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UNESCO aprova “Recomendação sobre a Ciência e os Investigadores Científicos”

A Recomendação sobre Ciência e os Investigadores Científicos aprovada em 13 de Novembro último, na 39.ª Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), vem substituir a “Recomendação sobre o Estatuto dos Investigadores Científicos”, de 1974. 

A Recomendação agora aprovada preconiza a adopção de políticas nacionais de ciência, tecnologia e inovação, por parte dos Estados-Membros, que impulsionem, entre outros aspectos, uma investigação científica para o desenvolvimento. Políticas que encorajem e apoiem investigadores científicos, a fim de desenvolverem trabalhos de investigação e desenvolvimento experimental com elevado sentido de responsabilidade para com o homem e o ambiente, e assegurem que as sociedades façam um uso responsável dos conhecimentos científicos de todos os domínios. Sublinha, também, a necessidade de assegurar a livre circulação de dados científicos, e a necessidade de proporcionar aos cientistas apoio financeiro e institucional adequado.

Para ter acesso ao texto integral da Recomendação da UNESCO sobre a Ciência e os Investigadores Científicos (versão em língua espanhola), clique aqui.

 

Conheça a Estratégia SASSCAL 2.0 - Alterações Climáticas e Gestão de Solos

O mundo enfrenta consideráveis desafios económicos, sociais e ambientais devido à confluência de tendências das alterações climáticas, crescimento populacional, expansão agrícola, desflorestamento, escassez de água e perda de biodiversidade. Sinais de crescentes e agravadas tensões, resultantes destas tendências são evidentes a nível global, nacional e local, e são de particular relevância para os países da África Austral, onde a escassez induzida pelas alterações climáticas e a dinâmica populacional afectam gravemente o desenvolvimento socioeconómico.

A Estratégia SASSCAL 2.0 oferece uma transição de uma busca baseada em recursos para uma busca baseada em conhecimento por soluções para os desafios da mudança climática e de desafios de gestão dos solos.

O SASSCAL 1.0 estabeleceu a agenda para a geração de conhecimento nas áreas de mudança climática e gestão adaptativa dos solos. O SASSCAL 2.0 basear-se-á nas realizações do SASSCAL 1.0, incorporando as lições aprendidas e desenvolvendo iniciativas para enfrentar futuros desafios da mudança climática e da gestão adaptativa do solo.

A Estratégia SASSCAL 2.0 fornece uma estrutura de alto nível para orientar investimentos em investigação científica e inovação em mudanças climáticas e intervenções adaptativas de gestão dos solos. Todos os países membros precisam apoiar e comprometer-se com a Estratégia devido ao seu enfoque de prestação de serviços regionais integrados. Esses elementos são altamente desejáveis, mas são de natureza de longo prazo que exigem compromisso político, investimento e supervisão para serem plenamente realizados.

Para mais informação clique aqui e baixe o PDF.

Paralisia de sono: um pesadelo nocturno

Os pesquisadores do sono concluem que, na maioria dos casos, a paralisia do sono é simplesmente um sinal de que o corpo não está a cumprir devidamente as fases do sono. Esta condição é raramente associada a problemas psiquiátricos profundos.

Ao longo dos séculos, os sintomas da paralisia do sono foram descritos de várias maneiras e frequentemente atribuídos a uma presença "maligna": demónios nocturnos invisíveis nos tempos antigos, a velha bruxa em Romeu e Julieta de Shakespeare e abdutores alienígenas. Quase todas as culturas ao longo da história tiveram histórias de criaturas malignas que aterrorizavam humanos indefesos à noite. Faz algum tempo que as pessoas procuram explicações para essa misteriosa paralisia do sono e os sentimentos de terror que a acompanham.

A paralisia do sono é a sensação de estar consciente, mas incapaz de se mover. Ocorre quando uma pessoa passa entre estágios de vigília e sono. Durante essas transições, a pessoa pode não conseguir mover-se ou falar por alguns segundos até alguns minutos. Algumas pessoas também podem sentir um aumento de pressão ou sensação de asfixia. A paralisia do sono pode fazer-se acompanhar de outros distúrbios ligados ao sono, como a narcolepsia. A narcolepsia é a necessidade avassaladora de dormir causada por um problema com a capacidade do cérebro regular o sono.

A paralisia do sono geralmente ocorre uma a duas vezes. Se ocorrer enquanto a pessoa estiver a adormecer, é chamado de paralisia do sono hipnagógica ou pré-mitral. Se isso acontece quando estamos a acordar, tem o nome de paralisia do sono hipnopómpica ou pós-sentimental. Na paralisia do sono hipnagógica a pessoa adormece e o seu corpo relaxa lentamente. Normalmente tornamo-nos menos conscientes, então nos apercebemos da mudança. No entanto, se permanecermos ou ficarmos conscientes ao adormecer, é notável a paralisia nos movimentos e na fala.

No caso da paralisia do sono hipnopómpico, durante o sono, o corpo alterna entre o sono REM (movimento rápido dos olhos) e NREM (movimento dos olhos não rápido). Um ciclo de sono REM e NREM dura cerca de 90 minutos. O sono NREM ocorre primeiro e leva até 75% do seu tempo total de sono. Durante o sono NREM, o corpo relaxa e se restaura. No final do NREM, o sono muda para REM. Os olhos movem-se rapidamente e os sonhos ocorrem, mas o resto do corpo permanece muito relaxado. Os músculos estão "desligados" durante o sono REM. Com a devida atenção, conseguimos notar os efeitos da paralisia da fala e do corpo durante esta transição.

