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Já é possível obter ADN de um cabelo sem raiz

Novos métodos de extracção de ADN (DeoxyriboNucleic Acid) de cabelos sem raiz podem ajudar a esclarecer crimes. Este é o resultado de um estudo publicado na revista Forensic Science International, que teve como objectivo colmatar a dificuldade de obtenção de ADN de cabelos sem raiz. A obtenção de um perfil genético de provas colectadas numa cena de crime é o principal objectivo da ciência forense e o cabelo é uma das provas mais encontradas em cenas de crime.

De acordo com a investigadora Cátia Martins, em entrevista ao Jornal de Portugal o “Público”, “a maioria dos cabelos que chegam para análise de cenas de crime não contêm a raiz e, infelizmente, é nela que a grande maioria do ADN se encontra”. No entanto, Cátia Martins conseguiu dar resposta a este problema, procedendo à análise genética de cabelos sem raiz no âmbito do seu estágio do Mestrado em Genética Forense que fez no Laboratório da Polícia Científica (LPC) de Portugal.

Esta investigação vem ao encontro de um projecto da área da biologia do Laboratório da Polícia Científica “para colmatar uma falha na obtenção de resultados neste tipo de amostras”. A investigadora apenas comparou amostras de cenas de crimes, mas, refere, “nunca foram usadas como prova”. Em vez dos kits convencionais usados, a investigadora testou dois novos kits de quantificação e amplificação da molécula de ADN – o InnoQuant HY e Innotyper 21, ambos desenvolvidos e patenteados pela empresa norte-americana InnoGenomics e à venda no mercado desde Setembro de 2016. O LPC adquiriu esses dois testes que lhe permitiram produzir resultados “bastante satisfatórios” em amostras de cabelos sem raiz provenientes de cenas de crime reais, o que até à data era bastante difícil.

A partir de agora já ficou assim mais fácil descobrir se um fio de cabelo sem raiz encontrado, por exemplo, junto de uma vítima de homicídio era do suspeito do crime. Cátia Martins conseguiu estabelecer uma conexão, baseada em probabilidades, entre a cena de crime e um suspeito ou vítima, através da comparação de dois perfis genéticos. “O que auxilia a produção de prova e a investigação forense”, garante a investigadora.

 

Artigo original: Jornal o Público

https://www.publico.pt/2018/02/22/ciencia/noticia/ciencias-forenses-ja-e-possivel-obter-adn-de-um-cabelo-sem-raiz-1803993

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"Só com homens e com livros, se constrói uma Nação" - Leia o discurso do Presidente da República

Sua Excelência, Presidente da República, João Lourenço, presidiu ontem o Acto Solene de Abertura do Ano Académico 2018 do Ensino Superior, que se realizou na cidade de Saurimo, Lunda-Sul. Divulgamos aqui na íntegra o respectivo discurso:

 

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SENHOR Dr. ERNESTO KITECULO, GOVERNADOR DA PROVÍNCIA DA LUNDA-SUL;

SENHORA PROFESSORA DOUTORA MARIA DO ROSÁRIO BRAGANÇA SAMBO, MINISTRA DO ENSINO SUPERIOR, CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO,

SENHORES MINISTROS DE ESTADO, SENHORES MINISTROS;

SENHORES GOVERNADORES PROVINCIAIS AQUI PRESENTES;  

DOM MANUEL IMBAMBA, ARCEBISPO DA LUNDA SUL;  MAGNIFICOS REITORES DAS INSTITUIÇÕES DO ENSINO SUPERIOR EM ANGOLA;

ILUSTRES CONVIDADOS;

 

MINHAS SENHORAS e MEUS SENHORES,

 

Foi com satisfação que aceitei o convite para presidir ao Acto Solene de Abertura do Ano Académico 2018 do Ensino Superior, que se realiza nesta cidade de Saurimo, a quem agradecemos desde já a hospitalidade de seus habitantes e as condições criadas pelas autoridades da província.

