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Países Apostam Cada vez Mais nas Energias Renováveis

Perante o impacto negativo ao meio ambiente das fontes de energia baseadas nos combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão, são vários os países que têm apostado fortemente em fontes de energia renovável. As energias renováveis são, segundo a Associação Portuguesa de Energias Renováveis, “recursos naturais, capazes de se regenerarem num curto espaço de tempo e de um modo sustentável”. Estas fontes renováveis de energia podem ser: 

  • Hídrica

A produção hidroeléctrica faz-se em centrais hídricas que podem ter armazenamento em albufeira ou serem a fio de água. Essa energia faz rodar as pás de uma turbina, criando um movimento de rotação do eixo do gerador que, por sua vez, produz electricidade.

  • Eólica

A energia eólica resulta da transformação da energia dos ventos em electricidade através de aerogeradores. As centrais eólicas instalam-se em terra (onshore) ou no mar (offshore) onde a velocidade média anual do vento excede 6 m/s.

 

  • Biomassa

A biomassa, quando queimada, é uma fonte de energia que pode ser usada em centrais térmicas para produzir electricidade, tendo igualmente um importante papel na produção de calor. São exemplos de biomassa os subprodutos da floresta, agricultura, pecuária, da indústria da madeira e do papel e a parte biodegradável dos resíduos sólidos urbanos.

 

  • Solar

A produção de electricidade usando o Sol é possível através de painéis solares fotovoltaicos ou de painéis solares térmicos.

 

  • Oceanos

A energia disponível no mar é muito abundante. As ondas podem ser usadas para obtenção de energia eléctrica.

 

  •  Geotérmica

A energia geotérmica é a energia obtida a partir do calor que provém do interior da Terra. Devido às altas temperaturas, às intrusões magmáticas e outros locais com actividade vulcânica são zonas com elevado potencial geotérmico.

 

A título de exemplo, a Alemanha e Portugal têm feito investimentos significations nas energias renováveis. A Alemanha já conseguiu produzir 87% de toda a energia necessária num dia, a partir de fontes renováveis. Por sua vez, Portugal já conseguiu, em determinados dias, produzir toda a energia necessária a partir de fontes renováveis. Veja o seguinte vídeo para saber mais sobre a experiência destes países: https://www.youtube.com/watch?v=9qRI6HXukIY

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Onomatopeia - As Vozes de Animais

Os animais, a par dos humanos, produzem sons com os quais, nas diferentes circunstâncias do seu ciclo de vida, se comunicam. O papagaio, por exemplo, é capaz de reproduzir a fala dos humanos. No caso do cão, o seu ladrar pode ser sinónimo de alerta ao seu dono. Nesta publicação do ciencia.ao, trazemos algumas vozes de animais, registadas por autores portugueses e brasileiros, divulgadas pelo Ciberdúvidas da Língua Portuguesa. Informa-se que Onomatopeia é o processo de formação de uma palavra cujo som imita aproximadamente o som do que significa.