Até quatro em cada dez pessoas podem ter paralisia do sono. Esta condição comum é muitas vezes observada pela primeira vez na adolescência, mas homens e mulheres de qualquer idade podem tê-la. A paralisia do sono pode ocorrer em famílias. Outros factores que podem estar relacionados à paralisia do sono incluem:

  • Falta de sono;
  • Mudanças constantes do horário de descanso;
  • Condições mentais como estresse ou transtorno bipolar;
  • Dormir de costas;
  • Problemas de sono, como narcolepsia ou cãibras nas pernas durante a noite;
  • Uso de certos medicamentos, como aqueles para TDAH (Transtorno do Deficit de Atenção e Hiperactividade) e;
  • Abuso de substâncias.

Por isso, caso não consiga mover-se ou falar por alguns segundos ou minutos ao adormecer ou acordar, é provável que esteja em presença de uma paralisia recorrente do sono. Muitas vezes não há necessidade de tratar essa condição. Fale com um médico se tiver alguns destes sintomas: ansiedade, cansaço excessivo durante o dia, insónia.

Não há necessidade de temer demónios nocturnos ou abdutores alienígenas. Caso tenha paralisia do sono ocasional, poderá tomar medidas em casa para controlar esse distúrbio. Comece por dormir  o suficiente. Faça o que puder para aliviar o estresse em sua vida - especialmente pouco antes de dormir. Tente novas posições de dormir, evitando dormir de costas. E não se esqueça de consultar o seu médico se a paralisia do sono impedir que consiga uma boa noite de sono de forma rotineira.

 

William Blahd, MD
Especialista em Emergências Médicas
Universidade de Arizona, Estados Unidos

 

Fonte: https://www.webmd.com/sleep-disorders/guide/sleep-paralysis#1

MESCTI Realiza Encontro com Estudantes do Ensino Superior e Representantes Associativos

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) realizou nesta terça-feira, 26 de Junho do corrente ano, pelas 08H00, no Hotel de Convenções de Talatona (HCTA), um encontro de auscultação aos estudantes do Ensino Superior e representantes associativos das Instituições de Ensino Superior Públicas e Privadas, sob o lema: “Reforçar a formação científica, patriótica e ética, e cultivar a cidadania estudantil”.

O encontro teve como objectivos criar um espaço de debate permanente sobre os problemas e expectativas dos estudantes e jovens universitários, auscultar as preocupações dos estudantes do ensino superior e da juventude universitária referentes à vida estudantil e consensualizar ideias e boas práticas passíveis de aplicação para melhoria dos aspectos inerentes à vida estudantil e associativa nas Instituições de Ensino Superior.

A actividade, presidida pela Ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Prof. Doutora Maria do Rosário Bragança Sambo, que se fez acompanhar da Ministra da Juventude e Desportos, Dra. Ana Paula do Sacramento Neto, do Secretário de Estado para o Ensino Superior, Prof. Doutor Eugénio Adolfo Alves da Silva, e do Secretário de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação, Prof. Doutor Domingos da Silva Neto, esteve dividida em quatro painéis com os seguintes temas: 

  • Painel I – Associativismo no Ensino Superior: vivências, desafios e perspectivas;
  • Painel II – Vida Estudantil: desafios e perspectivas;
  • Painel III – Educação patriótica da juventude, participação social e acção solidária;
  • Painel IV – Os jovens e a ciência, tecnologia e inovação.

Além de temas ligados aos painéis acima mencionados, a Provedora-Adjunta de Justiça, Florbela Araújo, debruçou-se sobre a problemática do Ensino Superior face aos meios constitucionais de defesa dos direitos e liberdades dos cidadãos, no âmbito das atribuições do provedor de justiça. A mesma referiu que nem sempre a relação entre as Instituições de Ensino Superior e os seus estudantes é pacífica, "muitas vezes são ouvidos relatos de situações em que o procedimento das Instituições de Ensino Superior compromete claramente o respeito pelo direito dos estudantes, como: a recusa de requisição de aulas, a isenção de pagamento de propinas em virtude da suspensão das aulas por motivos de calendarização (censo 2014, eleições, etc.), bem como o pagamento de uma taxa para casos de reclamação de nota pelo estudante". 

O Secretário de Estado para o Ensino Superior, Prof. Doutor Eugénio Adolfo Alves da Silva, reforçou que "a formação superior não se devia limitar à dimensão da transmissão de conhecimentos, ao ensino e treino de competências ou ao desenvolvimento de habilidades, mas preocupar-se, também, em moldar o carácter, orientar a conduta, cultivar os sentimentos e inculcar valores éticos".

Estiveram presentes neste encontro Reitores e Directores-Gerais das Instituições de Ensino Superior Públicas e Privadas, Directores Nacionais do MESCTI, Representantes Associativos das Instituições de Ensino Superior Públicas e Privadas e Representantes da UEESA (União dos Estudantes do Ensino Superior de Angola) e do Conselho Nacional da Juventude.

 Para mais informação clique aqui para baixar o Comunicado Final do Encontro.

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