Este acto se realiza sob o lema: "Por um ensino superior de qualidade, lutemos contra a corrupção e a impunidade".

Esta nobre intenção se enquadra no espírito do que temos vindo a anunciar como prioridade da minha governação, e é reconfortante saber que também a este nível há convergência de propósitos, porque o ensino superior é crucial para o desenvolvimento humano e económico social do nosso país.

A crescente demanda dos jovens para o ingresso no Ensino Superior é um fenómeno mundial que vem ganhando maior dimensão nos países em desenvolvimento e com grande expansão demográfica, como é o caso de Angola.

O crescimento do número de estudantes universitários no nosso país já é bastante significativo, mas apesar deste crescimento, ainda temos pela frente um grande desafio, porque a taxa de jovens com idade para frequentar o ensino superior continua muito aquém dos valores recomendados pela União Africana, que pretende que os países africanos atinjam 50 por cento da escolarização no ensino superior em 2063. Em 2014, essa taxa era entre nós de apenas 10%.

Uma das medidas do Executivo para garantir a frequência do Ensino Superior por um número maior de estudantes tem sido o apoio através de bolsas de estudo de mérito, internas e externas, existindo neste momento 30 mil e 325 estudantes beneficiários de bolsas, dos quais 4 mil 625 no exterior do país.

Face à situação social da maioria dos nossos estudantes, o desafio consiste em aumentar o número de bolsas, para o que teremos de dispor para o efeito de novas fontes de financiamento. A responsabilidade do Executivo para tal é ainda maior porque das instituições de Ensino Superior existentes, 33% são públicas.

Em 2018 havia 134.418 vagas em todo o país, 21% das quais nas instituições públicas. Houve assim, comparativamente ao ano anterior, um acréscimo de 20 mil vagas, sendo de realçar a forte competitividade, porque existiu um elevado número de candidatos por vaga.

Estamos claramente perante uma situação de grande procura bem superior à capacidade de oferta em infraestruturas de ensino, Universidades e Institutos Superiores, bem como de um deficit gritante de docentes qualificados para leccionar neste nível de ensino. Neste domínio, apesar dos investimentos feitos um pouco por todo o país, temos ainda de crescer em número mas sobretudo em qualidade.

Reconhecemos, por isso, que temos ainda de empreender bastantes esforços para garantir o cumprimento dessa meta, com investimento público e privado.

 

Minhas Senhoras, Meus Senhores,

 

As universidades são, por excelência, órgãos que se devem pautar pelo exercício democrático, funcionando como órgãos colegiais, através de processos eleitorais transparentes e que dignifiquem a comunidade académica.

Tem-se verificado anualmente um aumento número de graduados, designadamente nas ciências de engenharia e tecnologias, bem como nas ciências médicas de saúde, tendência que temos de saudar por se tratarem de áreas que visam colmatar muitas das dificuldades que ainda sentimos.

É grande a tarefa que temos pela frente para resolver as dificuldades com o aumento e a melhoria de qualificação do corpo docente. Precisamos apostar na melhor qualificação dos docentes com mestrados e doutoramentos e admitir mais jovens estudantes que demonstrem ser aptos para ingressar na carreira docente universitária ou de investigação científica.

O Programa do Executivo contempla várias das acções a ser implementadas pelo Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, com vista à melhoria da qualidade do ensino superior, designadamente a revisão do quadro legal e regulamentar, a criação e aplicação de um Sistema Nacional de Garantia de Qualidade das instituições de Ensino Superior, a adopção de um novo estatuto da carreira universitária, bem como do seu estatuto remuneratório, e o aumento do corpo docente em tempo integral e em regime de exclusividade.

Com a escassez de recursos financeiros temos de fazer um maior esforço de planificação e definição de prioridades para o uso eficiente dos mesmos. Temos consciência que não podemos resolver todos os problemas de uma só vez, mas o importante é caminhar com passos firmes e com sustentabilidade.