1. Abelha: azoina, zoa, zonzoneia, zumba, zumbe, zune, zunzuna
2. Abutre: crocita, grasna
3. Águia: crocita, grasna, grita, guincha
4. Andorinha: chirla, chilreia, gazeia, gorjeia, pia, pipila, trinfa, trissa, zinzilula
5. Anho: bala, bale
6. Arrara: charla, grasna, grita, parla, taramela
7. Arganaz: chia
8. Asno: vd. Burro
9. Avestruz: grasna, ronca, ruge
10. Baleia: bufa
11. Beija-flor: arrulha, rufla, trissa
12. Besouro: zoa, zumbe, zune
13. Bezerro: berra, muge
14. Bisonte: berra, brama, muge
15. Bode: bala, bale, berra, bodeja, gagueja, regouga
16. Boi: muge, arrua, berra, ronca, urra
17. Borboleta: cicia
18. Búfalo: berra, brama, muge, sopra
19. Borrego: bale, borrega
20. Burro: zurra, orneia, orneja, urneja, rebusna, relincha, zorna
21. Cabra, cabrito: berra, bale, berrega, barrega, bezoa
22. Calhandra: grinfa
23. Cachorro: ainha, gane, ganiza, late
24. Camelo: blatera, ronca
25. Canário: canta, chilreia, estridula, gorjeia, grazina modula, pia, trina, trila, trina
26. Cão: ladra, late, gane, rosna, uiva, ulula, acua, balsa, cainha, graniza, latica,
27. Carneiro: berra, bala, bale, berrega, regouga
28. Cavalo: relincha, rincha, nitra
29. Cegonha: grita, glotera, grasna, grita
30. Chacal: uiva, chora, grita, late
31. Chasco: chasqueia
32. Cigarra: buzina, canta, fretene, chia, chichia, cicia, cigarreia, estridula, estrila, rechia, rechina, retine, zangarreia, zine, zizia, silva
33. Cisne: canta, arensa
34. Cobra: sibila, assobia, chocalha, guizalha, silva
35. Codorniz: canta
36. Coelho: chia, guincha
37. Cordeiro: bale, bala, berrega
38. Coruja: coruja, pia
39. Corvo: crocita, grasna, corveja
40. Cotovia: canta, gorjeia, assobia
41. Crocodilo: chora, grasna, brame
42. Cuco: cuca, cucula
43. Doninha: chia, guincha
44. Égua: vd. cavalo
45. Elefante: barre, brame, ronca, trobeteia, urra
46. Estorninho: pissita, assobia, chilreia
47. Falcão: crocita, pia, pipia
48. Gafanhoto: chichia, zizia, zumbe
49. Gaio: grasna, gralha
50. Gaivota: grasna, guincha, pipila
51. Galinha: cacareja, carcareja, carcareia, cocoreja
52. Galo: canta, cucurita, cucurica, clarina, cocoria
53. Gamo: brame
54. Ganso: grita, grasna, grassita
55. Garça: gazeia, arrulha
56. Gato: mia, resbuna, resmoneia, ronca, ronrona, roufenha, rosna, bufa, sopra
57. Gavião: atita, guincha, grita
58. Gazela: berra, grita
59. Girafa: chora
60. Gralha: gralha, gralheia, grasna
61. Grilo: canta, estridula, estrila, grilha, guizalha, trila, tritina
62. Grou: grulha, grasna, grugrulha, grui
63. Hiena: uiva, chora, gargalha, gargalheia, gargalhadeia, urra
64. Hipopótamo: grunhe, ronca, sopra
65. Jaguar: vd. onça
66. Javali: grunhe, ronca, rosna, ruge, arrua, cuincha
67. Jumento: azurra, orneia, orneja, rebusna, zorna, zurra
68. Lagarto: geca
69. Leão: ruge, urra, brama, brame, freme, rosna
70. Lebre: chia, berra
71. Leitão: cuincha, cuinca, bacoreja
72. Lince: ronca
73. Lobo: uiva, ulula, ladra, bufa
74. Lontra: chia, guincha, assobia
75. Macaco: guincha, chia, assobia, cuincha, charla
76. Melro: assobia, canta
77. Milhafre: crocita
78. Mocho: pia, chirreia, coruja, ri
79. Morcego: farfalha, trissa
80. Mosca: zoa, zine, zumbe, zune, zumba zizia, zonzoneia, zunzuna, sussurra, azoina
81. Mosquito: zumbe, trobeteia, zoina
82. Onça: esturra, mia, ruge, urra, geme, urra
83. Ouriço: ronca
84. Ovelha: bale, bala, berra, berrega
85. Pantera: mia, rosna, ruge
86. Papagaio: parla, fala, charla, charleia, parlreia, taramela, tartareia, regouga
87. Pardal: chilreia, chilra, chia, pipila, grazina
88. Pato: grasna, grasne, grassita, guauaxa
89. Pavão: grita, pupila, canta
90. Pega: parla, tagarela, galreja, garla, grasna
91. Peixe: ronca
92. Pelicano: grasna, grassita
93. Perdiz, perdigão: cacareja, pia, pipia, ronca
94. Periquito: charla, charleia, chirleia, grasna, parla
95. Peru: gorgoleja, grugruleja, grugrulha, grulha, cacareja, bufa
96. Pica-pau: estridula, restridula
97. Pintarroxo: canta, gorjeia, trina, assobia, gorjeia
98. Pintassilgo: canta, chilreia, geme, gorjeia, modula, trina
99. Pinto: pia
100. Pombo: arrulha, geme, rulha, suspira, turturilha, tuturina
101. Porco: grunhe, ronca, guincha
102. Poupa: arrulha, geme, rulha, turturina
103. Rã: coaxa, grasna, engrola, malha, rouqueja
104. Raio: coaxa, rala
105. Raposa: regouga, ronca, uiva, grita
106. Rato: chia, guincha
107. Rinoceronte: brame, grunhe, bufa, grunhe
108. Rola: geme
109. Rouxinol: canta, gorjeia, trina, chilreia
110. Sapo: coaxa, gargareja, grasna, grasne, ronca, rouqueja
111. Serpente: assobia, silva, funga
112. Tentilhão: canta, trina, gorjeia
113. Tigre: ruge, brame, mia, ruge, urra, brada
114. Tordo: trucila
115. Toupeira: chia
116. Touro: muge, berra, urra, bufa, sopra
117. Tucano: charla
118. Urso: brame, brama, ronca, ruge, chora
119. Vaca: muge, berra, rebrama
120. Veado: brame
121. Vitela: muge, berra
122. Vespa: vd. abelha
123. Zebra: relincha, zurra, ronca

