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Ciencia.ao - Itens filtrados por data: fevereiro 2018

"Só com homens e com livros, se constrói uma Nação" - Leia o discurso do Presidente da República

Sua Excelência, Presidente da República, João Lourenço, presidiu ontem o Acto Solene de Abertura do Ano Académico 2018 do Ensino Superior, que se realizou na cidade de Saurimo, Lunda-Sul. Divulgamos aqui na íntegra o respectivo discurso:

 

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SENHOR Dr. ERNESTO KITECULO, GOVERNADOR DA PROVÍNCIA DA LUNDA-SUL;

SENHORA PROFESSORA DOUTORA MARIA DO ROSÁRIO BRAGANÇA SAMBO, MINISTRA DO ENSINO SUPERIOR, CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO,

SENHORES MINISTROS DE ESTADO, SENHORES MINISTROS;

SENHORES GOVERNADORES PROVINCIAIS AQUI PRESENTES;  

DOM MANUEL IMBAMBA, ARCEBISPO DA LUNDA SUL;  MAGNIFICOS REITORES DAS INSTITUIÇÕES DO ENSINO SUPERIOR EM ANGOLA;

ILUSTRES CONVIDADOS;

 

MINHAS SENHORAS e MEUS SENHORES,

 

Foi com satisfação que aceitei o convite para presidir ao Acto Solene de Abertura do Ano Académico 2018 do Ensino Superior, que se realiza nesta cidade de Saurimo, a quem agradecemos desde já a hospitalidade de seus habitantes e as condições criadas pelas autoridades da província.

Este acto se realiza sob o lema: "Por um ensino superior de qualidade, lutemos contra a corrupção e a impunidade".

Esta nobre intenção se enquadra no espírito do que temos vindo a anunciar como prioridade da minha governação, e é reconfortante saber que também a este nível há convergência de propósitos, porque o ensino superior é crucial para o desenvolvimento humano e económico social do nosso país.

A crescente demanda dos jovens para o ingresso no Ensino Superior é um fenómeno mundial que vem ganhando maior dimensão nos países em desenvolvimento e com grande expansão demográfica, como é o caso de Angola.

O crescimento do número de estudantes universitários no nosso país já é bastante significativo, mas apesar deste crescimento, ainda temos pela frente um grande desafio, porque a taxa de jovens com idade para frequentar o ensino superior continua muito aquém dos valores recomendados pela União Africana, que pretende que os países africanos atinjam 50 por cento da escolarização no ensino superior em 2063. Em 2014, essa taxa era entre nós de apenas 10%.

Uma das medidas do Executivo para garantir a frequência do Ensino Superior por um número maior de estudantes tem sido o apoio através de bolsas de estudo de mérito, internas e externas, existindo neste momento 30 mil e 325 estudantes beneficiários de bolsas, dos quais 4 mil 625 no exterior do país.

Face à situação social da maioria dos nossos estudantes, o desafio consiste em aumentar o número de bolsas, para o que teremos de dispor para o efeito de novas fontes de financiamento. A responsabilidade do Executivo para tal é ainda maior porque das instituições de Ensino Superior existentes, 33% são públicas.

Em 2018 havia 134.418 vagas em todo o país, 21% das quais nas instituições públicas. Houve assim, comparativamente ao ano anterior, um acréscimo de 20 mil vagas, sendo de realçar a forte competitividade, porque existiu um elevado número de candidatos por vaga.

Estamos claramente perante uma situação de grande procura bem superior à capacidade de oferta em infraestruturas de ensino, Universidades e Institutos Superiores, bem como de um deficit gritante de docentes qualificados para leccionar neste nível de ensino. Neste domínio, apesar dos investimentos feitos um pouco por todo o país, temos ainda de crescer em número mas sobretudo em qualidade.

Reconhecemos, por isso, que temos ainda de empreender bastantes esforços para garantir o cumprimento dessa meta, com investimento público e privado.

 

Minhas Senhoras, Meus Senhores,

 

As universidades são, por excelência, órgãos que se devem pautar pelo exercício democrático, funcionando como órgãos colegiais, através de processos eleitorais transparentes e que dignifiquem a comunidade académica.

Tem-se verificado anualmente um aumento número de graduados, designadamente nas ciências de engenharia e tecnologias, bem como nas ciências médicas de saúde, tendência que temos de saudar por se tratarem de áreas que visam colmatar muitas das dificuldades que ainda sentimos.

É grande a tarefa que temos pela frente para resolver as dificuldades com o aumento e a melhoria de qualificação do corpo docente. Precisamos apostar na melhor qualificação dos docentes com mestrados e doutoramentos e admitir mais jovens estudantes que demonstrem ser aptos para ingressar na carreira docente universitária ou de investigação científica.