 

Minhas Senhoras e Meus Senhores,

 

A investigação científica permite alargar as fronteiras do conhecimento, contribuindo não só para dar resposta às solicitações e necessidades do meio social e económico em que se desenvolve, mas também para garantir a qualidade do ensino. É por esta razão que deve haver, em especial ao nível do Ensino Superior, uma forte ligação entre os processos de ensino e aprendizagem e a investigação, a transferência de tecnologias e a inovação.

Como a maioria dos países africanos, também Angola se deparou nos primeiros anos da Independência com inúmeras dificuldades para desenvolver e consolidar as suas instituições de Ensino Superior e de investigação, devido a factores sobejamente conhecidos, como a falta de quadros e de políticas claras sobre a importância da investigação científica.

Entretanto, o Governo criou em 1997 o então Ministério da Ciência e Tecnologia e aprovou em 2011 a Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação e o seu principal instrumento de implementação - a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, com vista a uma melhor articulação entre os diversos departamentos ministeriais, instituições e demais parceiros da sociedade civil que se dedicam à investigação científica.

O Executivo vai continuar a trabalhar no sentido de dotar o Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação de um mecanismo de financiamento a ser instituído em breve, para que as instituições e actores singulares se possam candidatar à execução de projectos, acções e actividades de suporte ao Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022.

A falta desse mecanismo de financiamento tem sido um dos maiores constrangimentos à prática da investigação científica em Angola de forma regular e com resultados visíveis e úteis para o sector produtivo nacional. O que se investe na investigação científica no nosso país está longe do valor mínimo de 1% do PIB, tal como foi recomendado pela UNESCO e adoptado pela SADC.

No que diz respeito aos recursos humanos, verifica-se uma falta gritante de quadros altamente qualificados e com experiência comprovada e também a dispersão dos poucos investigadores científicos nos poucos centros de ensino e investigação existentes.

Os centros de investigação que existem nas universidades e nos departamentos ministeriais devem agregar valor através dos artigos científicos publicados em revistas de especialidade, bem como na forma de novos produtos, protótipos, invenções e patentes que surgirem.

O Executivo vai orientar o sector que rege a investigação científica para que, em interacção com os sectores afins, trabalhem rapidamente no redimensionamento da investigação científica, carreira que deve motivar e atrair os docentes vocacionados para tal, quadros destacados da generalidade dos outros.

 

Minhas senhoras, meus Senhores,

 

O grande desafio que o país tem pela frente é, sem sombra de dúvidas, o desenvolvimento económico e social.

Estamos a trabalhar na criação do ambiente de negócios favorável ao investimento, como a cruzada contra a corrupção e a impunidade, a facilitação do processo de concessão dos vistos, medidas de carácter fiscal e cambial entre outras, e que vão com certeza mudar substancialmente o actual quadro.

No entanto, não há desenvolvimento sem uma forte aposta na educação e ensino de qualidade. Os investidores estrangeiros que investem seus recursos, seu capital no nosso país, contam encontrar e recrutar para suas empresas, fábricas e indústrias no geral, não só mão de obra que receberá formação on-job mas também o maior número possível de quadros com boa formação superior nos mais diferentes ramos do saber.

Portanto, no momento de decidir se o estudante transita ou não de ano, lembrem-se que também nas vossas mãos está a responsabilidade de fazermos de Angola um país próspero, desenvolvido e capaz de competir na região e no mundo. O desafio é grande mas é alcançável se nosso ensino superior for rigoroso e exigente.

O país tem um grande deficit de quadros em termos numéricos, por isso precisamos de formar mais quadros, mas sobretudo precisamos de formar melhores quadros.

Aproveito a oportunidade para fazer um veemente apelo para que todos os participantes neste encontro contribuam para a melhoria da qualidade do ensino e da investigação científica, das tecnologias e da inovação, premiando o mérito e combatendo as práticas nefastas que são de todo inimigas do progresso e do desenvolvimento económico e social.