Mais informação: https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/as-vozes-dos-animais/12107

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Relançamento da Cooperação Bilateral em Ciência, Tecnologia e Inovação entre Angola e África do Sul

 

 

NOTA DE IMPRENSA

RELANÇAMENTO DA COOPERAÇÃO BILATERAL EM CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO ENTRE ANGOLA E ÁFRICA DO SUL

Uma Delegação do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação da República de Angola (MESCTI), coordenada por Sua Excelência Secretário de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação, Domingos da Silva Neto e integrando os Directores da Ciência e Investigação cientifica e do Centro Tecnológico Nacional, trabalhou de 1 a 2 de Março de 2018, em Pretória na África do Sul, com a sua congénere Sul Africana, o Departamento Ministerial da Ciência e Tecnologia (DST) e com representantes de instituições de Investigação Científica, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (IDI) de reconhecido mérito tais como o Conselho Investigação Científica e Industrial (CSIR), Conselho de Investigação Médica (SAMRC), Agência de Inovação Tecnológica (TIA), Agência Nacional Espacial (SANSA) e do Fundo Nacional para Investigação Científica (NRF).

Em análise, foram abordadas questões relacionadas com o relançamento da cooperação bilateral em ciência, tecnologia e inovação entre Angola e a África do Sul e, particularmente sobre a implantação conjunta de projectos de investigação científica e de novas vertentes de cooperação em matéria de Transferência de Tecnologias e Inovação com impacto sócio económico. Do encontro resultou a aprovação do plano de acção revisto que remete para Junho de 2018, o início da sua implementação, antecedido por encontros bilaterais entre as diferentes instituições envolvidas no processo. 

Os actores do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação são chamados a desempenhar um papel proactivo nesta plataforma de cooperação, tendo já sido identificados o Centro Tecnológico Nacional (CTN), o Centro Nacional de Investigação Científica (CNIC) e Instituições Investigação Científica em Saúde como prováveis participes deste processo.

Durante a estadia na África do Sul, a Delegação Angolana participou também na reunião do Comité Director da SANBio (Rede da África Austral de Biociências), para discutir o Plano Director para o período 2018/2021 e que se propõe a lançar editais para apoiar iniciativas de investigação na região e acções de capacitação de investigadores científicos.

 

MINISTÉRIO DO ENSINO SUPERIOR, CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO, em Luanda, 3 de Março de 2018.

 

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Já é possível obter ADN de um cabelo sem raiz

Novos métodos de extracção de ADN (DeoxyriboNucleic Acid) de cabelos sem raiz podem ajudar a esclarecer crimes. Este é o resultado de um estudo publicado na revista Forensic Science International, que teve como objectivo colmatar a dificuldade de obtenção de ADN de cabelos sem raiz. A obtenção de um perfil genético de provas colectadas numa cena de crime é o principal objectivo da ciência forense e o cabelo é uma das provas mais encontradas em cenas de crime.

De acordo com a investigadora Cátia Martins, em entrevista ao Jornal de Portugal o “Público”, “a maioria dos cabelos que chegam para análise de cenas de crime não contêm a raiz e, infelizmente, é nela que a grande maioria do ADN se encontra”. No entanto, Cátia Martins conseguiu dar resposta a este problema, procedendo à análise genética de cabelos sem raiz no âmbito do seu estágio do Mestrado em Genética Forense que fez no Laboratório da Polícia Científica (LPC) de Portugal.

