literário UCCLA - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa

O Prémio Literário UCCLA - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa é uma iniciativa conjunta da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), da Editora A Bela e o Monstro e do Movimento 2014, e conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa. Tem como objectivo estimular a produção de obras literárias, nos domínios da prosa de ficção (romance, novela e conto) e da poesia, em língua portuguesa, por novos escritores.

 

Candidaturas 

São admitidas candidaturas de concorrentes que sejam pessoas singulares, de qualquer nacionalidade, fluentes na língua portuguesa, com idade não inferior a 16 anos. No caso dos menores de 18 anos, a atribuição de prémios ficará sujeita à entrega de declaração de aceitação pelos respetivos titulares do poder paternal.

 

Prazos

A participação neste prémio deverá ser feita até às 24 horas do dia 31 de janeiro de 2017, enviando para o correio electrónico Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. os seguintes elementos: 

  • A Obra; 
  • Declaração de Conformidade; 
  • Fotocópia do documento de identificação do autor. 

 

Mais informações

Consultar o regulamento em: http://www.uccla.pt/premio-literario-uccla

 

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Entrevista: Prof. Anabela Leitão. "A Produção Científica dos Angolanos é Francamente Baixa"

Profª. Anabela Leitão, ladeada pelo seu orientador de Doutoramento, Prof. Alírio Rodrigues

 

Dados Pessoais:

Nome: Anabela da Graça Alexandre Leitão

Natural de: Cubal (província de Benguela, Angola)

Formação: Licenciada em Engenharia Química pela Universidade de Angola em 1980 e Doutorada em Engenharia Química pela Universidade do Porto (Portugal) em 1987

Cargos actuais: Vice-Decana para os Assuntos Científicos da Faculdade de Engenharia da Universidade Agostinho Neto (FEUAN) (desde 2010) e Directora do Laboratório de Engenharia da Separação, Reacção Química e Ambiente (LESRA) (desde 2010)

Cargos que ocupou anteriormente: Chefe do Departamento de Engenharia Química da FEUAN (1981-1984), Vice-Directora para os Assuntos Científicos da FEUAN (1989-2002), Pró-Reitora da UAN (1997-2002), Coordenadora do Colégio de Engenharia Química da Ordem dos Engenheiros de Angola (1993-2000)

 

1. Ciencia.ao: Como é que a ciência, tecnologia e inovação (CTI) pode contribuir para a diversificação da nossa economia e consequente desenvolvimento do país? 

Profª. Anabela Leitão: Para que Angola se transforme num país desenvolvido, com uma economia diversificada, eficiente e competitiva, tem que preparar-se para a sociedade do conhecimento. Isto exigirá do Governo de Angola uma aposta e actuação concertada mais forte em todo o sistema de educação, na investigação científica, na inovação e na inclusão social. Os países que estão na vanguarda do desenvolvimento científico têm utilizado na produção industrial os avanços que realizam em várias áreas do conhecimento científico, o que tem contribuído para aumentar o fosso tecnológico e as assimetrias de competitividade entre esses países mais avançados e os de menor desenvolvimento.

 

2. Ciencia.ao: Sente-se, enquanto Director, satisfeito com a visibilidade da CTI realizada em Angola? Se não, o que julga ser necessário fazer?

Profª. Anabela Leitão: Não me sinto satisfeita, apesar de todo o trabalho realizado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MINCT) desde a sua criação em 1997. Foi criada uma boa base legislativa em matéria de CTI que não havia no país, foi instituída a Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia realizada de dois em dois anos, foi lançada a revista nacional de Ciência e Tecnologia, foi lançado em 2014 o Primeiro Edital Nacional para submissão de projectos de I&D, isto para salientar apenas algumas das acções empreendidas pelo MINCT.

Os primeiros indicadores de investigação e desenvolvimento experimental, recolhidos pelo MINCT em 2013 referentes ao período 2011/12, mostram uma fraca implementação de actividades de IDI no país. Em 2016 foram recolhidos indicadores referentes ao período 2013/14, mas ainda não foram divulgados os resultados. Em particular, nas instituições de ensino superior (IES) um diagnóstico, realizado em 2013 pela Direcção Nacional de Formação Avançada e Investigação Científica do Ministério do Ensino Superior, identificou 6 problemas principais que afectam a investigação científica e inovação (ICI) nestas instituições:

1.Deficiente visão dos gestores sobre o processo de ICI

2.Falta de RH qualificados para ICI

3.Falta de laboratórios, infraestruturas e meios para a ICI

4.Falta de financiamento do OGE destinado a ICI

5.Falta de incentivo, motivação para ICI

6.Falta de cultura científica

Não deixa de ser confrangedor e assustador que devendo ser as IES o coração da produção de conhecimento nas mais diversas áreas do saber ainda enfrentem no nosso país os problemas acima descritos.

Neste cenário, o que julgo ser necessário fazer é priorizar recursos financeiros para uma formação de excelência nas IES, com particular destaque e relevância para as públicas. Os bons quadros formados nestas instituições de excelência alimentarão todo o sistema de educação contribuindo para um melhor ensino e aqueles que forem seleccionados para a docência universitária e para centros de investigação serão investigadores competentes.