Trabalhemos para que nossos engenheiros, arquitectos, agrónomos, veterinários, médicos, economistas, juristas e outros, tenham um papel de destaque, um papel determinante no processo de desenvolvimento do nosso país, porque isso está ao nosso alcance se fizermos o que é certo, apostar no homem como principal factor de produção.

É verdade que o cimento e o aço são importantes materiais de construção mas só com homens e com livros, se constrói uma Nação.

 

Muito Obrigado pela atenção!

 

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Conheça o MESCTI por Dentro

Segundo o Decreto Presidencial 26/18 de 1 de Fevereiro, que aprova o seu Estatuto Orgânico, o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) é o departamento ministerial auxiliar do Presidente da República, enquanto Titular do Poder Executivo, nas funções de governação e administração.
Nos termos do seu artigo 1º, o MESCTI tem por missão conceber, formular, executar, monitorizar, fiscalizar e avaliar as políticas públicas e programas sectoriais do Governo nos domínios do ensino superior, ciência, tecnologia e inovação. É dirigido por uma Ministra, coadjuvado por um Secretário de Estado para o Ensino Superior e outro Secretário de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação.

Organização Interna do MESCTI

Resultante da fusão do Ministério do Ensino Superior e Do Ministério da Ciência e Tecnologia, a organização interna do MESCTI compreende, para além dos Órgãos Centrais de Direcção Superior – de que fazem parte a Ministra e os Secretários de Estado, fazem parte da estrutura interna os seguintes:

  • Quatro (4) Órgãos de Apoio Consultivo, nomeadamente: Conselho de Direcção, Conselho Consultivo, Conselho Nacional do Ensino Superior, Conselho Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação;
  • Oito (8) Serviços de Apoio Técnico, nomeadamente: Secretaria Geral, Gabinete de Recursos Humanos, Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística, Gabinete de Inspecção, Gabinete Jurídico, Gabinete de Intercâmbio, Gabinete de Tecnologias de Informação, Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa;
  • Quatro (4) Serviços Executivos Directos, nomeadamente: Direcção Nacional de Formação Graduada, Direcção Nacional de formação Pós-Graduada, Direcção Nacional de Investigação Científica, e a Direcção Nacional de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação;
  • Dois (2) Serviços de Apoio Instrumental, nomeadamente: Gabinete da Ministra e Gabinetes dos Secretários de Estado;
  • Cinco (5) Órgãos Superintendidos, nomeadamente: Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo (INAGBE), Instituto Nacional de Avaliação, Acreditação e Reconhecimento de Estudos do Ensino Superior (INAAREES), Centro Nacional de Investigação Científica, Centro Tecnológico Nacional e o Fundo Nacional para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNDECIT).

Conheça o MESCTI. Consulte aqui o seu Estatuto Orgânico.

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A Mulher que Transporta o seu Coração às Costas

Chama-se Selwa Hussein, inglesa de 39 anos. Em Junho do ano passado, foi diagnosticada uma insuficiência cardíaca grave, fruto de uma cardiomiopatia dilatada familiar, um mal hereditário. A doença deixa o músculo do coração enfraquecido, afectando a sua capacidade de bombear sangue.

Selwa precisaria de um transplante, mas a sua situação era tão séria que os médicos concluíram que ela não conseguiria esperar por um doador. Foi assim que ela se tornou a segunda pessoa do Reino Unido a receber um coração artificial – e a primeira a sair do hospital com ele fora do corpo.

Como funciona?
O aparelho, alimentado por uma bateria, faz o trabalho de um coração de verdade e mantém o sangue a circular no corpo de Selwa. Para isso, dois tubos conectados à mochila entram no corpo de Selwa, na região do estômago, e vão até o tórax. Uma bomba envia ar pelos tubos para encher dois balões, que cumprem a função das cavidades cardíacas, bombeando sangue pelo corpo.

