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Curso em Gestão de Ciência para Investigadores (Saúde) dos PALOP

Com o objectivo de capacitar os participantes com uma variedade de conhecimentos especializados e competências para lidar com os desafios da colaboração internacional na investigação em saúde global, o curso em Gestão de Ciência aborda questões transversais, fundamentais para o reforço das capacidades científicas das instituições de pesquisa africanas.

O Curso resulta de uma parceria entre a Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação la Caixa, com o apoio do Centro de Investigação em Saúde de Manhiça e do Instituto de Saúde Global de Barcelona.

 

Datas de realização do curso

A duração do curso é de duas semanas consecutivas, isto é:

  • De 20 a 24 de Maio de 2019, em Lisboa, Portugal;
  • De 27 a 31 de Maio de 2019, em Barcelona, Espanha.

 

Elegibilidade

  • Investigadores e/ou gestores que trabalhem em investigação em saúde, nacionais dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP);
  • Mínimo de cinco anos de experiência profissional;
  • Idade inferior a 45 anos;
  • Nível intermédio de proficiência na língua inglesa;
  • Carta de apoio à frequência do curso, assinada pelo director da instituição onde trabalha.

 

Períodos de candidatura

O período de candidaturas teve o seu início no dia 11 de Fevereiro e terminam a 11 de Março de 2019.

 

Como concorrer

As candidaturas devem ser obrigatoriamente submetidas através do formulário online, conforme regulamento em anexo.

  • Faça login para criar uma conta (guarde os dados para posteriormente acompanhar o processo).
  • Leia atentamente o regulamento e junte toda a documentação necessária antes de submeter a candidatura.
  • As candidaturas só são aceites até dia 11 de Março. Aconselhamos a que não deixe a sua candidatura para os últimos dias do prazo.

 

Mais informação: https://gulbenkian.pt/grant/curso-em-gestao-de-ciencia-para-investigadores-dos-palop-2/

Angola e Países Baixos reafirmam Cooperação para a Implementação de um Ecossistema de Inovação e Empreendedorismo no Ensino Superior em Angola

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) reuniu no pretérito dia 8 de Fevereiro de 2019, na sala de reuniões do 6.º andar do seu edifício sede, com uma delegação dos Países Baixos, chefiada pelo seu Embaixador acreditado em Angola, Anne van Leeuwen. O objectivo deste encontro foi de reforçar a implementação do Ecossistema de Inovação e Empreendedorismo, particularmente no Ensino Superior.

A reunião presidida pelo Secretário de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação, Prof. Doutor Domingos da Silva Neto, serviu para dar continuidade da troca de experiências e do reforço da cooperação que se pretende firmar, sendo este o segundo encontro entre as partes, após a primeira visita da delegação angolana aos Países Baixos, em Setembro do ano passado, no intuito de aferir a organização e o funcionamento do Ecossistema de Inovação e Empreendedorismo daquele País, com vista à sua adaptação para o Ensino Superior em Angola e a implementação, de forma mais eficiente, dos programas e das acções constantes do Plano de Desenvolvimento Nacional "PDN 2018/2022".

Actualmente, duas Instituições de Ensino Superior angolanas, nomeadamente: a Universidade José Eduardo dos Santos e a Universidade Óscar Ribas são detentoras de acordos de cooperação com duas universidades holandesas.

No âmbito da cooperação, foi inaugurado ontem, na Província do Huambo, o Laboratório de Sistema de Informação Geográfico de Detecção Remota da Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade José Eduardo dos Santos, com objectivo de impulsionar a agricultura de precisão em Angola, através da monitorização, por imagem de satélite, das áreas agrícolas. Este Laboratório resulta de um financiamento da República Holandesa e da Agência Euro Espacial.

Esta iniciativa de cooperação visa, acima de tudo, fomentar o empreendedorismo e impulsionar as actividades de inovação e investigação científica nas Instituições de Ensino Superior, a fim de que as mesmas atinjam o seu potencial. Para isso, há a necessidade de partilhar conhecimentos sobre noções de empreendedorismo, startups, incubadoras de empresas, etc., com a realização de workshop e palestras para o efeito.

Durante a reunião de hoje, as partes reafirmaram a necessidade de estabelecer um acordo de cooperação de nível ministerial, de forma a facilitar e melhor dinamizar a monitorização da implementação do Ecossistema de Inovação e Empreendedorismo nas Instituições de Ensino Superior angolanas, estando neste momento os documentos para este fim em fase preparatória.