 

3. Ciencia.ao: Qual a sua opinião sobre a actual produção científica dos angolanos? O que se pode fazer para melhorar?

Profª. Anabela Leitão: A produção científica dos angolanos, cifrada em dois artigos por milhão de habitantes, é francamente baixa e este indicador pode ser melhorado de forma sustentável através da aposta do governo numa formação de excelência nas IES públicas. A publicação em revistas de grande impacto, onde o requisito produção de novo conhecimento ou duma nova aplicação de conhecimento existente é uma exigência para publicação, só será viável se nas IES forem implementados programas de doutoramento de qualidade reconhecida.

 

4. Ciencia.ao: Como acha que está o país em termos de documentos reitores da CTI? E quanto à sua aplicação? 

Profª. Anabela Leitão: Em termos de documentos reitores da CTI penso que o Ministério da Ciência e Tecnologia tem feito um bom trabalho. Aguardamos que a proposta de criação do Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNDECIT) seja aprovada para que os projectos de investigação constantes do PLANCTI 2014/15 possam finalmente ser financiados e novos editais para submissão de mais projectos de I&D possam vir a ser lançados. Aguardamos também que haja acções conjuntas dos Ministérios do Ensino Superior e da Ciência e Tecnologia para conformar a estrutura orgânica e regulamentação dos Centros de Estudos e Investigação Científica das IES ao Regulamento das Instituições Públicas de Investigação Científica, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação e que o MINCT venha a implementar o Sistema Nacional de Avaliação e Acreditação das actividades de CTI convidando avaliadores externos com competências reconhecidas para o efeito.

Reconhecemos que o país passa por momentos difíceis a nível financeiro que têm travado a implementação de algumas acções em matéria de CTI. Em momentos de crise financeira torna-se ainda mais necessário canalizar recursos financeiros para o que é realmente prioritário e que dê garantias de efeitos multiplicadores. Acho assim que os Ministérios do Ensino Superior e da Ciência e Tecnologia devem concertar e desenvolver programas conjuntos que contribuam para uma formação de excelência nas IES públicas.

 

5. Ciencia.ao: Julga que a actual carreira de investigador científico satisfaz as necessidades do país nesse domínio? Pensa que esta é atractiva? Se não, como se pode atingir esse fim?

Profª. Anabela Leitão: O estatuto da Carreira do Investigador Científico, tal como o estatuto da Carreira Docente Universitária, devem exigir o cumprimento de requisitos de mérito comprovado na admissão e promoção de docentes e investigadores. Na minha opinião, nos dois documentos os requisitos devem ser equiparáveis para funções equiparáveis nas duas carreiras. Acho que os dois documentos devem ser actualizados e sobretudo que deve haver um maior rigor na aplicação destes instrumentos legais por parte dos conselhos científicos das instituições. O parecer dado por conselhos científicos idóneos deverá ser determinante na admissão e promoção de docentes e investigadores.

Penso que as duas carreiras não são suficientemente atractivas do ponto de vista remuneratório e daí a dificuldade em atrair os melhores quadros para a docência universitária e investigação científica. A dificuldade em reter os poucos quadros atraídos é ainda maior porque as vantagens remuneratórias resultantes da ascensão nas carreiras são reduzidas e as oportunidades de formação são limitadas. 

Proponho que se estabeleça um novo regime remuneratório mais atraente, que se amplie a oferta local de oportunidades de formação pós-graduada e de bolsas de pós-graduação e que se avalie periodicamente o desempenho de docentes e investigadores e que esta avaliação produza efeitos que contribuam para a melhoria do sistema de educação e de indicadores de CTI no país.

 

6. Ciencia.ao: O que pensa do actual estado de recursos humanos em CTI no país? O que se pode fazer para melhorar?

Profª. Anabela Leitão: Há uma grande carência de recursos humanos bem preparados para a docência universitária e investigação científica. Os indicadores de CTI referentes a 2011/12 mostraram que nas Instituições de Investigação e Desenvolvimento e nas Instituições de Ensino Superior cerca de 50% dos investigadores e docentes universitários são Licenciados, 30% são Mestres e 20% são Doutores. 

A % de investigadores e docentes universitários habilitados com o grau de Doutor é muito baixa. Ainda há a referir que infelizmente nem todos os Doutores mostram competências adequadas para a docência universitária e investigação científica. É urgente que se faça a avaliação das instituições e do desempenho de docentes universitários e investigadores de acordo com critérios mais rigorosos para se poder ter uma noção mais precisa do estado da situação no país.

Na minha visão só com um ensino superior de excelência poderemos ter recursos humanos competentes para as actividades de docência universitária e investigação científica e o investimento conducente à excelência deve ser feito no país.

 

7. Ciencia.ao: Qual a sua visão sobre o estado actual do financiamento da CTI em Angola? O que pode ser feito para melhorar?

Profª. Anabela Leitão: O financiamento da CTI em Angola é de facto quase nulo. Desenvolvem-se alguns projectos de I&D com financiamentos externos em colaboração com outros países, mas grande parte dos projectos constantes do PLANCTI 2014/15 aguarda por financiamento. É importante que seja instituído o Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNDECIT) e que este fundo possa vir a ser gerido com rigor e transparência para bem da investigação no país.