Confira o vídeo em: http://www.bbc.com/portuguese/geral-42905447

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MESCTI Comemora o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência

Engª. Maria Graciette Neto Cardoso Pitra - Palestrante (esquerda), Dra. Antonieta Baptista - Moderadora (ao centro), Dra. Catarina Nunda - Palestrante (a direita)

No âmbito das comemorações alusivas ao dia 11 de Fevereiro, em que se comemora o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), realizou, no pretérito dia 7 de Fevereiro de 2018, no anfiteatro da Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto, uma actividade comemorativa sob o lema "Pela Plena Integração das Mulheres e Meninas na Ciência". A actividade teve como objectivo partilhar experiências de mulheres na ciência e sensibilizar as jovens para o importante papel das mulheres no mundo da ciência, sendo o público-alvo as meninas e estudantes das escolas do 2º Ciclo de Luanda e Bengo.

A cerimónia de abertura do evento foi presidida pelo Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), Prof. Doutor Domingos da Silva Neto, que defendeu a criação de sinergias para diminuir o analfabetismo feminino, principal causa do reduzido número de mulheres na investigação científica e em profissões ligadas à ciência, tecnologia e inovação. O SECTI destacou ainda que a maternidade e a falta de assistência adequada na infância são outros factores que contribuem para o actual cenário. Por outro lado, informou que de acordo com o 2º Inquérito Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação o percentual de mulheres na ciência passou de 17% em 2011/2012 para cerca de 34% em 2013/2014, sendo que os últimos dados mostram que a área de conhecimento com mais mulheres é a das ciências naturais com 10.7% (15.4% de homens). A área das ciências sociais e das ciências médicas vem logo a seguir com 9% (25.3% de homens) e da saúde com 7.5% (7.4% de homens). Em termos de idades, disse, o maior percentual de mulheres, 10.2%, pode ser encontrado entre os 35 e os 44 anos, enquanto que em relação aos homens, o maior número de investigadores científicos pode ser encontrado entre os 45 e os 54 anos de idade, 19.6%.

A actividade contou com a presença de inventoras provenientes de instituições públicas e privadas, nomeadamente: da Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto (UAN), do Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências (ISPTEC), do Centro Tecnológico Nacional (CTN), e da Associação Nacional de Estudantes Universitários com Deficiência (ANEUD). Foram expostos alguns projectos como: cultivo de cogumelos, reaproveitamento de "lixo electrónico", aplicativo para rastreio de armas e explosivos, reprodução de biodiesel através do óleo de palma, geolocalização de Multicaixas ou ATMs com valores monetários, e o portal da ANEUD concebido para o controlo estatístico, registo e denúncias para pessoas com deficiência, entre outros.

Após a sessão de exposições, a actividade contou com duas apresentações. Na primeira apresentação, a Engª Maria Graciette Neto Cardoso Pitra falou da sua experiência profissional e perspectivas de inclusão das mulheres na engenharia, exortando as mulheres a aderirem às engenharias, tendo em conta o défice de engenheiras no país. Na segunda apresentação, a Dra. Catarina Nunda, que também falou da sua experiência profissional e das perspectivas de inclusão das mulheres nas ciências sociais, reforçou o incentivo ao ingresso das mulheres nas áreas das ciências sociais. Seguidamente ocorreu a sessão de debate moderada pela Dra. Antonieta Baptista.

As experiências partilhadas e a partilha de histórias interessantes de mulheres com percurso na ciência foram motivo de incentivo primordial para a consciencialização das meninas e mulheres a aderirem às carreiras ligadas às ciências e tecnologias.

Após a proclamação desta data em 2015 pela ONU, este dia é comemorado pela 3ª vez em 2018. E o MESCTI exorta todas as instituições de ensino, incluindo as instituições de ensino superior e as instituições de investigação e desenvolvimento, a comemorarem esta data.