 

Fizeram parte da delegação dos Países Baixos a Dra. Cyntia Monteiro, Secretária do Embaixador dos Países Baixos, a Dra. Anabela Ramos, representante da Plataforma de Empreendedorismo - Orange Corners Angola, o Sr. Abel Neering, Coach para o Desenvolvimento do Sector Privado, da Agencia Holandesa de Negócios (RVO), e a Sra. Joana Van Halsema, da Embaixada dos Países Baixos.

O MESCTI fez-se representar para além do Secretário de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação, pelo Director do Gabinete do Secretário de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação, Dr. Marcial Catinda, a Directora do Gabinete de Intercâmbio, Dra. Helena Gaspar, Chefes de Departamento da Direcção Nacional de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, a Eng.ª Guilhermina Pinto e o Dr. José Mafu, a representante do Gabinete da Ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Sra. Zizila Pedro e o Secretário para Cooperação do Gabinete do Secretário de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação, Diogo Morais.

 

As Cinco Questões de Tecnologia que os DGs devem Observar em 2019

Inteligência Artificial (IA) é a tecnologia que todos os Directores Gerais (DG) devem ter em mente em 2019. Ela vai transformar todos os mercados e criar inúmeras oportunidades de negócios. Acredito muito no potencial de IA para gerar competitividade e prosperidade. Partindo da ideia de que inteligência artificial está no centro da estratégia, reuni cinco aspectos tecnológicos que merecem a atenção das lideranças corporativas neste ano.
 
 
1. Modernizar a estratégia de dados – Se a Inteligência Artificial é o motor da inovação digital, os dados são o combustível desse engenho. Para o DG, uma estratégia de dados significa assegurar que os seus colaboradores explorem os dados disponíveis para trabalhar de maneira inteligente e que as informações da empresa e dos seus clientes estejam a salvo num lugar seguro.

Com a nuvem, desafios de armazenamento e disponibilidade nunca foram tão simples de serem resolvidos. A questão é gerir um volume de dados que cresce de maneira exponencial e transformá-los em inteligência. Vamos considerar que, com mobilidade e Internet das Coisas, o volume de dados continuará a crescer em 2019. Sugiro a leitura da história da cervejaria Carlsberg, que está transformando sabores de cerveja em dados para criar novos rótulos. A corrida por inovação começa com uma estratégia de dados. Também não podemos esquecer da tarefa igualmente fundamental da protecção de dados, tanto para manter a empresa protegida como para cumprir exigências regulatórias e de conformidade cada vez mais rígidas, como a lei europeia LGPD e a Lei Brasileira de Proteção de Dados, que passa a vigorar a partir de 2020. Esta é uma prioridade para a Microsoft. Como gostamos de enfatizar, ninguém usará tecnologia em que não confia.

 

2. Acelerar a adopção da nuvem – A discussão da migração para a nuvem entrou num novo capítulo. Muitas empresas brasileiras já levaram para a nuvem aplicações críticas e avançaram várias casas nessa jornada. A pergunta “quando migrar” está a ficar para trás. 

A questão não é apenas de economia (embora, para a maioria dos clientes, o retorno do investimento (ROI) de mudar para a nuvem seja altamente – e cada vez mais – atraente). As empresas também estão a considerar os riscos de manter a sua própria infraestrutura de data center de segurança local, incluindo hardware, software, segurança física e operacional, contratação de especialistas em segurança de Tecnologias de Informação (TI) e atendimento a padrões e certificações estatutários ou do sector.

Muitos clientes grandes da Microsoft, como as Lojas Renner, optam por uma estratégia de nuvem híbrida que combina a nuvem pública e a privada, permitindo que dados e aplicativos sejam compartilhados entre eles. Essa abordagem oferece às empresas a capacidade de dimensionar perfeitamente a sua infraestrutura local por meio da nuvem pública, quando necessário, sem permitir que os data centers de terceiros acessem a totalidade dos seus dados.

 

3. Requalificar a força de trabalho – A chegada da Inteligência Artificial deve transformar a natureza de diversas tarefas e ocupações, a exemplo do que aconteceu quando outras tecnologias como o telefone ou computador se popularizaram. Os DGs precisam de um olhar atento para a requalificação da força de trabalho a fim de garantir que os seus colaboradores e processos estejam alinhados para tirar o máximo proveito da nova tecnologia. Sem boas equipas, os projectos de IA provavelmente falharão devido à falta de conhecimento digital para utilizar as tecnologias e a ausência de habilidades para obter insights de dados. Um belo exemplo vem do London College of Fashion, uma das mais prestigiadas escolas de moda do mundo, que está a ensinar os futuros designers a pensar digitalmente, criando assistentes digitais de estilo e roupas sustentáveis.