 

8. Ciencia.ao: Julga que existem instrumentos suficientes (por exemplo revistas científicas nacionais, conferências nacionais, etc.) para que os investigadores possam publicar os seus trabalhos? Se não, o que se pode fazer para melhorar?

Profª. Anabela Leitão: O Ministério da Ciência e Tecnologia tem realizado de 2 em 2 anos a Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia cuja organização tem melhorado de edição para edição. É o único evento de âmbito nacional no qual docentes e investigadores podem dar a conhecer os resultados da investigação que realizam. Este ministério é proprietário da Revista Ciência e Tecnologia que desde que foi criada em 2011 publicou apenas um número. Há trabalhos científicos apresentados nas conferências nacionais de 2013 e 2015 que ainda aguardam pela publicação nesta revista. 

No país existem ainda algumas revistas temáticas que são propriedade de unidades orgânicas de instituições de ensino superior, como por exemplo a Revista Angolana de Ciências Sociais e a Acta Médica Angolana para citar algumas. 

Julgo ser importante dar vida à revista científica pluridisciplinar Ciência e Tecnologia através da publicação periódica de artigos revistos por especialistas convidados e procurar incluir esta revista nas bases de dados do ISI (International Scientific Indexing).

 

9. Ciencia.ao: O que pensa da avaliação às instituições de investigação científica, desenvolvimento tecnológico e inovação, e aos respectivos investigadores?

Profª. Anabela Leitão: Penso que a avaliação das instituições e dos seus recursos humanos deve constituir um exercício periódico obrigatório em todas as instituições para que se possam alcançar níveis de qualidade crescentes nas actividades desempenhadas por cada pessoa. Este exercício é absolutamente necessário e urgente nas instituições que se dedicam à formação.

 

10. Ciencia.ao: Quais as suas linhas de investigação?

Profª. Anabela Leitão: Dirijo um Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Agostinho Neto (Laboratório de Engenharia da Separação, Reacção Química e Ambiente) com as seguintes linhas de investigação: (1) Processos de Separação; (2) Reacção Química; (3) Reacção Biológica; (4) Tratamento de Águas e Águas Residuais; (5) Hidrologia e Recursos Hídricos; (6) Geoambiente; e (7) Poluição Atmosférica.

Já realizei e/ou coordenei trabalhos de investigação que se inserem nas linhas acima mencionadas.

 

11. Ciencia.ao: Quais os principais projectos de investigação científica que já realizou, estão em curso ou planeia realizar?

Profª. Anabela Leitão: Os principais projectos de investigação científica em que me envolvi como orientadora foram os que levaram ao doutoramento em 2012 dos 2 primeiros doutores na Universidade Agostinho Neto, ambos de Engenharia Química, um na especialidade de Processos de Separação e outro na especialidade de Ambiente. Adiciono a estes, a orientação de 14 dissertações de mestrado em Engenharia do Ambiente, nas especialidades de Tratamento de Águas e Águas Residuais, Geoambiente e Poluição Atmosférica, defendidas em 2011e 2015.

Estão curso outros projectos de investigação conducentes a doutoramento em Engenharia do Ambiente que oriento e que enfrentam dificuldades financeiras que ainda não foram resolvidas.

 

12. Ciencia.ao: Que avaliação faz da investigação científica no seu ramo? 

Profª. Anabela Leitão: A investigação científica no meu ramo tem ainda muito pouca expressão se atendermos à dimensão dos problemas ambientais existentes no país que carecem de solução. Temos procurado formar recursos humanos no ramo que enveredem pelas carreiras docente universitária e de investigação científica, mas não tem sido fácil pela ausência de concursos públicos desde 2012 e pela pouca atractividade destas carreiras.

 

13. Ciencia.ao: Tem apresentado à sociedade os resultados das suas investigações? Se sim, como?

Profª. Anabela Leitão: Os resultados da investigação que realizamos tem sido apresentado à sociedade nas Conferências Nacionais de Ciência e Tecnologia, em eventos científicos organizados pela Universidade Agostinho Neto, em conferências internacionais realizadas em Angola, África do Sul, Portugal, Brasil, França, Estados Unidos da América do Norte, Japão, Índia e através da publicação em diferentes revistas internacionais indexadas da especialidade (Chemical Engineering Science; Computers and Chemical Engineering; Canadian Journal of Chemical Engineering; The Chemical Engineering Journal; Trans IChemE, Part A: Chemical Engineering Research and Design; Separation and Purification Technology; Biochemical Engineering Journal; Adsorption Journal; Industrial & Engineering Chemistry Research; Phytochemical Analysis; Journal of Environmental Science and Engineering; Environmental Monitoring and Assessment Journal).

 

14. Ciencia.ao: Na sua óptica, como deve ser a relação entre as Instituições de Investigação Científica, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação e as Instituições de Ensino Superior? Verifica-se esta prática actualmente?

Profª. Anabela Leitão: Deve ser uma relação de colaboração e complementaridade entre instituições para que em conjunto se consiga melhorar o quadro actual dos indicadores de CTI em Angola. Esta prática já existe, mas deve ser ampliada e reforçada.