 

 

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Conheça os Nove Algoritmos que Podem Estar a Tomar Decisões sobre a sua Vida

Hoje, parece difícil viver sem um computador ou qualquer outro equipamento electrónico ligado à rede, como são os casos dos smartphones ou tablets. Porém, a verdade é que na actual era digital em que nos encontramos, algoritmos – conjunto de regras e procedimentos lógicos perfeitamente definidos, ou seja, não ambíguos, que levam à solução de um problema num número finito de etapas – poderão estar a decidir, por exemplo, se será seleccionado(a) para uma entrevista de emprego ou a encontrar um namorado(a).
Estes são os nove (9) algoritmos, divulgados pela BBC (British Broadcasting Corporation), que podem estar a tomar decisões sobre a sua vida:


1. O computador decide se você fará ou não uma entrevista de emprego

Currículos são cada vez mais descartados sem sequer passar por mãos humanas. Isso porque as empresas estão a apostar em sistemas automatizados nos seus processos selectivos, principalmente na análise de centenas de milhares de inscrições.
Nos Estados Unidos, estima-se que mais de 70% dos candidatos sejam eliminados antes de serem avaliados por pessoas. Para as companhias, isso economiza dinheiro e tempo, mas alguns questionam a neutralidade dos algoritmos.

 

2. Quer dinheiro emprestado? O seu perfil na rede social pode influenciar essa acção

Historicamente, quando alguém pede dinheiro a uma instituição financeira, a resposta depende da análise das possibilidades de o empréstimo ser pago, com base na proporção entre a dívida e a renda desta pessoa e o seu histórico de crédito.
Actualmente, algoritmos reúnem e analisam dados de múltiplas fontes, que vão desde padrões de compra a buscas na internet e a sua actividade em redes sociais.
O problema é que esse método utiliza informações recolhidas sem o conhecimento ou a colaboração de quem pede o dinheiro. Também há uma questão em torno da transparência do código do algoritmo e seu comportamento tendencioso.

 

3. Um algoritmo pode ajudar-lhe a encontrar um amor, mas pode não ser quem procura

Não é uma surpresa que sítios web de namoro usam algoritmos para identificar duas pessoas compatíveis. É um dos seus principais apelos para o público, na verdade.
Mas a forma como isso é feito não é muito clara, especialmente após o eHarmony, um dos principais sítios web deste mercado, ter revelado no ano passado que fez ajustes nas preferências de seus clientes para aumentar as suas chances de encontrar um par ideal, algo que pode incomodar quem perdeu tempo a responder às 400 perguntas necessárias para se ter um perfil neste sítio web.
Mas até mesmo em alternativas, como o aplicativo Tinder, em que as variáveis são bem menos complexas (geografia, idade e orientação sexual), as combinações não são tão simples assim.
Quem usa o serviço recebe uma nota secreta sobre o quanto essa pessoa é "desejável", calculada para "permitir melhores combinações", segundo o Tinder. A fórmula é mantida em segredo, mas os executivos da empresa por trás do aplicativo já indicaram que o número de vezes que o perfil de alguém é curtido ou rejeitado tem um papel crucial sobre isso.

 

4. Um programa pode determinar se você é viciado em drogas e se conseguirá contratar um plano de saúde

O mal uso de medicamentos e drogas é a principal causa de mortes acidentais nos Estados Unidos e especialistas com frequência se referem a esse problema como uma epidemia.
Para lidar com isso, cientistas e autoridades estão a unir-se em projectos baseados em dados. Recentemente, no Estado do Tennessee, nos Estados Unidos, a operadora de planos de saúde Blue Cross e a empresa de tecnologia Fuzzy Logix anunciaram a criação de um algoritmo para analisar nada menos do que 742 variáveis e, assim, avaliar o risco de um comportamento abusivo com medicamentos. Isso levantou uma questão ética: os dados analisados incluem o histórico médico e até mesmo o endereço residencial. O argumento a favor desse tipo de intervenção é que isso pode salvar vidas e mitigar prejuízos ao sistema de saúde - viciados em opioides têm, por exemplo, 59% mais chances de serem pessoas de alto custo.
Acredita-se que o uso de algoritmos e da inteligência artificial nesta área deve tornar a tomada de decisões mais eficiente e reduzir o número de erros humanos.