O Programa do Executivo contempla várias das acções a ser implementadas pelo Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, com vista à melhoria da qualidade do ensino superior, designadamente a revisão do quadro legal e regulamentar, a criação e aplicação de um Sistema Nacional de Garantia de Qualidade das instituições de Ensino Superior, a adopção de um novo estatuto da carreira universitária, bem como do seu estatuto remuneratório, e o aumento do corpo docente em tempo integral e em regime de exclusividade.

Com a escassez de recursos financeiros temos de fazer um maior esforço de planificação e definição de prioridades para o uso eficiente dos mesmos. Temos consciência que não podemos resolver todos os problemas de uma só vez, mas o importante é caminhar com passos firmes e com sustentabilidade.

 

Minhas Senhoras e Meus Senhores,

 

A investigação científica permite alargar as fronteiras do conhecimento, contribuindo não só para dar resposta às solicitações e necessidades do meio social e económico em que se desenvolve, mas também para garantir a qualidade do ensino. É por esta razão que deve haver, em especial ao nível do Ensino Superior, uma forte ligação entre os processos de ensino e aprendizagem e a investigação, a transferência de tecnologias e a inovação.

Como a maioria dos países africanos, também Angola se deparou nos primeiros anos da Independência com inúmeras dificuldades para desenvolver e consolidar as suas instituições de Ensino Superior e de investigação, devido a factores sobejamente conhecidos, como a falta de quadros e de políticas claras sobre a importância da investigação científica.

Entretanto, o Governo criou em 1997 o então Ministério da Ciência e Tecnologia e aprovou em 2011 a Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação e o seu principal instrumento de implementação - a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, com vista a uma melhor articulação entre os diversos departamentos ministeriais, instituições e demais parceiros da sociedade civil que se dedicam à investigação científica.

O Executivo vai continuar a trabalhar no sentido de dotar o Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação de um mecanismo de financiamento a ser instituído em breve, para que as instituições e actores singulares se possam candidatar à execução de projectos, acções e actividades de suporte ao Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022.

A falta desse mecanismo de financiamento tem sido um dos maiores constrangimentos à prática da investigação científica em Angola de forma regular e com resultados visíveis e úteis para o sector produtivo nacional. O que se investe na investigação científica no nosso país está longe do valor mínimo de 1% do PIB, tal como foi recomendado pela UNESCO e adoptado pela SADC.

No que diz respeito aos recursos humanos, verifica-se uma falta gritante de quadros altamente qualificados e com experiência comprovada e também a dispersão dos poucos investigadores científicos nos poucos centros de ensino e investigação existentes.

Os centros de investigação que existem nas universidades e nos departamentos ministeriais devem agregar valor através dos artigos científicos publicados em revistas de especialidade, bem como na forma de novos produtos, protótipos, invenções e patentes que surgirem.

O Executivo vai orientar o sector que rege a investigação científica para que, em interacção com os sectores afins, trabalhem rapidamente no redimensionamento da investigação científica, carreira que deve motivar e atrair os docentes vocacionados para tal, quadros destacados da generalidade dos outros.

 

Minhas senhoras, meus Senhores,

 

O grande desafio que o país tem pela frente é, sem sombra de dúvidas, o desenvolvimento económico e social.

Estamos a trabalhar na criação do ambiente de negócios favorável ao investimento, como a cruzada contra a corrupção e a impunidade, a facilitação do processo de concessão dos vistos, medidas de carácter fiscal e cambial entre outras, e que vão com certeza mudar substancialmente o actual quadro.

No entanto, não há desenvolvimento sem uma forte aposta na educação e ensino de qualidade. Os investidores estrangeiros que investem seus recursos, seu capital no nosso país, contam encontrar e recrutar para suas empresas, fábricas e indústrias no geral, não só mão de obra que receberá formação on-job mas também o maior número possível de quadros com boa formação superior nos mais diferentes ramos do saber.

Portanto, no momento de decidir se o estudante transita ou não de ano, lembrem-se que também nas vossas mãos está a responsabilidade de fazermos de Angola um país próspero, desenvolvido e capaz de competir na região e no mundo. O desafio é grande mas é alcançável se nosso ensino superior for rigoroso e exigente.

O país tem um grande deficit de quadros em termos numéricos, por isso precisamos de formar mais quadros, mas sobretudo precisamos de formar melhores quadros.

Aproveito a oportunidade para fazer um veemente apelo para que todos os participantes neste encontro contribuam para a melhoria da qualidade do ensino e da investigação científica, das tecnologias e da inovação, premiando o mérito e combatendo as práticas nefastas que são de todo inimigas do progresso e do desenvolvimento económico e social.

Trabalhemos para que nossos engenheiros, arquitectos, agrónomos, veterinários, médicos, economistas, juristas e outros, tenham um papel de destaque, um papel determinante no processo de desenvolvimento do nosso país, porque isso está ao nosso alcance se fizermos o que é certo, apostar no homem como principal factor de produção.

