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Ciencia.ao - Itens filtrados por data: abril 2018

Café com Ciência e Tecnologia Apresenta Técnicas Inovadoras Utilizadas na Prospecção e Tratamento de Águas

A importância da água na vida do planeta é de tamanha proporção, sendo este um elemento essencial para a sobrevivência de animais e vegetais na terra. Quando falta água, a vida está ameaçada, uma vez que a água é a fonte de vida do planeta.


Segundo o último relatório mundial da ONU lançado a 19 de Março do corrente ano, estima-se que 5 bilhões da população mundial viverá um risco de escassez hídrica até 2050. A demanda mundial por água tem aumentado a uma taxa de 1% por ano, em razão do crescimento da população e de mudanças nos padrões de consumo.


Um painel de alto nível, reunindo 11 líderes mundiais e um conselheiro especial, lançou na mesma semana, em Nova York, uma nova agenda pedindo uma mudança na forma como o mundo usa os seus recursos hídricos. Neste contexto, partilhando a mesma preocupação, a terceira Edição do Café com Ciência e Tecnologia, apresentou no dia 2 de Maio, no anfiteatro do Centro Tecnológico (CTN), sito  na Av. Ho Chi Minh, Maianga, em Luanda, o tema: “Técnicas inovadoras utilizadas na prospecção e tratamento de águas”.


A palestra teve como moderador o Director do CTNl, Doutor Gabriel Luís Miguel, e foram prelectores os seguintes: Dr. Eurico Josué Ngunga, Vice-Reitor para a Área Académica da Universidade Metodista de Angola, a Investigadora Agna de Sena Carvalho e o Investigador Zeleme Toko, ambos do Laboratório de Hidrologia Isotópica do Centro Tecnológico Nacional.

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Chamada de Artigos para Revista Internacional em Língua Portuguesa

Estão abertas, até ao dia 30 de Junho de 2018, as candidaturas para a submissão de artigos para as próximas edições da Revista Internacional em Língua Portuguesa (RILP), nos temas das Artes, Música, Cultura e Literatura.
 
A RILP é uma publicação interdisciplinar da Associação das Universidades de Língua Portuguesa que surgiu da necessidade de um maior interconhecimento e intercâmbio entre os países que falam português. Editada desde 1989, a RILP dedica-se à publicação de artigos científicos em língua portuguesa nos mais variados temas: Ciências Médicas e da Vida,  Gestão da Água e dos Recursos Hídricos, Migrações, Cidades e Metrópoles, Turismo, Mar, Segurança Alimentar e muito mais.

Na última edição de 2017, IV Série, Nº32,  a RILP reservou a publicação de artigos científicos ao tema: África em Língua Portuguesa - Variação no português africano e expressões literárias. Nos dois grandes eixos temáticos, nomeadamente a variação e a literatura, foram publicados os seguintes artigos:

1. A VARIAÇÃO E A MUDANÇA NO PORTUGUÊS AFRICANO

  • A variação linguística do português moçambicano: uma análise sociolinguística da variedade em uso – Alexandre  António Timbane;
  • Norma e variação linguística: implicações no ensino da língua portuguesa em Angola Ezequiel – Pedro José Bernardo;
  • Expressões de poder e de solidariedade em Moçambique e em Angola: observando a inter-relação entre gênero e formas de tratamento – Sabrina Rodrigues Garcia Balsalobre;
  • A criatividade da língua portuguesa: estudo de moçambicanismos no Português de Moçambique – Rajabo Alfredo Mugabo Abdula;
  • O processo de ensino-aprendizagem do português no contexto multicultural moçambicano – Marcelino Horácio Velasco e Alexandre António Timbane.

2. A LITERATURA AFRICANA DE EXPRESSÃO PORTUGUESA

  • Memória coletiva e construção de identidade linguística nas narrativas de Alfredo Troni e Uanhenga Xitu – Manuel da Silva Domingos e Nsimba José;
  • O luso, o trópico e o cão tinhoso nas revelações literárias de Honwana – Sueli Saraiva;
  • Os sentidos e os não sentidos da língua portuguesa: questões de língua e linguagem nos contos de Mia Couto – Maurício Silva;
  • A mulher nos contos de Mia Couto: uma leitura pós-colonial – Márcia Moreira Pereira;
  • O silêncio anticolonial de Conrad e Eça, ou a impossível arte de narrar o horror – José Carlos Siqueira;
  • O uso das LWC’s na música moçambicana – Cremildo G. Bahule.


Mais informação em: http://aulp.org/Publicacoes/RILP ou clique aqui para ter acesso as normas de publicação em PDF.