Também é hora de os DGs começarem a pensar como aprimorar as habilidades interpessoais (soft skills) inerentes ao ser humano, aquelas que serão os verdadeiros diferenciais no mercado de trabalho do futuro, como discernimento, colaboração e empatia. 

 

4. Construir confiança – Quando se trata da confiança do cliente, ela pode levar anos para ser construída na sua organização e pode ser destruída em um único momento. Essa regra ressoa profundamente no mundo digital actual, no qual as organizações enfrentam ameaças cibernéticas cada vez mais agudas, além de expectativas éticas e cobranças legais quando se trata de transacções online e manipulação de dados de clientes. A responsabilidade pela criação e manutenção da confiança do cliente passa pelo DG, que precisa garantir que todos os elementos de confiança – incluindo segurança, privacidade, confiabilidade, transparência, conformidade e ética – sejam incorporados nas iniciativas de transformação digital desde o início. Os DGs também precisam examinar se o ecossistema de parceiros reconhece e compartilha os mesmos princípios de confiança da sua própria organização. Mais especificamente, se os parceiros de tecnologia aos quais eles confiam com os seus dados de clientes têm o mesmo conjunto de valores, princípios e políticas quando se trata do uso desses dados.

 

5. Transformar a sociedade – Assim como podemos imaginar como a tecnologia pode transformar negócios, conseguimos lançar mão nela para criar impacto positivo no mundo. A tecnologia pode ser uma ferramenta incrível para que as empresas superem desafios humanos ou ambientais nas suas áreas de actuação ou contribuam para as causas que abraçaram. A Inteligência Artificial terá um papel enorme na criação de soluções para alguns dos problemas mais sérios da humanidade. Entendo que para as empresas essa é uma oportunidade extraordinária de contribuição.

Pensando nisso, na Microsoft, lançamos a iniciativa "AI for Good", que fornece financiamento, transferência tecnológica e treinamento para pessoas e organizações sem fins lucrativos que desejem adoptar IA nos seus projectos em áreas como meio ambiente (AI for Earth), acções humanitárias (AI for Humanitarian Action) e acessibilidade (AI for Accessibility). No AI for Earth, focado em mudanças climáticas, agricultura, biodiversidade e água anunciamos recentemente os nossos primeiros quatro projectos apoiados na América Latina.

E você, qual tecnologia está a chamar a sua atenção? Estamos em um ponto realmente especial da história e as possibilidades diante de nós são quase infinitas.

Desejo a todos um 2019 de sucesso e muitas conquistas!

 

Por: Paula Bellizia - Vice President - Sales, Marketing and Operations for Latin America at Microsoft

 

Fonte: https://www.linkedin.com/pulse/cinco-quest%C3%B5es-de-tecnologia-que-ceos-devem-observar-em-bellizia/

MESCTI Lança Oficialmente o 3º Inquérito de Indicadores de Ciência, Tecnologia e Inovação

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação realizou no dia 29 de Janeiro, no Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências - ISPTEC, em Luanda, o lançamento oficial do 3º Inquérito de Indicadores de Ciência, Tecnologia e Inovação 2015/2016. 

O acto foi presidido pela Ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Sambo, que se fez ladear pelo Director Nacional de Ciência e Investigação Científica do MESCTI, António de Alcochete, e pelo Director Geral do ISPTEC, Euclides Augusto Luís.

Os Indicadores de Ciência, Tecnologia e Inovação, constituem instrumentos que permitem assegurar o apuramento de dados sobre ciência, tecnologia e inovação estabelecidos à luz do Decreto Presidencial 201/11, de 20 de Julho, da Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, aferir, de forma objectiva, o Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico do País, tendo em atenção o investimento realizado, a produção científica, a produção tecnológica e a integração dos resultados obtidos na sociedade.

A recolha dos Indicadores de Ciência, Tecnologia e Inovação recomendados pela UNESCO, no contexto mundial, e pela União Africana e SADC, no contexto regional africano, afigura-se um compromisso nacional que contribui para avaliar a inserção de Angola no contexto das nações, medida de política inserida no Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022.

A preparação deste inquérito foi antecedida de um processo de preparação de documentos de recolha (fichas de inquérito), consulta dos parceiros como o Instituto Nacional de Estatística (INE), o Instituto Nacional de Inovação e Tecnologias Industriais (INIT) e o Instituto de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM), bem como as instituições de investigação científica e desenvolvimento e as instituições de ensino superior.

Esta preparação, culminou com a realização de um workshop nacional de capacitação em recolha de indicadores e várias reuniões do grupo técnico, com vista a uma processo de recolha eficiente e eficaz, bem como a validação final dos indicadores por organizações internacionais e pelo INE.

 

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