 

15. Ciencia.ao: Em termos de cooperação científica, como avalia o estado do país, e da sua Instituição em particular?

Profª. Anabela Leitão: Existe alguma cooperação científica entre diversas instituições em Angola e entre estas e instituições estrangeiras. Tenho ideia que a cooperação com instituições estrangeiras supera a existente entre instituições em Angola. O motivo para isto acontecer no nosso centro de investigação é a falta de parceiros científicos locais, pelo que para evoluirmos recorremos à cooperação com instituições fora de Angola. A cooperação com estas instituições traz-nos apenas conhecimento.

 

16. Ciencia.ao: Que importância atribui ao Conselho Nacional de CTI e ao Conselho Superior de CTI?

Profª. Anabela Leitão: Pela sua natureza são órgãos de importância inquestionável. Mas acho que têm tido pouca visibilidade. Não se têm tornado públicas as orientações saídas destes conselhos e acho que seria oportuno que tal acontecesse.

 

17. Ciencia.ao: Que conselhos poderá dar aos jovens investigadores?

Profª. Anabela Leitão: O melhor conselho que dou aos jovens investigadores é que trabalhem muito e sejam persistentes. Se gostam realmente da investigação, não desistam à primeira adversidade.

 

18. Ciencia.ao: Algo mais que gostaria de acrescentar ou recomendar?

Profª. Anabela Leitão: Desejo e recomendo que trabalhemos todos em conjunto para que se atinjam patamares de excelência no ensino superior e na investigação científica em Angola. Somos tão poucos que o esforço de todos é necessário.

 

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Chamada para Financiamento de Projectos de Inovação em Nutrição

A Comissão Nacional de Investigação, Ciência e Tecnologia (NCRST, em Inglês), a SANBio e a BioFISA (Finnish-Southern African Partnership to Strengthen NEPAD/SANBio - Programa II) convidam inovadores da área das biociências, dos países Membros da SANBio (Southern Africa Development Community - SADC), a submeterem propostas de projectos para comercialização de inovações em nutrição, que tenham um potencial impacto regional e global. 

 

Financiamento

Será concedido até 1 milhão de Rands sul-africanos (aproximadamente 71500 USD) de subvenção.

 

Candidaturas

Para submissão de uma proposta, o candidato deverá criar um perfil online no portal www.ncrst.na. O requisito básico é que exista uma parceria entre uma instituição namibiana e outra de um dos Estados membros da SANBio (Angola, Moçambique, África do Sul, Lesoto, Suazilândia, Malawi, Namíbia, Maurícias, Botswana, Zimbábue, Seicheles ou Zâmbia).

 

Critérios de Avaliação

Para esta chamada, as propostas serão avaliadas de acordo com as directrizes específicas da NCRST-SANBio / BioFISA II, disponíveis em: www.nepadsanbio.org ou www.ncrst.na

 

Prazos

Todos os formulários de candidatura e documentos comprovativos devem ser enviados através do portal on-line NCRST até às 17h00 de 11 de Janeiro de 2017. Não serão consideradas candidaturas fora deste prazo.

 

Informação Adicional

Contactar: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. e Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

 

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Cooperação Científica e Tecnológica em Centro de Excelência em Portugal

 

O Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores Tecnologia e Ciência (INESC TEC) é um instituto que actua nas áreas das tecnologias da informação, da comunicação e electrónica, da energia, da robótica, da óptica guiada, da computação e informática, da gestão industrial e inovação, da transferência de tecnologia e incubação de empresas, contando com mais de 1000 pessoas (entre as quais 300 com grau de Doutor). A nível dos institutos de investigação, desenvolvimento e inovação em Portugal goza de uma classificação de Excelente. 

No INESC TEC estão presentes bolseiros e investigadores de mais de 30 países, colaborando em centenas de projectos nacionais e internacionais e envolvendo também empresas na Europa e na América. No entanto, a presença de angolanos ainda é muito inferior à de outras comunidades, o que contrasta com a facilidade de adaptação (língua, país) que o INESC TEC oferece e o potencial de relacionamento existente.

Neste sentido, o INESC TEC convida os jovens angolanos, que queiram materializar o sonho de uma formação avançada em engenharia eléctrica e ciências da computação, para as muitas oportunidades de integrar equipas de projecto de investigação, desenvolvimento e inovação em Portugal e, eventualmente, conseguir que a formação e currículo adquiridos os catapultem para formação pós-graduada até ao nível de Doutoramento.

Complementarmente, os jovens angolanos que aceitarem o desafio poderão ajudar a construir uma ponte entre o INESC TEC e Angola, a exemplo da que já está formada com o Brasil, com a acção do INESC P&D Brasil naquele país.

Há dezenas de oportunidades acessíveis em http://www.inesctec.pt/seja-nosso-colaborador. Os interessados que possuam as habilitações exigidas podem consultar os editais de bolsa abertos, que são renovados quase diariamente. O INESC TEC está igualmente aberto a cooperação institucional para a formação avançada de recursos humanos em ciência e tecnologia.

O ambiente do INESC TEC pode ser apreciado no seu boletim online http://bip.inesctec.pt, e também em https://pt-pt.facebook.com/INESCTEC.

