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Prezado Professor Doutor Mário Fresta

As minhas felicitações pela riqueza e abrangência da entrevista sobre um tema de tão grande complexidade e de grande oportunidade para a fase especial que o nosso país atravessa do ponto de vista sócio económico.
Do meu ponto de vista o conteúdo da entrevista é bastante eloquente, educativo, motivante e sugestivo para uma discussão aberta sobre questões de grande sensibilidade nomeadamente:
Temos ou não necessidade de reformas na área da CTI tendo em conta essencialmente os objectivos de desenvolvimento do milénio?
Como ultrapassar a “pouca” cultura/sensibilidade dos docentes Angolanos em matéria de investigação?
Como aumentar a disponibilidade de veiculação/publicação de trabalhos científicos?
Como resolver a questão limitante dos concursos públicos para estas áreas?
Qual o percentual do OGE atribuído aos Departamentos Governamentais para a CTI? Que mecanismos e estratégias para a captação de parcerias internacionais?
Todos os Departamentos Governamentais têm uma agenda de investigação bem definida e estruturada?
Os Comités de Ética estão devidamente instituídos e funcionais?
Qual o nível de participação de cientistas nacionais em fóruns e organizações científicas internacionais, e que estratégia para reverter o quadro actual?

Termino com uma palavra de motivação para a operacionalização do Doutoramento em Ciências Biomédicas que certamente servirá de alavanca para o desenvolvimento da CTI no domínio da biomedicina, no suporte ao desenvolvimento de políticas de saúde e na superação técnico-científica de docentes.

As minhas felicitações são extensivas ao nosso portal Ciência.ao pela oportunidade de divulgação e discussão de tão importante temática.

Filomeno Fortes