É verdade que o cimento e o aço são importantes materiais de construção mas só com homens e com livros, se constrói uma Nação.

 

Muito Obrigado pela atenção!

 

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MESCTI Comemora o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência

Engª. Maria Graciette Neto Cardoso Pitra - Palestrante (esquerda), Dra. Antonieta Baptista - Moderadora (ao centro), Dra. Catarina Nunda - Palestrante (a direita)

No âmbito das comemorações alusivas ao dia 11 de Fevereiro, em que se comemora o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), realizou, no pretérito dia 7 de Fevereiro de 2018, no anfiteatro da Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto, uma actividade comemorativa sob o lema "Pela Plena Integração das Mulheres e Meninas na Ciência". A actividade teve como objectivo partilhar experiências de mulheres na ciência e sensibilizar as jovens para o importante papel das mulheres no mundo da ciência, sendo o público-alvo as meninas e estudantes das escolas do 2º Ciclo de Luanda e Bengo.

A cerimónia de abertura do evento foi presidida pelo Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), Prof. Doutor Domingos da Silva Neto, que defendeu a criação de sinergias para diminuir o analfabetismo feminino, principal causa do reduzido número de mulheres na investigação científica e em profissões ligadas à ciência, tecnologia e inovação. O SECTI destacou ainda que a maternidade e a falta de assistência adequada na infância são outros factores que contribuem para o actual cenário. Por outro lado, informou que de acordo com o 2º Inquérito Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação o percentual de mulheres na ciência passou de 17% em 2011/2012 para cerca de 34% em 2013/2014, sendo que os últimos dados mostram que a área de conhecimento com mais mulheres é a das ciências naturais com 10.7% (15.4% de homens). A área das ciências sociais e das ciências médicas vem logo a seguir com 9% (25.3% de homens) e da saúde com 7.5% (7.4% de homens). Em termos de idades, disse, o maior percentual de mulheres, 10.2%, pode ser encontrado entre os 35 e os 44 anos, enquanto que em relação aos homens, o maior número de investigadores científicos pode ser encontrado entre os 45 e os 54 anos de idade, 19.6%.

A actividade contou com a presença de inventoras provenientes de instituições públicas e privadas, nomeadamente: da Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto (UAN), do Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências (ISPTEC), do Centro Tecnológico Nacional (CTN), e da Associação Nacional de Estudantes Universitários com Deficiência (ANEUD). Foram expostos alguns projectos como: cultivo de cogumelos, reaproveitamento de "lixo electrónico", aplicativo para rastreio de armas e explosivos, reprodução de biodiesel através do óleo de palma, geolocalização de Multicaixas ou ATMs com valores monetários, e o portal da ANEUD concebido para o controlo estatístico, registo e denúncias para pessoas com deficiência, entre outros.

Após a sessão de exposições, a actividade contou com duas apresentações. Na primeira apresentação, a Engª Maria Graciette Neto Cardoso Pitra falou da sua experiência profissional e perspectivas de inclusão das mulheres na engenharia, exortando as mulheres a aderirem às engenharias, tendo em conta o défice de engenheiras no país. Na segunda apresentação, a Dra. Catarina Nunda, que também falou da sua experiência profissional e das perspectivas de inclusão das mulheres nas ciências sociais, reforçou o incentivo ao ingresso das mulheres nas áreas das ciências sociais. Seguidamente ocorreu a sessão de debate moderada pela Dra. Antonieta Baptista.

As experiências partilhadas e a partilha de histórias interessantes de mulheres com percurso na ciência foram motivo de incentivo primordial para a consciencialização das meninas e mulheres a aderirem às carreiras ligadas às ciências e tecnologias.

Após a proclamação desta data em 2015 pela ONU, este dia é comemorado pela 3ª vez em 2018. E o MESCTI exorta todas as instituições de ensino, incluindo as instituições de ensino superior e as instituições de investigação e desenvolvimento, a comemorarem esta data.

 

 

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Dengue: Mecanismos que Permitem não Desenvolver os Sintomas após uma infecção pelo vírus

Investigadores do Institut Pasteur de Paris e do Institut Pasteur do Camboja, em colaboração com equipas do CNRS (Centre National de la Recherche Scientifique) e do INRIA (Institut National de Recherche en Informatique et en Automatique), demonstraram que a infecção pelo vírus dengue em crianças assintomáticas está associada a uma activação do sistema imunitário, utilizando mecanismos de controlo que permitem eliminar a infecção viral sem activação excessiva da imunidade. Este estudo, publicado na revista científica Science Translational Medicine, a 30 de Agosto de 2017, representa uma etapa importante para uma melhor compreensão do papel que a imunidade desempenha na infecção pelo vírus da dengue. O estudo permitirá desenvolver novas estratégias de luta contra esta doença.