 

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A Ciência, Tecnologia e Inovação e a Comunicação Social no Café Com Ciência e Tecnologia do CTN

  • Publicado em Eventos

 

Os meios de divulgação científica têm sido o grande desafio para a nossa sociedade. Como tornar a público os avanços da ciência, de forma que se possa transformar a sociedade, e incentivar as novas gerações nesse quesito? A divulgação científica busca fazer uma difusão do conhecimento científico, sobretudo, para públicos não especializados. Ela é fundamental para o desenvolvimento da ciência, sendo responsável pela circulação de ideias e divulgação de resultados de pesquisas para a população em geral, gerando debates de carácter científico e incentivando novos talentos para actividades em torno das ciências. Com os meios de comunicação em massa, ficou muito mais prático o desempenho desta tarefa, porém nada fácil. 

Nesta sua última edição do ano 2016, o Café com Ciência e Tecnologia, que terá lugar no auditório do Centro Tecnológico Nacional (CTN), no dia 16 de Dezembro (Sexta-feira), pelas 09h00, abordará o tema: “A Ciência, Tecnologia e Inovação e a Comunicação Social”.  Serão abordados aspectos pertinentes sobre a relação entre a ciência e comunicação social.

O evento contará com a participação de três prelectores, nomeadamente:

  • Professor Doutor Domingos da Silva Neto, Doutorado e Pós-doutorado em Biologia, docente da Faculdade de Ciências – Departamento de Biologia da Universidade Agostinho Neto – e Director Nacional de Investigação Científica do Ministério da Ciência e Tecnologia, que apresentará o tema “As políticas e Estratégias da Ciência e Tecnologia em Angola, orientadas para a Comunicação Social”;
  • Dr. Ulisses da Costa Guimarães Evangelista de Jesus, Licenciado em Gestão de Empresas pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa e Assessor do Conselho de Administração da Televisão Pública de Angola (TPA), que apresentará o tema “A Ciência, Tecnologia e Inovação e o Marketing na Comunicação Social”;
  • Dr. Alexandre Cose, Licenciado em Direito, Jornalista da Televisão Pública de Angola e Director dos Conteúdos Institucionais, com o tema “A Ciência, Tecnologia e Inovação e a Televisão”.

Os temas a serem abordados terão como objectivo principal espelhar os grandes desafios por trás da divulgação dos avanços científicos, a nível do país, pelos órgãos de comunicação social, bem como traçar algumas linhas de força que possam melhorar o seu desempenho.

O Café com Ciência e Tecnologia é uma actividade que ocupa um espaço a nível do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, com vista à discussão de temas actuais relacionados com ciência, tecnologia e inovação, pretendendo indicar problemas e apresentar soluções.

Em paralelo a esta actividade, decorrerá o evento “A Criança e o Mundo Digital” que se insere no macro programa denominado “MINCT inclusão Digital com Conteúdos Educacionais” e que pretende reunir pessoas dos três aos quinze anos de idade para que de forma lúdica, durante seis horas (das 08h30 às 14h30), possam interagir com diferentes plataformas informatizadas.

 

 

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Entendendo os Rankings de Universidades

 

Ultimamente, tem-se falado muito sobre a classificação (ranking) de universidades a nível mundial. Trata-se claramente de um tema bastante controverso, uma vez que há quem os ame, como também há quem os odeie!

A influência dos rankings é cada vez maior. Contudo, a maior parte das pessoas parece não saber qual a sua real utilidade, quem os compila e como são elaborados. Assim, este artigo pretende contribuir para o esclarecimento do processo de classificação, apresentar alguns resultados de 2016, assim como expressar a opinião do autor sobre os vários aspectos relacionados à classificação de universidades. 

Em primeiro lugar, salienta-se que os rankings apenas englobam uma pequena percentagem (< 2%) de todas as universidades do mundo. Há dados que são enviados pela universidade participante (ex. número de estudantes internacionais versus número de estudantes nacionais), porém, outros dados são obtidos em bases de dados independentes (ex. número artigos científicos publicados em revistas indexadas).

Os rankings de universidades têm sido importantes para estudantes, universidades (ex. gestores, professores, investigadores, etc.), governos e sociedade em geral. Resumidamente, os rankings permitem: monitorização de desempenho, realização de comparações, ajuda a estudantes a decidir em que universidade estudar, distribuição de financiamento por parte do governo, envio de bolseiros para as “melhores” universidades, influência na concepção de políticas/reformas do governo, incentivo à divulgação de dados académicos, influência na escolha de parceiros/colaboradores, influência na reputação (visibilidade e credibilidade) da instituição (marketing), identificação de pontos fortes e fracos, e atracção de melhores estudantes, professores e investigadores.

Os rankings são tipicamente elaborados anualmente. Isto deve-se ao facto de os dados relativos aos indicadores utilizados mudarem de ano para ano. Assim, é necessário consultar os rankings anualmente. Todavia, é pouco provável que, de um ano para o outro, uma universidade de topo altere o seu lugar significativamente em determinado ranking. Por outro lado, a reputação de uma universidade está de alguma forma ligada à sua idade. Geralmente, as universidades mais antigas têm maior reputação do que as novas. Contudo, há casos de universidades relativamente recentes a ocuparem boas posições nos rankings

Destaca-se ainda que é possível elaborar rankings organizados por área de conhecimento, por continente, por país, etc. É assim possível fazer comparações mais específicas. Por exemplo, no ranking geral uma universidade pode estar numa posição acima de uma outra, podendo estar, no entanto, bastante abaixo num ranking organizado numa dada área de conhecimento. Assim, dependendo do objectivo, é importante verificar não apenas o ranking geral, mas também os específicos.