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Angola Apresentou Resultados de Investigação Científica no Iº Simpósio Científico SASSCAL

NOTA DE IMPRENSA

ANGOLA APRESENTOU RESULTADOS DE INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA NO Iº SIMPÓSIO CIENTÍFICO SASSCAL REALIZADO DE 16 – 19 DE ABRIL DE 2018 EM LUSAKA - ZÂMBIA

 

Já regressou a Luanda a Delegação de Angola que participou de 16 a 19 de Abril de 2018 na República da Zâmbia, no Fórum sobre Políticas de Ciências relacionadas com as acções na SADC sobre as Alterações Climáticas e no Iº Simpósio Científico – SASSCAL (Centro da África Austral para Ciências e Serviços para Adaptação às Alterações Climáticas e Gestão Sustentável dos Solos).

Coordenado por Sua Excelência Secretário de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), Prof. Doutor Domingos da Silva Neto, integraram a referida delegação, o Magnífico Reitor da Universidade José Eduardo dos Santos, Prof. Doutor Cristóvão Simões, os Directores da Ciência e Investigação Científica, do Centro Tecnológico Nacional do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), Administrador e Director Nacional do SASSCAL, os Professores Doutores António Alcochete, Gabriel Luís Miguel e o Mestre Chipilica Barbosa, respectivamente, investigadores científicos das Universidades Agostinho Neto, José Eduardo dos Santos, ISCED Huíla, Instituto Superior Politécnico Tundavala e do Centro Nacional de Investigação Científica.

O simpósio científico esteve constituído por seis Plenárias (com temas relacionados com o SASSCAL, África Austral na fase dos desafios sobre clima e economia global, contribuição do SASSCAL no panorama da investigação científica na África Austral, alterações climáticas – pontos chave, da ciência à política e os caminhos futuros do SASSCAL), oito painéis orais (com temas relacionados com água – clima – alimentação e conexos, conservação das florestas – clima e meios de subsistência, clima - alterações climáticas e adaptabilidade, biodiversidade - clima – segurança alimentar, agricultura – clima – segurança alimentar, dados - tecnologias e infraestruturas, gestão de solos e desenvolvimento de capacidades na SADC e encontro com estudantes), quatro eventos paralelos (relacionados com as temáticas sobre índices extremos do clima, SEACRIFOG workshop de consulta aos parceiros, lançamento do mapa hidrogeológico da Zâmbia e o lançamento do livro SASSCAL com título “Alterações climáticas e gestão adaptativa dos solos da África Austral”, com o ISBN Nr. 978-3-933117-95-3) e uma sessão de Pósters. Os investigadores Angolanos fizeram seis apresentações orais de projectos (relacionadas com a cartografia e caracterização da vegetação na região do Chipindo, província da Huíla – Angola, monitoramento da vegetação no planalto central – Huambo utilizando técnicas de teledeteção e sistemas de informações geográficas (SIG), o efeito das alterações climáticas no período de sementeira das principais culturas vegetais no planalto central - Huambo, influência da vegetação na mitigação da erosão de solos na cidade do Luena- Moxico, resgate de dados climáticos, desenvolvimento de uma rede meteorológica para Angola - tendências climáticas e a instalação de uma bacia experimental no rio Giraul sul de Angola) e a apresentação de três pósters (relacionados com o mapeamento geológico-geofísico para avaliação de riscos de média e grande escala – Luanda e arredores, gestão do sistema de fertilidade do solo, integrando o uso racional de fertilizantes na agricultura e fertilizantes biológicos com base em rizobia - Huambo e regate de dados climáticos).

Na sessão de entregas de prémios para estudantes com os melhores trabalhos de investigação científica, um dos três prémios foi outorgado ao estudante Angolano José João Tchamba, do ISCED da Huíla, que terminou o Mestrado financiado pelo SASSCAL em 2017 em Portugal e apresentou o trabalho sobre cartografia e caracterização da vegetação na região do Chipindo, província da Huíla – Angola.

Antes de regressar a Angola, a Delegação Angolana foi recebida na Embaixada de Angola na Zâmbia onde realizou um encontro de trabalho de cerca de 1 hora com o corpo diplomático para partilha dos principais resultados obtidos durante o quinquénio (2012 -2017) pelos cientistas angolanos e a forma como pensam inserir os mesmos na sociedade.

Apraz-nos igualmente informar que no Fórum sobre Políticas de Ciências relacionadas com as acções na SADC sobre as Alterações Climáticas, Angola teve como prelector o SECTI, o Prof. Doutor Domingos da Silva Neto em representação de sua Excelência Ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, a Prof. Doutora Maria do Rosário Sambo e contou igualmente com a presença da Embaixadora de Angola acreditada na República da Zâmbia a Senhora Balbina da Silva.        

A segunda fase do SASSCAL será implementada no período 2018 – 2022. A iniciativa SASSCAL em Angola é coordenada pelo Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação e tem o seu Nó Nacional na Província do Huambo. O secretariado regional do SASSCAL tem a sua sede em Windhoek – República da Namibia.  