Esta investigação vem ao encontro de um projecto da área da biologia do Laboratório da Polícia Científica “para colmatar uma falha na obtenção de resultados neste tipo de amostras”. A investigadora apenas comparou amostras de cenas de crimes, mas, refere, “nunca foram usadas como prova”. Em vez dos kits convencionais usados, a investigadora testou dois novos kits de quantificação e amplificação da molécula de ADN – o InnoQuant HY e Innotyper 21, ambos desenvolvidos e patenteados pela empresa norte-americana InnoGenomics e à venda no mercado desde Setembro de 2016. O LPC adquiriu esses dois testes que lhe permitiram produzir resultados “bastante satisfatórios” em amostras de cabelos sem raiz provenientes de cenas de crime reais, o que até à data era bastante difícil.

A partir de agora já ficou assim mais fácil descobrir se um fio de cabelo sem raiz encontrado, por exemplo, junto de uma vítima de homicídio era do suspeito do crime. Cátia Martins conseguiu estabelecer uma conexão, baseada em probabilidades, entre a cena de crime e um suspeito ou vítima, através da comparação de dois perfis genéticos. “O que auxilia a produção de prova e a investigação forense”, garante a investigadora.

 

Artigo original: Jornal o Público

https://www.publico.pt/2018/02/22/ciencia/noticia/ciencias-forenses-ja-e-possivel-obter-adn-de-um-cabelo-sem-raiz-1803993

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"Só com homens e com livros, se constrói uma Nação" - Leia o discurso do Presidente da República

Sua Excelência, Presidente da República, João Lourenço, presidiu ontem o Acto Solene de Abertura do Ano Académico 2018 do Ensino Superior, que se realizou na cidade de Saurimo, Lunda-Sul. Divulgamos aqui na íntegra o respectivo discurso:

 

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SENHOR Dr. ERNESTO KITECULO, GOVERNADOR DA PROVÍNCIA DA LUNDA-SUL;

SENHORA PROFESSORA DOUTORA MARIA DO ROSÁRIO BRAGANÇA SAMBO, MINISTRA DO ENSINO SUPERIOR, CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO,

SENHORES MINISTROS DE ESTADO, SENHORES MINISTROS;

SENHORES GOVERNADORES PROVINCIAIS AQUI PRESENTES;  

DOM MANUEL IMBAMBA, ARCEBISPO DA LUNDA SUL;  MAGNIFICOS REITORES DAS INSTITUIÇÕES DO ENSINO SUPERIOR EM ANGOLA;

ILUSTRES CONVIDADOS;

 

MINHAS SENHORAS e MEUS SENHORES,

 

Foi com satisfação que aceitei o convite para presidir ao Acto Solene de Abertura do Ano Académico 2018 do Ensino Superior, que se realiza nesta cidade de Saurimo, a quem agradecemos desde já a hospitalidade de seus habitantes e as condições criadas pelas autoridades da província.

Este acto se realiza sob o lema: "Por um ensino superior de qualidade, lutemos contra a corrupção e a impunidade".

Esta nobre intenção se enquadra no espírito do que temos vindo a anunciar como prioridade da minha governação, e é reconfortante saber que também a este nível há convergência de propósitos, porque o ensino superior é crucial para o desenvolvimento humano e económico social do nosso país.

A crescente demanda dos jovens para o ingresso no Ensino Superior é um fenómeno mundial que vem ganhando maior dimensão nos países em desenvolvimento e com grande expansão demográfica, como é o caso de Angola.

O crescimento do número de estudantes universitários no nosso país já é bastante significativo, mas apesar deste crescimento, ainda temos pela frente um grande desafio, porque a taxa de jovens com idade para frequentar o ensino superior continua muito aquém dos valores recomendados pela União Africana, que pretende que os países africanos atinjam 50 por cento da escolarização no ensino superior em 2063. Em 2014, essa taxa era entre nós de apenas 10%.

Uma das medidas do Executivo para garantir a frequência do Ensino Superior por um número maior de estudantes tem sido o apoio através de bolsas de estudo de mérito, internas e externas, existindo neste momento 30 mil e 325 estudantes beneficiários de bolsas, dos quais 4 mil 625 no exterior do país.

Face à situação social da maioria dos nossos estudantes, o desafio consiste em aumentar o número de bolsas, para o que teremos de dispor para o efeito de novas fontes de financiamento. A responsabilidade do Executivo para tal é ainda maior porque das instituições de Ensino Superior existentes, 33% são públicas.

Em 2018 havia 134.418 vagas em todo o país, 21% das quais nas instituições públicas. Houve assim, comparativamente ao ano anterior, um acréscimo de 20 mil vagas, sendo de realçar a forte competitividade, porque existiu um elevado número de candidatos por vaga.