Embora existam vários rankings de universidades, destacam-se os mais conceituados: 

1) Classificação Académica das Universidades Mundiais (Academic Ranking of World Universities - ARWU), também conhecido por “Ranking de Xangai” elaborado desde 2003 pela Universidade Jiao Tong de Xangai (China);

2) Classificação das Universidades Mundiais da Times Higher Education (Times Higher Education (THE) World University Ranking), elaborado desde 2004 pela revista THE (Reino Unido);

3) Classificação das Universidades Mundiais da QS (QS World University Ranking), elaborado desde 2004 pela empresa Quacquarelli Symonds (Reino Unido). 

Para classificar as universidades, a metodologia utilizada deve ser científica, estável e transparente, embora não haja uma metodologia perfeita.  Assim, uma vez que cada ranking utiliza os seus próprios indicadores, a comparação de resultados deve ser feita com bastante atenção. Julga-se que a verificação dos 3 referidos rankings resulta numa melhor estimativa da verdadeira classificação de uma dada universidade. Por outro lado, pensa-se que é crucial entender os indicadores utilizados em cada ranking.  

Assim, de forma a facilitar a compreensão, apresentam-se resumidamente os indicadores utilizados pelos 3 referidos rankings:

 

ARWU ranking (6 indicadores) 

1. Qualidade de educação: Número de antigos estudantes que ganharam o prémio nobel ou medalhas por área de conhecimento (10%)

2. Qualidade dos docentes/investigadores: Número de docentes/investigadores que ganharam o prémio nobel ou medalhas por área de conhecimento (20%)

3. Qualidade dos docentes/investigadores: Número de investigadores altamente citados em 21 áreas de conhecimento (20%)

4. Resultados da investigação: Número de artigos publicados em revistas sobre natureza e ciência (20%).  Nota: Este indicador não é considerado no caso das universidades especializadas em humanidades e ciências sociais, sendo o peso distribuído pelos outros indicadores.

5. Resultados da investigação: Número de artigos indexados na Science Citation Index - Expanded and Social Sciences Citation Index (20%)

6. Desempenho académico per capita da universidade (10%)

 

THE ranking (13 indicadores)

  • Ensino (30%) 

1) Reputação (inquérito) (15%)

2) Rácio docentes/investigadores versus estudantes (4.5%)

3) Rácio doutores versus licenciados (2.25%)

4) Rácio doutoramentos atribuídos versus docentes (6%)

5) Receitas da instituição (2.25%)

  • Investigação (30%)

6) Reputação (inquérito) (18%)

7) Receitas (investigação) (6%)

8) Produtividade (investigação). Número de artigos publicados em revistas científicas indexadas (6%)

  • Citações

9) Influência da investigação (30%)

  • Vertente Internacional (docentes, estudantes, investigação) (7.5%)

10) Rácio Estudantes internacionais versus nacionais (2.5%)

11) Rácio Docentes/Investigadores internacionais versus nacionais (2.5%)

12) Colaboração internacional (2.5%)

  • Receitas das Indústria

13) Transferência de conhecimento (2.5%)

 

QS ranking (6 indicadores) 

1. Reputação académica - questionário a académicos sobre as universidades (40%)

2. Reputação do ponto de vista do empregador - questionário aos empregadores sobre as universidades (10%)

3. Rácio número de estudantes versus número de docentes/investigadores (20%)

4. Citações por docente/investigador (20%)

5. Rácio número de docentes/investigadores internacionais versus nacionais (5%)

6. Rácio número de estudantes internacionais versus nacionais (5%)

  

Como se pode observar, cada ranking é elaborado de acordo com os seus próprios indicadores, sendo os mesmos bastante diferentes. Pode-se concluir que estes rankings assentam essencialmente em indicadores sobre ensino, investigação, empregabilidade, transferência de conhecimento e internacionalização. Salienta-se ainda que é necessário considerar a definição exacta de cada indicador.

Consultando os referidos rankings relativos ao ano de 2016, chega-se à conclusão que os Estados Unidos da América (EUA) lideram os primeiros 10 lugares (ARWU 8/10, THE 6/10, QS 5/10), seguindo-se o Reino Unido (UK) (ARWU 2/10, THE 3/10, QS 4/10). Constata-se ainda que as seguintes universidades (ordenadas pela média das posições nos 3 rankings), constam das primeiras 10 nos referidos rankings

  • Stanford University, EUA (ARWU-2, THE-3, QS-2) (2.3)
  • Harvard University, EUA (ARWU-1, THE-6, QS-3) (3.3)
  • Massachusetts Institute of Technology, EUA (ARWU-5, THE-5, QS-1) (3.7)
  • University of Cambridge, UK (ARWU-4, THE-4, QS-4) (4)
  • California Institute of Technology, EUA (ARWU-8, THE-1, QS-5) (4.7)
  • Oxford University, UK (ARWU-7, THE-2, QS-6) (5)
  • Princeton University, EUA (ARWU-6, THE-7, QS-11) (8)
  • University of Chicago, EUA (ARWU-10, THE-10, QS-10) (10)
  • Institute of Technology Zurich, SUÍÇA (ARWU-19, THE-9, QS-8) (12)
  • University College London, UK (ARWU-17, THE-14, QS-7) (12.7)
  • Imperial College London, UK (ARWU-22, THE-8, QS-9) (13)
  • University of California-Berkeley, EUA (ARWU-3, THE-13, QS-28) (14.7)
  • Columbia University, EUA (ARWU-9, THE-15, QS-20) (14.7)