 

 

 MINISTÉRIO DO ENSINO SUPERIOR, CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO, em Luanda, 23 de Abril de 2018.

 

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Conheça os Países com Mais Doutorados (PhD)

A educação é base para o desenvolvimento económico de qualquer país. E o Ensino Superior, em particular, está no centro da inovação que vemos ao nosso redor. Novas descobertas, como as tecnologias MP3 e GPS, nunca teriam acontecido se não fosse pelos projectos de investigação científica ao nível do doutoramento. Os países estão a investir nos seus subsistemas de Ensino Superior, e, como consequência, há cada vez mais pessoas a concluir o doutoramento. Mas qual é o país que tem mais doutorados (PhDs)?


Segundo um relatório da OCDE (Organisation for Economic Co-operation and Development), os EUA têm, pelo menos, o dobro de doutorados da Alemanha, o seu concorrente mais próximo. Em 2014, 67 449 pessoas concluíram o doutoramento nos EUA, em comparação com 28.147 na Alemanha. O próximo na linha, com 25 020 doutorados é o Reino Unido, que tem atrás de si a Índia. O Japão, apesar de ser o quinto da lista, com 16 039, tem apenas um quarto dos doutorados que os EUA têm. Em sexto e sétimo lugar, estão a França e a Coreia do Sul, que têm 13 729 e 12 931 respectivamente. A Espanha e a Itália, em oitavo e nono, têm um número similar, 10 889 e 10 678, respectivamente. A Austrália está em 10.º lugar com 8400. Abaixo estão os países com mais graus de doutor, no ano de 2014:


 


Há mais novos doutorados em todo o mundo. Os números da OCDE também mostram que o número de doutorados aumentou em todo o mundo nas últimas duas décadas. A maioria dos diplomados é de países da OCDE.





As grandes economias emergentes expandiram as suas capacidades de formação ao nível do ensino superior, diz o relatório, como mostrado pela alta posição da Índia, com 24 300 doutorados.
Certas áreas científicas são mais populares entre os estudantes de doutoramento. Cerca de 40% dos novos doutorados são em ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) e esse percentual aumenta para 58% de todos os recém-formados se se incluir os doutorados em saúde. Os programas de doutoramento estão particularmente orientados para as ciências naturais e para as engenharias na França (59%), no Canadá (55%) e na China (55%), de acordo com o relatório.
Entre outras tendências observadas no relatório estavam a crescente digitalização e internacionalização da pesquisa, inaugurando uma era de economia global do conhecimento.

Mais informação em: https://www.weforum.org/agenda/2017/02/countries-with-most-doctoral-graduates

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Obras da Primeira Fase do Campus Universitário da Universidade Agostinho Neto Podem Retomar ainda este Ano

 

As obras de construção e acabamento do Campus Universitário da Universidade Agostinho Neto (UAN), sito no Bairro Camama, paralisadas desde 2011, podem retomar ainda este ano. Esta foi a previsão dada pelo Ministro da Construção e Obras Públicas, Engenheiro Manuel Tavares de Almeida, que esteve acompanhado pela Ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Professora Doutora Maria do Rosário Bragança Sambo, durante a visita de constatação efectuada ao Campus, no dia 13 de Abril.

No encontro que antecedeu a visita, foram apresentados à Ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação e ao seu homólogo da Construção e Obras Públicas os principais constrangimentos vividos pelos docentes e pelos estudantes da Universidade, fruto da paralisação das obras, em 2011. Do balanço apresentado, relativo às tarefas pendentes, a falta de iluminação ao longo do Campus, e da respectiva via de acesso, a falta de refrigeração no restaurante e em outras instalações, a conclusão e entrega dos gabinetes da Reitoria e os acabamentos da Esquadra Policial do Campus, para a garantia da segurança, foram os aspectos destacados.

A nível das faculdades, a falta de instalações com capacidade de albergar estudantes das faculdades de Engenharia e de Ciências, as dificuldades de transporte dos docentes e estudantes que ainda frequentam as antigas instalações das respectivas faculdades, na cidade, foram os aspectos de grande relevância apresentados durante a reunião.

O Campus Universitário da UAN ocupa um espaço de 20.23 km2. O plano mestre, desenvolvido em 2000 e actualizado em 2009, foi concebido com foco na sustentabilidade. O projecto concebido em seis fases, sendo o Campus actual a primeira fase, está composto por faculdades apetrechadas com os respectivos auditórios, escritórios para professores e para funcionários, laboratórios e salas de aula expostas ao ar livre.

Em 2017, foi criada a Comissão Técnica Interministerial, que apresentou uma proposta para a resolução dos pendentes deste projecto, a curto, médio e longo prazo. Para este ano, nas palavras do Ministro das Obras Públicas, Engenheiro Manuel Tavares de Almeida “a prioridade será a conclusão das obras pendentes do Campus, com o objectivo de suplantar as actuais dificuldades apresentadas e a sua devida manutenção”.