Estamos claramente perante uma situação de grande procura bem superior à capacidade de oferta em infraestruturas de ensino, Universidades e Institutos Superiores, bem como de um deficit gritante de docentes qualificados para leccionar neste nível de ensino. Neste domínio, apesar dos investimentos feitos um pouco por todo o país, temos ainda de crescer em número mas sobretudo em qualidade.

Reconhecemos, por isso, que temos ainda de empreender bastantes esforços para garantir o cumprimento dessa meta, com investimento público e privado.

 

Minhas Senhoras, Meus Senhores,

 

As universidades são, por excelência, órgãos que se devem pautar pelo exercício democrático, funcionando como órgãos colegiais, através de processos eleitorais transparentes e que dignifiquem a comunidade académica.

Tem-se verificado anualmente um aumento número de graduados, designadamente nas ciências de engenharia e tecnologias, bem como nas ciências médicas de saúde, tendência que temos de saudar por se tratarem de áreas que visam colmatar muitas das dificuldades que ainda sentimos.

É grande a tarefa que temos pela frente para resolver as dificuldades com o aumento e a melhoria de qualificação do corpo docente. Precisamos apostar na melhor qualificação dos docentes com mestrados e doutoramentos e admitir mais jovens estudantes que demonstrem ser aptos para ingressar na carreira docente universitária ou de investigação científica.

O Programa do Executivo contempla várias das acções a ser implementadas pelo Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, com vista à melhoria da qualidade do ensino superior, designadamente a revisão do quadro legal e regulamentar, a criação e aplicação de um Sistema Nacional de Garantia de Qualidade das instituições de Ensino Superior, a adopção de um novo estatuto da carreira universitária, bem como do seu estatuto remuneratório, e o aumento do corpo docente em tempo integral e em regime de exclusividade.

Com a escassez de recursos financeiros temos de fazer um maior esforço de planificação e definição de prioridades para o uso eficiente dos mesmos. Temos consciência que não podemos resolver todos os problemas de uma só vez, mas o importante é caminhar com passos firmes e com sustentabilidade.

 

Minhas Senhoras e Meus Senhores,

 

A investigação científica permite alargar as fronteiras do conhecimento, contribuindo não só para dar resposta às solicitações e necessidades do meio social e económico em que se desenvolve, mas também para garantir a qualidade do ensino. É por esta razão que deve haver, em especial ao nível do Ensino Superior, uma forte ligação entre os processos de ensino e aprendizagem e a investigação, a transferência de tecnologias e a inovação.

Como a maioria dos países africanos, também Angola se deparou nos primeiros anos da Independência com inúmeras dificuldades para desenvolver e consolidar as suas instituições de Ensino Superior e de investigação, devido a factores sobejamente conhecidos, como a falta de quadros e de políticas claras sobre a importância da investigação científica.

Entretanto, o Governo criou em 1997 o então Ministério da Ciência e Tecnologia e aprovou em 2011 a Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação e o seu principal instrumento de implementação - a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, com vista a uma melhor articulação entre os diversos departamentos ministeriais, instituições e demais parceiros da sociedade civil que se dedicam à investigação científica.

O Executivo vai continuar a trabalhar no sentido de dotar o Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação de um mecanismo de financiamento a ser instituído em breve, para que as instituições e actores singulares se possam candidatar à execução de projectos, acções e actividades de suporte ao Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022.

A falta desse mecanismo de financiamento tem sido um dos maiores constrangimentos à prática da investigação científica em Angola de forma regular e com resultados visíveis e úteis para o sector produtivo nacional. O que se investe na investigação científica no nosso país está longe do valor mínimo de 1% do PIB, tal como foi recomendado pela UNESCO e adoptado pela SADC.

No que diz respeito aos recursos humanos, verifica-se uma falta gritante de quadros altamente qualificados e com experiência comprovada e também a dispersão dos poucos investigadores científicos nos poucos centros de ensino e investigação existentes.

Os centros de investigação que existem nas universidades e nos departamentos ministeriais devem agregar valor através dos artigos científicos publicados em revistas de especialidade, bem como na forma de novos produtos, protótipos, invenções e patentes que surgirem.

O Executivo vai orientar o sector que rege a investigação científica para que, em interacção com os sectores afins, trabalhem rapidamente no redimensionamento da investigação científica, carreira que deve motivar e atrair os docentes vocacionados para tal, quadros destacados da generalidade dos outros.