A dengue, também conhecida como "gripe tropical", continua a expandir-se dramaticamente em todo o mundo, estando actualmente classificada como uma doença emergente. A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que há entre 50 e 100 milhões de casos por ano, sendo que 500.000 pessoas adoecem com gravidade, exigindo hospitalização, e desse total, cerca de 2,5% morrem. Por outro lado, cerca de 50% da população mundial vive em áreas de risco de infecção. Inicialmente presente em áreas tropicais e subtropicais do mundo, a dengue já está a afectar a Europa.

A dengue é uma doença viral transmitida aos seres humanos através da picada dos mosquitos do género Aedes infectados com o vírus. As estirpes do vírus da dengue dividem-se em quatro serotipos imunológicos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. A imunidade adquirida em resposta a uma infecção com um dos sorotipos confere uma imunidade protetora contra o sorotipo infectante, mas não contra outros serotipos. Uma pessoa está susceptível de ser infectado por cada um dos quatro serotipos da dengue. Além disso, as infecções subsequentes por outros serotipos aumentam o risco de desenvolver dengue grave, conhecida como febre hemorrágica.

Actualmente, não há tratamento específico contra a infecção pelo vírus da dengue. A única vacina comercializada é parcialmente eficaz contra infecções aos quatro sorotipos do vírus. Todavia, a vacina não é administrável em crianças menores de 9 anos e a vacinação em 3 doses não é adequada para viajantes.

Apesar de 50 anos de investigação, os mecanismos fisiopatológicos que levam a uma evolução clínica grave da dengue, em alguns pacientes, ainda não foram elucidados com precisão. Esses mecanismos são complexos, envolvendo factores imunológicos, genéticos e virais. O elevado risco de desenvolver sintomas graves durante a infecção secundária foi associado à presença de anticorpos não neutralizantes que aumentam a infecção, em vez de a bloquear.

Algumas pessoas infectadas são assintomáticas (não apresentam sintomas) e interessa estudá-las, mas é muito difícil identificá-las para as incluir em estudos exploratórios.

Com o objectivo de identificar os mecanismos internos de controlo da infecção do vírus da dengue em pacientes assintomáticos, investigadores do Institut Pasteur de Paris, do Institut Pasteur do Camboja, do CNRS e do INRIA compararam a composição do plasma e do perfil de expressão dos genes em crianças cambojanas assintomáticas infectadas pelo vírus da dengue com a de pacientes com sintomas. Surpreendentemente, o seu trabalho revelou que os pacientes assintomáticos têm uma resposta imune controlada, em que a apresentação do antígeno registou um aumento, mas associado a uma activação medida do linfócito T e a uma produção mais moderada de anticorpos, em comparação com os pacientes com sintomas.

Anavaj Sakuntabhai, Director da Unidade de Genética Funcional de Doenças Infecciosas do Instituto Pasteur de Paris, co-supervisor destes trabalhos, sublinha que "os trabalhos de investigação, geralmente, concentram-se no estudo de pacientes doentes. Ao analisar pacientes assintomáticos infectados, este estudo pode compreender os mecanismos que permitem não desenvolver os sintomas após uma infecção. Isto convida a revisitar a composição das vacinas para melhor prevenir as infecções ".

Os resultados deste estudo original abrem o caminho para novas pistas de investigação, a fim de desenvolver uma vacina contra o vírus da dengue que possa conferir uma imunidade mais completa, prevenindo o risco de transmissão desta doença, que é uma ameaça real em todo o mundo.

 

Autores:

Etienne Simon-Lorière (1,2), Veasna Duong (3), Ahmed Tawfik (1,2), Sivlin Ung (4), Sowath Ly (5), Isabelle Casadémont (1,2), Matthieu Prot (1,2), Noémie Courtejoie (1,2), Kevin Bleakley (6,7), Philippe Buchy (3,8), Arnaud Tarantola (5,8), Philippe Dussart (3), Tineke Cantaert (4), Anavaj Sakuntabhai (1,2). 

 

1. Functional Genetics of Infectious Diseases Unit, Department of Genomes and Genetics, Institut Pasteur, 75015 Paris, France. 

2. CNRS, Unité de Recherche Associée 3012, 75015 Paris, France. 

3. Virology Unit, Institut Pasteur du Cambodge, International Network of Pasteur Institutes, 12201 Phnom Penh, Cambodia. 

4. Immunology Group, Institut Pasteur du Cambodge, International Network of Pasteur Institutes, 12201 Phnom Penh, Cambodia. 

5. Epidemiology and Public Health Unit, Institut Pasteur du Cambodge, International Network of Pasteur Institutes, 12201 Phnom Penh, Cambodia. 