 

5. Os algoritmos determinam se um filme será produzido

Algoritmos são utilizados para analisar não só as chances de um filme sair-se bem nas bilheterias, mas também quanto dinheiro fará. Esse serviço é oferecido por várias empresas e a Paramount, a Universal e a Warner Bros, alguns dos principais estúdios de Hollywood, contratam essas consultoras.

 

6. Algoritmos influenciam no seu voto e quem será presidente

Numa época em que os dados tornaram-se mais importantes do que empatia e carisma no mundo da política, os algoritmos são cruciais para candidatos em busca de votos. Não foi só a retórica de Barack Obama que impressionou com a sua ascensão rumo à indicação do Partido Democrata para disputar a Presidência dos Estados Unidos, em 2008, mas também o uso desta tecnologia. A campanha de Obama focou-se incessantemente nos eleitores indecisos, utilizando uma série de informações para individualizar ao máximo o perfil do eleitorado. Quase dez anos depois, Emmanuel Macron conseguiu uma vitória inesperada na França com uma estratégia similar – algoritmos ajudaram-no a identificar distritos e bairros que eram os mais representativos do país. E isso ajudou a guiar a sua equipa na realização de 25 mil entrevistas utilizadas para estabelecer as prioridades e estratégias da sua campanha.

 

7. A polícia utiliza algoritmos para prever quem será um criminoso

O sistema de vigilância da China sobre seus 1.3 mil milhões de habitantes é bem conhecido, mas parece haver espaço para expandi-lo. O governo anunciou em 2015 o desenvolvimento de um sistema capaz de "prever crimes" com base em dados pessoais, como o histórico médico e entregas de compras. Grupos de direitos humanos acusaram as autoridades chinesas de violar a privacidade dos cidadãos, dizendo que o real propósito do sistema é monitorar dissidentes. A China não é, no entanto, o único país a utilizar algoritmos para prever crimes: o policiamento baseado em dados é aplicado nos Estados Unidos há mais de uma década, e algumas forças de segurança britânicas começaram em 2012 a utilizar softwares de mapeamento e previsão de crimes. Segundo uma pesquisa do centro britânico Royal United Services Institute for Defence and Security Studies, algoritmos podem ter até dez vezes mais chances de prever a localização de um crime futuro em comparação com o policiamento comum.

 

8. Um computador pode mandar-lhe para a prisão

Juízes em alguns Estados americanos estão a tomar decisões sobre crimes com a ajuda de um sistema automatizado chamado COMPAS, baseado num algoritmo de análise de risco para prever a probabilidade de uma pessoa cometer um novo crime. Um caso famoso nesse sentido ocorreu em 2013, quando um homem chamado Eric Loomis foi condenado a sete anos de prisão por fugir da polícia e dirigir um carro sem a permissão do dono, no Estado de Wisconsin. Antes de a sentença ser proferida, as autoridades apresentaram uma avaliação, feita com base numa entrevista com Loomis e informações fornecidas pelo algoritmo sobre a sua probabilidade de reincidência – o resultado indicava que ele tinha um "alto risco de cometer novos crimes".

 

9. Eles podem influenciar o seu dinheiro

Esqueça as imagens de pessoas gritando na bolsa de valores com telefones nos ouvidos. Transações no mercado de acções estão a tornar-se cada vez mais um produto de cálculos feitos por algoritmos, que são mais rápidos do que qualquer humano e compram e vendem papéis em questão de segundos. Defensores desta tecnologia afirmam que uma máquina é imune à volatilidade emocional do mercado e investe mais racionalmente. Isso, no entanto, foi questionado em 2010, quando algoritmos foram apontados como os culpados pelo crash que fez desaparecer temporariamente do mercado de acções americano US$ 1 trilhão. Um relatório do banco JP Morgan estimou que, em 2017, investimentos com base em algoritmos ou fórmulas computacionais responderam por quase 90% do volume de transações com acções nos Estados Unidos.


Artigo original:

http://www.bbc.com/portuguese/geral-42908496

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