Menu
A+ A A-

Médicos Especialistas Afirmam que Dependência da Tecnologia é Cada Vez Mais Preocupante

Num mundo em que a informação se transforma numa necessidade básica, quer no fórum profissional, quer social ou familiar, a dependência dos equipamentos de comunicação digital (smartphones, tablets, etc.) tem sido cada vez mais preocupante. 

Vários médicos especialistas que tratam pacientes com vícios têm chamado atenção para o aumento de pessoas viciadas em seus dispositivos digitais, sobre como navegam pela Internet, sobre o uso de jogos online, das redes sociais e de SMS. Os especialistas passaram a designar os dispositivos de alta tecnologia como "heroína digital" e "cocaína electrónica", para alguns usuários.

O órgão de defesa britânico da média (Ofcom), alertou, em Agosto de 2016, que os cidadãos britânicos têm estado cada vez mais viciados na Internet. E num estudo sobre o uso da Internet quase 60% dos inquiridos reconheceu o seu vício. Estas pessoas consomem em média 25 horas por semana online, verificando os seus smartphones 200 vezes por dia.

Os terapeutas de dependência, que tratam pessoas viciadas por dispositivos electrónicos, dizem que os seus pacientes não são tão diferentes de outros viciados. Pois, se o álcool, o tabaco e as drogas implicam uma substância que mantém o corpo de um usuário no vício, relativamente ao comportamento com dispositivos, o que predomina é o desejo da mente em ligar-se ao smartphone ou à Internet. A dependência tecnológica é considerada como grave em países como a Índia, onde foram abertas clínicas para ajudar pessoas viciadas nos seus dispositivos electrónicos.

O especialista americano em tecnologia e dependência de videojogos, Andrew Doan, responsável por um estudo sobre dependência do Pentágono e da Marinha dos Estados Unidos, classifica, num artigo publicado em Outubro de 2016 na Revista Newsweek, os videojogos e as tecnologias de tela como "drogas digitais". O especialista explica que muitas tecnologias são tão estimulantes que elevam os níveis de dopamina – o neurotransmissor que mantém o indivíduo mais ligado ao vício. O estudo mostra que longos períodos de tempo concentrados num ecrã podem afectar o córtex frontal do cérebro da mesma forma que a cocaína. "A depressão, a ansiedade e a agressão têm sido associadas a um tempo excessivo no ecrã, e podem até estimular características psicóticas", afirma o especialista. Afirma ainda que "estudos adicionais mostram que quanto mais as crianças usam a média digital, mais as suas habilidades sociais corroem. E quanto mais tempo uma criança dedica à realidade cibernética, mais eles perdem a sua capacidade de interpretar as emoções da vida real."

Portanto, para aqueles que procuram ter controlo sobre o uso de dispositivos digitais, o professor indiano de psicologia e coordenador da Clínica SHUT, Dr. Manoj Kumar Sharma, sugere algumas perguntas: Nutre algum desejo de acesso aos dispositivos digitais? Perde o controlo sobre si mesmo quando está a usá-los? Sente-se coagido a usar a tecnologia? Tem usado a tecnologia para lidar com a angústia? E finalmente, quais são as consequências que tem enfrentado por causa do uso dos dispositivos?

Caso as respostas sejam positivas, é sinal de que há um problema. Para enfrentá-lo, o Dr. Sharma sugere seguir uma abordagem denominada 3A: Acknowledge the problem (Reconhecer o problema), Ask for help (pedir ajuda), and find an Alternative pleasurable activity (e encontrar uma actividade prazerosa alternativa).

 

Informação Original

By KATHY PRETZ

The Institute: The IEEE News Source, Estados Unidos, 23 December 2016

Para consultar a informação original (em Inglês) clique aqui

 

Ler mais ...

Investigadores Descobrem Mistério na Existência de Flores na Welwitschia Mirabilis

Uma equipa de investigadores do Laboratório de Fisiologia Celular e Vegetal (CNRS/INRA/CEA/Universidade de Grenoble Alpes), em colaboração com o Laboratório de Reprodução e Desenvolvimento de Plantas (CNRS/ENS de Lyon /INRA/Universidade Claude Bernard Lyon 1) e o Jardim de Kew (Reino Unido), desvendou o mistério por trás das plantas com flores. O estudo foi publicado na revista New Phytologist, no dia 24 de Fevereiro de 2017, e elucida o aparecimento de uma estrutura tão complexa como a flor durante a evolução de plantas do tipo gimnospermas. 

A flora terrestre é hoje dominada por plantas com flores. Algumas são comestíveis e contribuem, de um modo geral, para a cor do mundo vegetal. Mas não existiram sempre. As plantas colonizaram a terra durante mais de 400 milhões de anos e as plantas com flores apareceram há cerca de 150 milhões de anos. Elas foram precedidas por um grupo chamado gimnospermas, cujo modo de reprodução é mais rudimentar e coníferas conta como representantes actuais.

Darwin há muito tempo que questionou sobre a origem e a rápida diversificação de plantas com flores, descrevendo-as como “abominablemystère”. Em comparação com outras espécies gimnospérmicas, que têm cones machos e fêmeas rudimentares (como o pinheiro), as plantas com flores têm diversas inovações: a secção de flor inclui órgãos masculinos (estames) e femininos (pistilo), rodeado por pétalas e sépalas e ovos, em vez de estar nua, protegidos no pistilo.

A equipa de investigadores, liderada por François Parcy, director de investigação do CNRS no Laboratório de celular e Fisiologia Vegetal (CNRS / INRA / CEA / UniversitéGrenoble Alpes) procurou saber como a natureza poderia inventar a flor, uma estrutura tão diferente dos cones. Para isso, os investigadores estudaram a Welwitschia Mirabilis, uma espécie de planta gimnosperma bastante original. Esta planta, que pode viver mais de mil anos, cresce em condições extremas nos desertos de Angola e da Namibia e possui, tal como outras espécies gimnospermas, cones machos e fêmeas separados. Excepcionalmente, seus cones machos têm alguns óvulos inférteis e néctar que revela uma tentativa fracassada de inventar a flor bissexual. No entanto, na Welwitschia (e em algumas coníferas), os investigadores encontraram genes semelhantes responsáveis pela formação de flores, e organizados de acordo com a mesma hierarquia.

De acordo com os investigadores, “o facto de encontrarmos uma cascata de genes semelhantes em plantas com flores e em seus primos gimnospermas indica que esta é uma herança de seu ancestral comum. Este mecanismo não foi inventado no momento do surgimento da flor: foi simplesmente herdado e reutilizado pela planta durante o processo de evolução”.

A equipa continua a explorar outros recursos para entender melhor como surgiu a primeira flor.

 

Informação Original

Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), França 

Para consultar a informação original (em Francês) clique aqui

Ler mais ...
Assinar este feed RSS

Links Úteis

Links Externos

Contactos

Redes Sociais