6. INRIA Saclay, 91120 Palaiseau, France. 

7. Département de Mathématiques d’Orsay, AQ2 91400 Orsay, France. 

8. GlaxoSmithKline (GSK) Vaccines, 637421 Singapore, Singapore.

 

Artigo Original: http://www2.cnrs.fr/presse/communique/5211.htm

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Candidaturas ao Curso de Mecanismos de Desenvolvimento e Regulamentação para Comercialização de Biotecnologias

 

A Associação de Gestão de Investigação e Inovação da África Austral (SARIMA), em colaboração com a BioFISA II, informa que estão abertas, até ao dia 1 de Março, as candidaturas para o curso de “Mecanismos de Desenvolvimento e Regulamentação para Comercialização de Biotecnologias” que se realizará de 5 a 27 de Março de 2018.

 

Tópicos

O curso incidirá sobre os seguintes tópicos:

  1. níveis de prontidão tecnológica
  2. escalabilidade de tecnologias
  3. considerações regulatórias, com foco específico em saúde animal, dispositivos médicos, inovações alimentares e boas práticas de fabricação
  4. visão geral do ambiente de financiamento de biotecnologia.

 

Taxas do Curso

Os candidatos deverão pagar uma taxa no valor de 700 Rands sul-africanos (aproximadamente 60 USD), por pessoa. Serão oferecidos descontos aos candidatos que participarem em mais de um curso, ou seja, por exemplo, os candidatos inscritos em dois cursos paragão uma taxa de 1200 rands sul-africanos (aproximadamente 103 USD), por pessoa.

 

Formulário de candidatura

Para ter acesso ao formulário de candidatura, aceda a: https://www.surveymonkey.com/r/BioC3.

 

Mais informações

Mais informações sobre a inscrição e pagamento, contactar a Sra. Corline Kriel pelos seguintes correios electrónicos: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. e Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

ou consultar:

https://mailchi.mp/baffbb53cff4/register-now-biofisa-iisarima-course-on-developmental-regulatory-pathway-to-commercialise-biotechnologies?e=e01610eeee

ou ainda:

https://nepadsanbio.org/opportunities-funding/opportunities/sarimabiofisa-ii-course-defining-business-opportunity

 

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O que se Pretende com a Avaliação das Universidades?

Ao impregnar-se da lógica da "accountability", a avaliação está, claramente, ao serviço da prestação de contas, entendida como "obrigação ou dever de dar respostas" e "acto de justificação e explicação do que é feito, como é feito e porque é feito". A avaliação é uma função inerente a qualquer sistema de organização social que estabeleça objectivos e metas a atingir. Assim, pela avaliação importa aferir se as normas reguladoras da organização são observadas, se a operação planeada está a decorrer como previsto e se os objectivos e metas da organização são de facto os pretendidos ou fixados. 

Da breve incursão sobre a concepção do Ensino Superior e a diversidade de tipologias institucionais de que se reveste, resulta, desde já, a complexidade da avaliação no ensino superior. Assim, há de constituir objecto de avaliação o desempenho das funções de ensino, investigação e extensão que as Instituições de Ensino Superior (IES) realizam, analisando-se a qualidade de actuação das instituições em cada uma dessas funções, mas tendo em conta, do mesmo passo, o modo como tais funções se correlacionam ao nível das práxis de cada uma das instituições. Porém, se esta abordagem parece consensual, nem por isso deixa de se revestir de contornos diferentes, consoante a natureza e complexidade de missões conferidas a cada uma das instituições, tendo em conta a sua diversidade e natureza. 

Desde a pouco conhecida Academia de Platão, que terá sido fundada por este filósofo da Antiguidade, no ano 386 (ou 387), a.C., considerada precursora da ideia de Universidade que há-de emergir mais tarde, segundo alguns, em África, mais precisamente, em Fez, Marrocos, no ano de 859, com a criação da Universidade de Karueein, e no Cairo, Egipto, em 988, com a fundação da Universidade de Al-Azhar, e, segundo a maioria dos estudiosos, na Europa da Idade Média, mais precisamente em Bolonha, Itália, no ano de 1088, e em Paris, França, em 1090, com a instituição das universidades de Bolonha e de Paris, respectivamente, até aos dias de hoje, existe uma diversidade de conceptualização da Universidade "latu senso" e do Ensino superior, caracterizada tanto pelas abordagens que são dadas ora à difusão do conhecimento, a investigação, ou ainda à cultura, à ligação com a sociedade (extensão) e ao desenvolvimento, como pelo modo como se encara a ligação entre estas vertentes da sua actuação, sem se ignorar ainda a multivariada denominação destas instituições, ao nível do plano normativo. 

 

Importância da Assembleia universitária para a Avaliação Interna 

Assembleia universitária é a reunião da comunidade universitária, constituída pelos professores, estudantes e servidores técnico-administrativos da Universidade. A Assembleia Universitária deve reunir-se ordinariamente uma vez por ano, ou, extraordinariamente, quando convocada pelo Reitor ou por requerimento da maioria dos seus membros. Quando este orgão não existe fica amputada a democracia institucional e fruto disso uma dificil acção de auto controlo, autoregulação e de submissão ao crivo analítico e de controlo da comunidade universitária, ou seja, a avaliação interna da instituição torna-se muito subjectiva ou "legitimadora" .