 

Minhas senhoras, meus Senhores,

 

O grande desafio que o país tem pela frente é, sem sombra de dúvidas, o desenvolvimento económico e social.

Estamos a trabalhar na criação do ambiente de negócios favorável ao investimento, como a cruzada contra a corrupção e a impunidade, a facilitação do processo de concessão dos vistos, medidas de carácter fiscal e cambial entre outras, e que vão com certeza mudar substancialmente o actual quadro.

No entanto, não há desenvolvimento sem uma forte aposta na educação e ensino de qualidade. Os investidores estrangeiros que investem seus recursos, seu capital no nosso país, contam encontrar e recrutar para suas empresas, fábricas e indústrias no geral, não só mão de obra que receberá formação on-job mas também o maior número possível de quadros com boa formação superior nos mais diferentes ramos do saber.

Portanto, no momento de decidir se o estudante transita ou não de ano, lembrem-se que também nas vossas mãos está a responsabilidade de fazermos de Angola um país próspero, desenvolvido e capaz de competir na região e no mundo. O desafio é grande mas é alcançável se nosso ensino superior for rigoroso e exigente.

O país tem um grande deficit de quadros em termos numéricos, por isso precisamos de formar mais quadros, mas sobretudo precisamos de formar melhores quadros.

Aproveito a oportunidade para fazer um veemente apelo para que todos os participantes neste encontro contribuam para a melhoria da qualidade do ensino e da investigação científica, das tecnologias e da inovação, premiando o mérito e combatendo as práticas nefastas que são de todo inimigas do progresso e do desenvolvimento económico e social.

Trabalhemos para que nossos engenheiros, arquitectos, agrónomos, veterinários, médicos, economistas, juristas e outros, tenham um papel de destaque, um papel determinante no processo de desenvolvimento do nosso país, porque isso está ao nosso alcance se fizermos o que é certo, apostar no homem como principal factor de produção.

É verdade que o cimento e o aço são importantes materiais de construção mas só com homens e com livros, se constrói uma Nação.

 

Muito Obrigado pela atenção!

 

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Conheça o MESCTI por Dentro

Segundo o Decreto Presidencial 26/18 de 1 de Fevereiro, que aprova o seu Estatuto Orgânico, o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) é o departamento ministerial auxiliar do Presidente da República, enquanto Titular do Poder Executivo, nas funções de governação e administração.
Nos termos do seu artigo 1º, o MESCTI tem por missão conceber, formular, executar, monitorizar, fiscalizar e avaliar as políticas públicas e programas sectoriais do Governo nos domínios do ensino superior, ciência, tecnologia e inovação. É dirigido por uma Ministra, coadjuvado por um Secretário de Estado para o Ensino Superior e outro Secretário de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação.

Organização Interna do MESCTI

Resultante da fusão do Ministério do Ensino Superior e Do Ministério da Ciência e Tecnologia, a organização interna do MESCTI compreende, para além dos Órgãos Centrais de Direcção Superior – de que fazem parte a Ministra e os Secretários de Estado, fazem parte da estrutura interna os seguintes:

  • Quatro (4) Órgãos de Apoio Consultivo, nomeadamente: Conselho de Direcção, Conselho Consultivo, Conselho Nacional do Ensino Superior, Conselho Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação;
  • Oito (8) Serviços de Apoio Técnico, nomeadamente: Secretaria Geral, Gabinete de Recursos Humanos, Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística, Gabinete de Inspecção, Gabinete Jurídico, Gabinete de Intercâmbio, Gabinete de Tecnologias de Informação, Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa;
  • Quatro (4) Serviços Executivos Directos, nomeadamente: Direcção Nacional de Formação Graduada, Direcção Nacional de formação Pós-Graduada, Direcção Nacional de Investigação Científica, e a Direcção Nacional de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação;
  • Dois (2) Serviços de Apoio Instrumental, nomeadamente: Gabinete da Ministra e Gabinetes dos Secretários de Estado;
  • Cinco (5) Órgãos Superintendidos, nomeadamente: Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo (INAGBE), Instituto Nacional de Avaliação, Acreditação e Reconhecimento de Estudos do Ensino Superior (INAAREES), Centro Nacional de Investigação Científica, Centro Tecnológico Nacional e o Fundo Nacional para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNDECIT).

Conheça o MESCTI. Consulte aqui o seu Estatuto Orgânico.

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