 

Ou seja, estas universidades são, de acordo com os referidos rankings, as melhores do mundo em 2016. Para referência, apresentam-se a seguir as universidades melhor classificadas (2016) de África, da China, Portugal e do Brasil:

  • Tsinghua University, China (ARWU-58, THE-47, QS-24) (43)
  • Lomonosov Moscow State University (ARWU-87, THE-161, QS-108) (118.7)
  • Universidade de São Paulo, Brasil (ARWU-101:150, THE-201-250, QS-120) (140.7 ?)
  • University of Cape Town, SA (ARWU-201:300, THE-120, QS-191) (170.7 ?)
  • Universidade de Lisboa, Portugal (ARWU-151:200, THE-501:600, QS-330) (327.3 ?)

 

Por outro lado, as universidades africanas que constam em 2016 nos referidos rankings são as seguintes:

  • University of Cape Town, SA (ARWU-201:300, THE-120, QS-191) (170.7 ?)
  • University of the Witwatersrand, SA (ARWU-201:300, THE-201:250, QS-359) (253.7 ?)
  • The American University in Cairo, Egipto (ARWU-, THE-, QS-365) (365)
  • Stellenbosch University, SA (ARWU-401:500, THE-301:350, QS-395) (365.7 ?)
  • University of Kwazulu Natal, SA (ARWU-401:500, THE-401:500, QS-651:700) (484.3 ?)
  • University of Pretoria, SA (ARWU-, THE-501:600, QS-551-600) (526 ?)
  • Makerere University, Uganda (ARWU-, THE-401:500, QS-701+) ( 551?)
  • Cairo University, Egipto (ARWU-401:500, THE-601:800, QS-551:600) (576 ?)
  • Rhodes University, SA (ARWU-, THE-, QS-551:600) (551:600)
  • University of Johannesburg, SA (ARWU-, THE-, QS-601:650) (601:650)
  • University of Ghana, Gana (ARWU-, THE-601:800, QS-701+) ( 651?)
  • Alexandria University, Egipto (ARWU-, THE-601:800, QS-701+) (651 ?)
  • University of Marrakech Cadi Ayyad, Marrocos (ARWU-, THE-601:800, QS-) (601:800)
  • Suez Canal University, Egipto (ARWU-, THE-601:800, QS-) (601:800)
  • University of South Africa, SA (ARWU-, THE-601:800, QS-) (601:800)
  • Al Azhar University, Egipto (ARWU-, THE-, QS-701+) (701+)
  • Ain Shams University, Egipto (ARWU-, THE-, QS-701+) (701+)
  • North-West University, SA (ARWU-, THE-, QS-701+) (701+)
  • University of Western Cape, SA (ARWU-, THE-, QS-701+) (701+)

 

Analisando estes dados, claramente se observa o domínio da África do Sul e do Egipto no contexto africano. Ou seja, das 19 universidades africanas que constam nos referidos rankings de 2016, 10 são sul africanas e 6 são egípcias. Conclui-se ainda que a Universidade de Cape Town foi a melhor classificada em 2016.

Como se pode ainda observar nenhuma universidade angolana consta dos referidos rankings. Considerando os indicadores utilizados, o leitor estará em melhores condições para poder tirar as suas próprias conclusões. Contudo, julga-se que ainda há vários aspectos a melhorar antes que alguma universidade angolana possa constar nos referidos rankings.

Finalmente, podemos concluir que os rankings dependem dos indicadores utilizados e dos pesos a eles atribuídos. Adicionalmente, a estimativa da qualidade de ensino continua a ser a principal limitação dos rankings actuais. Julga-se ainda que os rankings devem ser vistos como estimativas limitadas da qualidade das universidades analisadas. Assim, cabe ao leitor decidir se deve ou não confiar em determinado ranking.  

 

Mais informação

http://www.shanghairanking.com/

http://www.topuniversities.com/

https://www.timeshighereducation.com/

http://www.eua.be/Libraries/publications-homepage-list/Global_University_Rankings_and_Their_Impact.pdf?sfvrsn=4

 

Ricardo Queirós

Doutorado em Engenharia Electrotécnica e de Computadores

Investigador na área de Instrumentação e Medidas

Faculdade de Engenharia - Universidade Agostinho Neto

E- Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

https://www.linkedin.com/in/ricardo-queirós-5449106

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Seminário Sobre os Principais Erros dos Inventores

  • Publicado em Eventos

O Instituto Superior Técnico (IST) da Universidade de Lisboa realiza no  dia 14 de Dezembro, às 16:30 de Portugal, um seminário sobre o tema: “Dias da PI (Propriedade Intelectual) no IST: Principais Erros do Inventor”. O seminário é gratuito e tem como objectivo dar a conhecer os principais erros que devem ser evitados quando se tem uma invenção e se pretende obter a protecção por patente.