Neste sentido o processo de avaliação de ensino, investigação e extensão para, Ricardo Machado Lourenço Filho, Mestre em Direito pela Universidade de Brasília, "consiste em produzir conhecimento com autonomia, significa trabalhar com a mesma lógica do sistema social da educação". O pensamento crítico nelas produzido é fundamental para a construção democrática de um pensamento reflexivo voltado para diversos aspectos sociais (inclusive a própria universidade). Vista desta maneira a autonomia universitária deve estar comprometida com o desenvolvimento da pessoa, a sua preparação para o exercício da cidadania plena, e a sua qualificação profissional, ou seja, a sua "preparação para a vida" como disse José Marti.

A produção de pensamento crítico, guiado pela sua própria lógica; resistência; emancipação; superação: nisso tudo reside não apenas o potencial da universidade, mas também a sua responsabilidade social e a chave para o desempenho desse papel.

 

A avaliação Interna e Externa das Universidades Angolanas

Para Eugénio Silva e Maria Mendes (Instituto de Educação, Universidade do Minho (Braga/Portugal e Universidade Katyavala Bwila (Benguela/Angola), "Na UAN" e nas novas universidades publicas, as "práticas relacionadas com a avaliação institucional, são escassas e pouco consistentes, estão associadas a representações que lhes atribuem um sentido legitimador e credibilizador da imagem institucional". Como exemplo, apontam a avaliação interna na Faculdade de Medicina que segundo eles foi accionada para conferir legitimidade ao processo de reforma curricular iniciado em 2002 e promover a sua qualidade.  Segundo os estudos feitos por estes dois investigadores, são quatro as experiências estruturadas mais relevantes de avaliação externa da UAN: i) avaliação desenvolvida pela Fundação Calouste Gulbenkian (em 1986); ii) avaliação realizada pela Fundação Gomes Teixeira (Junho de 1995 a Março de 1996); iii) diagnóstico realizado pela Secretaria de Estado do Ensino Superior (SEES) (em 2005); e iv) avaliação externa da Faculdade de Medicina, realizada pela Universidade do Porto (em 2007).

98A primeira, de acordo com o respectivo relatório (Fundação Calouste Gulbenkian, 1987: 8-9), visou analisar a situação da UAN e definir o quadro de prioridades e de acções de cooperação a desenvolver no âmbito do programa de apoio da referida fundação à UAN. Identificou pontos de estrangulamento ligados à insuficiência de recursos, excessiva dependência externa decorrente da carência de quadros angolanos qualificados e fraca dignificação e reconhecimento da instituição.

A segunda procurou identificar aspectos relacionados com o funcionamento interno e o relacionamento da universidade com o meio envolvente, focando a articulação com os restantes graus de ensino, a capacidade de formar quadros e a sua inserção no contexto científico. A mesma, assumindo-se como "uma avaliação externa da UAN" (Fundação Gomes Teixeira, 1996: 22), permitiu fazer um diagnóstico e esboçar propostas precisas e susceptíveis de modificar o panorama universitário angolano.

A terceira diz respeito a um diagnóstico realizado pela SEES, em 2005, que incidiu sobre aspectos relacionados com a gestão universitária, tendo abarcado todas as instituições de ensino superior públicas e privadas. Os resultados obtidos serviram de referência para a análise e projecção da melhoria de todo o subsistema, de que viria a resultar a reorganização da rede de IES, a criação de novas universidades públicas, bem como o redimensionamento da UAN.

A quarta refere-se à avaliação externa da Faculdade de Medicina da UAN (2007), com base nos resultados da avaliação interna e tendo como referencial os Standards Globais para o Desenvolvimento de Qualidade em Educação Médica Pré-Graduada da WFME (World Federation of Medical Education). Esta contou com a parceria da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, marcando o início de um programa estratégico de desenvolvimento da qualidade da formação de médicos em Angola.

Pode-se concluir que os processos de avaliação nas universidades angolanas mesmo depois do surgimento do Ministério do Ensino superior, são ainda deficientes carecendo de maior dinâmica, periodicidade, complexidade e rigor. O primado da democracia institucional e do conhecimento, é fundamental para a credibilização dos processos de avaliação das universidades. 

 

 

Amílcar Inácio Evaristo, Ph.D.

Biólogo e Psicólogo

Professor Associado da Universidade Agostinho Neto-ISCISA (Instituto Superior de Ciências da Saúde)

 

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Ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação Intervém na Sessão sobre Tecnologia Alimentar e Nutrição

Nota de Imprensa

 

A Ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Bragança Sambo, defendeu no Cairo, Egipto, que o processo de desenvolvimento humano passa inevitavelmente pela segurança alimentar das populações e, como é óbvio, o continente africano, não foge a esta regra. A governante fez esta afirmação, quando dissertava na sessão “Tecnologia Alimentar e Nutrição: Caminhos Inovadores para o Desenvolvimento de Infraestrutura de "Massa Cinzenta" em África", no contexto do 3° Fórum Africano de Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI), aberto no dia 10, com a presença do Presidente do Egipto, Abdel Fattah El-Sisi, assim como de mais de 30 ministros que tutelam o pelouro do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia.

Maria do Rosário Bragança Sambo lamentou o facto da qualidade de vida das pessoas em África ser ainda um enorme obstáculo, numa época em que a 4ª revolução industrial se desencadeia e muitos dos países do nosso continente lutam até agora com os desafios das etapas iniciais da revolução industrial, tais como; a mecanização agrícola, a capacidade de produção em massa, o uso da eletricidade, a automação, a eletrónica e a tecnologia da informação, só para citar alguns, disse a governante.

Para a dirigente angolana, a inversão deste paradigma passa necessariamente por adoptar-se a palavra-chave “acelerar” para tentarmos passar por estágios que conduzam África ao caminho do desenvolvimento, porque segundo a Ministra, não teremos outra escolha se não acompanharmos os países mais avançados.

A Ministra, não deixou de reconhecer o contributo que a Universidade Agostinho Neto tem dado para a melhoria da qualidade dos produtos agrícolas em Angola, através do seu Centro de Investigação Científica sobre Recursos Fitogenéticos  que trabalha directamente com os agricultores no aperfeiçoamento da qualidade genética de certos alimentos, levando em consideração as condições climáticas locais e o impacto das mudanças climáticas. 

Por seu turno, o Ministro do Ensino Superior e da Investigação Científica do Egipto, Khaled Abdel Ghaffor, disse que o Presidente Abdel Fattah El-Sisi deu-lhe orientações expressas no sentido de traçar um programa de apoio a jovens investigadores africanos, assim como no aumento do número de bolsas de estudos para países africanos, com suporte financeiro das autoridades egípcias.

O Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Akinwumi Adesina, disse no seu discurso que a presença do estadista egípcio El-Sisi, na abertura da reunião de cúpula dos ministros africanos responsáveis pela CTI, comprova a importância dada à tecnologia e à inovação.   

Akinwumi Adesina também frisou que o BAD concedeu um empréstimo de USD 500 milhões para diversos projectos no Egipto, incluindo USD 400 milhões para o sector privado, visando o reforço das oportunidades de trabalho e o suporte para vários projectos relacionados com a água em África.

De referir que o 1º Fórum Africano de Ciência, Tecnologia e Inovação foi realizado no Quénia em 2012, conectou os esforços em CTI em África aos processos globais de desenvolvimento sustentável, destacando alguns dos principais problemas enfrentados pela região na preparação da cúpula Rio + 20, enquanto o 2º Fórum teve lugar em Marrocos em 2014 que aumentou a parceria a 21 organizações internacionais, concentrou-se na avaliação do estado da CTI em África e promoveu a inovação e a apresentação das melhores práticas globais.

 

Embaixada da República de Angola na República Árabe do Egipto, aos 11 de Fevereiro de 2018.  

 

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Angola participa na 3ª Edição do Fórum Africano sobre Ciência, Tecnologia e Inovação

O Banco Africano de Desenvolvimento, o Governo Egípcio, apoiados pela República da Coreia do Sul, Japão e outros parceiros, realizam de 10 a 12 de Fevereiro de 2018 no Cairo, Egipto, a terceira edição do Fórum Africano sobre Ciência, Tecnologia e Inovação ("Africa Forum on STI"). 

Esta edição do fórum enfatiza a importância da investigação para promover a inovação e os bens e serviços exploráveis, concentrando-se no sector privado em cinco áreas: mudanças climáticas, nutrição, água, Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e produtos farmacêuticos - estas cinco áreas selecionadas oferecem oportunidades tangíveis para a transformação económica do continente.

O Fórum visa alcançar o crescimento económico e aumentar a competitividade do sector privado africano através do uso da ciência, tecnologia e inovação. Isso, instando os países do continente a investir mais em investigação, ensino superior e ciência, para construir uma economia do conhecimento e para não perder o comboio da nova revolução industrial em movimento.

Como espaço de intercâmbio e promoção do conhecimento, o Fórum on STI permite uma ampla divulgação dos mais recentes conhecimentos e tecnologias, melhores práticas tanto a nível regional como global, além de promover empreendedorismo no ensino superior, bem como em ciência e tecnologia. 

Angola participa desta 3ª edição do Fórum Africano sobre Ciência, Tecnologia e Inovação com uma delegação liderada pela Ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Prof. Doutora Maria do Rosário Bragança Sambo. Especificamente, a Ministra intervirá na Sessão Paralela sobre "Tecnologia de alimentação e nutrição: Caminhos inovadores com vista a construção de infra-estruturas de massa cinzenta em África", no dia 11 de Fevereiro de 2018.