 

Programa

16h30 - Boas-vindas

16h45 - PRINCIPAIS ERROS DO INVENTOR

•Divulgar a invenção antes de fazer o pedido

•Comercializar a invenção antes de patenteá-la

•A invenção não ser nova

•Não considerar o problema técnico

•Não respeitar os prazos de Prioridade

•Ninguém querer a invenção

•Não submeter o pedido na devida altura

•Não divulgar toda a matéria da invenção no pedido

•Patentear as invenções erradas

•Não patentear a invenção e mantê-la em segredo

•Não ter uma ideia realística do valor da invenção

18h00 - Q&As e Coffee Break

 

Público-Alvo

  • Investigadores e docentes do IST
  • Alunos do IST
  • Gestores das Spin-Offs do IST
  • Alumni do IST
  • Público em geral

 

Inscrições

As inscrições são feitas online até ao dia 12 de Dezembro.

https://www.eventbrite.pt/e/bilhetes-dias-da-pi-no-ist-principais-erros-do-inventor-29740426416

 

Mais informações

Núcleo da Propriedade Intelectual do IST:

Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

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Formação a Nível da Licenciatura e Pós-Graduação na Noruega

 

No dia 1 de Dezembro, a Ministra da Ciência e Tecnologia, Prof. Doutora Maria Cândida Teixeira, recebeu a Embaixadora do Reino da Noruega, a Sra. Ingrid Ofstad. Um dos assuntos abordados foi a formação na Noruega.

A Noruega oferece uma experiência estudantil única dando oportunidades a estudantes qualificados de todo mundo a ingressarem em programas de formação nas suas instituições de ensino superior.

A internacionalização é uma prioridade em todos os sectores do sistema educacional norueguês.  As universidades e colégios universitários estão constantemente a trabalhar para facilitar o ingresso de estudantes internacionais. Actualmente, cerca de 15 000 estudantes estrangeiros estão matriculados em instituições norueguesas de ensino superior. Estes estudantes podem inscrever-se numa variedade de programas de graduação (Licenciatura) e pós-graduação (Mestrado e Doutoramento). 

Os interessados poderão ir à Noruega através de programas de intercâmbio estabelecidos, acordos institucionais ou de forma independente, onde poderá organizar a estadia por si mesmo (tipo de estudo, duração e financiamento).

 

Qualidade de Educação 

Com uma ampla gama de cursos de alta qualidade e grande flexibilidade, as instituições norueguesas provam ser um destino ideal para formação. Desde disciplinas vocacionais à pós-graduação e nível de Doutoramento, há uma abundância de oportunidades para os alunos que queiram cumprir as suas ambições.

 

Custos

A nível do ensino superior (Licenciatura, Mestrado e programas de Doutoramento) os estudantes não pagam propinas. No entanto, os alunos terão de pagar uma taxa semestral de 300-600 coroas norueguesas (NOK) em cada semestre (equivalente a aproximadamente 36-72 USD). Para fazer os exames esta taxa terá que ser paga na sua totalidade. A taxa também inclui a adesão à organização local e o bem-estar do estudante, que, por sua vez, dá direito a vários benefícios. Estes benefícios podem incluir os serviços de saúde no campus, o aconselhamento, o acesso a instalações desportivas e às actividades culturais. 

 

Prazos e Candidaturas

Para obter informação sobre os prazos e sobre formulários de candidatura será necessário contactar a universidade de interesse. Contudo, em geral, o prazo para submissão de candidaturas é tipicamente entre 1 de Dezembro e 15 de Março, para os cursos que iniciam em Agosto.

 

Para mais informações

http://www.studyinnorway.no/study-norway

 

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Energia Solar a Partir de Material Reciclável

Recentemente, a Organização Não Governamental (ONG) “Sumando Energias” construiu, em Garín, uma localidade a 40 kms de Buenos Aires (Argentina), vários painéis solares com garrafas de plástico recicladas, latas, caixas e tubos, permitindo que as famílias dessas regiões pudessem ter água quente e energia. Tratam-se de projectos sustentáveis e portanto amigos do ambiente. 

Para Julien Laurençon, um dos voluntários da ONG, “...o desenvolvimento e a energia sustentáveis são uma tendência importante que é preciso seguir e fomentar. Há muito desperdício hoje em dia. Não acontece só nos países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, mas também nos países desenvolvidos. Os países desenvolvidos são os maiores poluidores.”

A ONG montou 36 painéis solares desde 2014 e oferece um workshop de dois dias, para quem quiser aprender a construí-los. Envolver as famílias no processo de construção é fundamental. Angel Guelari, é um dos moradores de Garín que vai usufruir de água quente em casa, graças a esta iniciativa: “São coisas que deitamos fora e que contaminam o ambiente, mas que podem ser utilizadas em algo prático, como para ter água quente em casa. É bom reciclar, eu antes nunca reciclava. Deitava tudo fora, como as garrafas – ficava tudo em sacos de plástico, porque o homem do lixo nunca passava para os vir buscar.”, lê-se no euronews. 

Para construir 30 painéis para chuveiros, são necessárias aproximadamente quatro mil e quinhentas garrafas de plástico – materiais reciclados a favor de uma melhor qualidade de vida de quem necessita.

 

Mais informações

http://pt.euronews.com/2016/11/15/argentina-paineis-solares-engarrafados (Clique no link para ver o vídeo relacionado)

http://www.sumandoenergias.org/#rse

 

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