 Líderes políticos africanos e outros decisores - actuais e futuros - têm a oportunidade de elaborar um roteiro comum para ampliar a ciência, a tecnologia e a inovação para o continente africano. Além de muitos ministros africanos de ensino superior, ciência e tecnologia, o Fórum reúne diferentes actores dos sectores público e privado, cientistas, investigadores, inventores - incluindo muitos jovens - e parceiros de cooperação para o desenvolvimento.

 

Mais Informação

https://www.afdb.org/en/news-and-events/third-africa-forum-on-sti-building-on-science-technology-and-innovation-to-boost-private-sector-and-socio-economic-transformation-in-africa-17714/

 

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INAGBE Abre Candidaturas a Bolsas de Estudo Externas de Graduação e Pós-Graduação

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) comunica que estão abertas, até ao dia 31 de Março, as candidaturas a Bolsas de Estudo Externas a nível de Graduação(Licenciatura) e Pós-Graduação (Mestrado e Doutoramento), referente ao ano 2018, de acordo com o Decreto Presidencial 165/14, de 19 de Junho.

 

Candidaturas

As candidaturas devem ser feitas, presencialmente, nas instalações do Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo (INAGBE), sito na Rua do MAT, Complexo Administrativo Clássicos de Talatona, 4º edifício, 2º andar, município de Talatona, província de Luanda.

 

Requisitos para obtenção de Bolsa de Estudo Externa de Graduação:

  • Ter nacionalidade Angolana;
  • Não ter idade superior a 22 (vinte e dois) anos;
  • Ter média não inferior a 14 (catorze) valores, particularmente nas disciplinas nucleares;
  • Não ter interrompido o ciclo de formação, após a conclusão do 2° Ciclo do Ensino Secundário, por um período superior a um (1) ano;
  • Ter comportamento moral, cívico e patriótico.

 

Documentos Necessários:

  • Uma (1) fotografia do tipo passe;
  • Fotocópia do Bilhete de Identidade, acompanhado do original;
  • Duas (2) fotocópias do Certificado, com as notas descriminadas, e acompanhadas do original para confirmação;
  • Fotocópia do Passaporte (páginas 1, 2 e 32), com validade superior a dois anos (opcional);
  • Fotocópia do Certificado Internacional de Línguas (opcional).

 

Requisitos para obtenção de Bolsa de Estudo Externa de Pós-graduação:

  • Ter nacionalidade Angolana;
  • Não ter idade superior a 35 (trinta e cinco) anos, para cursos de Mestrado, e de 45 (quarenta e cinco) anos, para o curso de Doutoramento;
  • Ter experiência profissional comprovada na área de conhecimento em que se formou e em que pretende fazer o Mestrado ou Doutoramento;
  • Ter comportamento moral, cívico e patriótico.

 

Documentos Necessários:

  • Requerimento de solicitação de Bolsa de Estudo Externa dirigido à Directora Geral do INAGBE;
  • Plano previsional de formação da Instituição em que o candidato está vinculado, aprovado pela mesma, caso seja aplicável;
  • Fotocópia da folha de salário ou título de vencimento, caso seja aplicável;
  • Memória descritiva do ante-projecto de investigação científica, contendo a temática, os objectivos, a justificação, a relevância, a fundamentação teórica, a metodologia de investigação e o cronograma de execução da investigação;
  • Documentos comprovativos de conclusão de Licenciatura ou Mestrado devidamente homologados pelo Instituto Nacional de Avaliação, Acreditação e Reconhecimento de Estudos do Ensino Superior (INAAREES);
  • Uma (1) fotografia do tipo passe;
  • Fotocópia do Bilhete de Identidade, acompanhado do original;
  • Fotocópia do Passaporte (páginas 1, 2 e 32), com validade superior a dois anos;
  • Fotocópia do Certificado Internacional de Línguas (opcional).

 

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Celebração do "Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência"

O dia 11 de Fevereiro foi instituído pela Organização da Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) para comemorar o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. Este dia constitui uma oportunidade para todos apoiarem a sua integração na ciência, com o intuito de chamar a atenção para a necessidade de se continuar os esforços na redução das diferenças de género na ciência.

No âmbito das comemorações do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) exorta, através da Circular Nº04/GMESCTI/31/01 de 2018, todas as instituições de ensino, incluindo as Instituições de Ensino Superior e as Instituições de Investigação Científica e Desenvolvimento a comemorarem esta data. A referida circular, que pode ser lida na íntegra clicando aqui, incentiva ainda a partilha, na "primeira pessoa", de histórias interessantes de mulheres com percurso na ciência.

 

Mais informações

http://www.un.org/en/events/women-and-girls-in-science-day/

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