Estiveram presentes nesta visita o Secretário de Estado para o Ensino Superior, Professor Doutor Eugénio Adolfo Alves da Silva, o Magnífico Reitor da UAN, Professor Doutor Pedro Magalhães, Decanos das Faculdades, Directores Gerais, Directores Nacionais do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação e do Ministério da Construção e Obras Públicas, e representantes da empresa SOMAGUE (responsável por uma parte do projecto).

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A Inovação Versus o Desempenho das Empresas Face aos Desafios do Aumento, Diversificação de Produtos e Substituição das Importações

 

NOTA DE IMPRENSA

A INOVAÇÃO VERSUS O DESEMPENHO DAS EMPRESAS FACE AOS DESAFIOS DO AUMENTO, DIVERSIFICAÇÃO DE PRODUTOS E SUBSTITUIÇÃO DAS IMPORTAÇÕES

 

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) realizou a 6 de Abril de 2018 nas suas instalações um encontro de trabalho no intuito de recolher contribuições que visam melhorar o Mecanismo de Financiamento ao Sector Produtivo. O referido encontro foi orientado pelo Secretário de Estado para Ciência, Tecnologia e Inovação, Prof. Doutor Domingos da Silva Neto, que se fez ladear pelo Secretário de Estado para o Ensino Superior, Prof Doutor Eugénio Adolfo Alves da Silva, tendo contado com a participação de representantes de Associações Empresariais, de Empresas sedeadas em Luanda (pequenas, médias e grandes), Instituições de Ensino Superior (IES) e de Instituições de Investigação e Desenvolvimento (I&D), além de Directores Nacionais e Consultores deste Departamento Ministerial.

Para uma abordagem mais direccionada, procedeu-se inicialmente à apresentação dos resultados de desempenho das pequenas, médias e grandes empresas, tendo em atenção os indicadores de Inovação de Produto (Bens e Serviços), Processos, Marketing e Organização Empresarial, todos eles obtidos pela primeira vez, estabelecidos e validados internacionalmente pelo Instituto de Estatística da UNESCO e pela NEPAD e, com isso, propor-se vias de solução atinentes a suprir as lacunas estabelecidas, visando a melhoria do financiamento das empresas do sector produtivo para se estimular o aumento da produtividade e competitividade das empresas, face aos desafios do aumento e diversificação da oferta de produtos, rumo à substituição das importações.

Entre vários aspectos, os participantes debruçaram-se sobre os seguintes aspectos:

  1. Factores que afectam a inovação (Produção de Bens e Serviços; Processos, Marketing e Organização do sector empresarial)
  2. Como melhorar o financiamento, visando estimular o ambiente de inovação e melhorar a competitividade do sector produtivo?
  3. Atendendo que a inovação depende, em grande medida, dos processos de investigação científica, que estratégia adoptar para impulsionar a contribuição das IES, I&D e Empresas que realizam investigação científica no sector produtivo?

Do encontro saíram recomendações que serão submetidas aos órgãos competentes para a Economia Real do nosso País.

No final do encontro, os participantes mostraram-se satisfeitos com a iniciativa, dando nota positiva pelo facto de serem auscultados, pela primeira vez, sobre esta importante matéria por este Departamento Ministerial.

 

MINISTÉRIO DO ENSINO SUPERIOR, CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO, em Luanda, aos 11 de Abril de 2018.

 

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Os Animais Pensam?

A imagem do chimpanzé acima nos lembra, com uma semelhança desconcertante, a famosa escultura do "homem que pensa" de Auguste Rodin. Ela coloca uma questão muito forte aos estudiosos do comportamento animal: será que os animais possuem uma mente? Eles são capazes de ter sentimentos e pensamento? É verdade que alguns dos comportamentos dos animais indicam que eles têm uma espécie de "modelo de mente" interior, ou seja, eles parecem ser guiados por um entendimento de que os seus co-específicos (ou mesmo seres humanos) possuem motivos e estratégias para se comportarem como o fazem? As respostas a tudo isso têm tremendas implicações, que vão da neurofilosofia à zootecnia, do activismo pelos direitos animais à neurogenética evolutiva.

É claro que não devemos agrupar todas as espécies animais num só grupo, ao tentarmos responder estas questões. Praticamente ninguém aceitaria a ideia de que as formas mais inferiores de vida, tais como minhocas ou as moscas, sejam capazes de pensar e exibir consciência, planeamento a longo prazo ou raciocínio abstracto, as marcas fundamentais de uma mente. Nem alguém duvidaria de que os primatas antropóides, como gorilas, orangotangos e chimpanzés (estes últimos, recentemente demonstrados como compartilhando a impressionante percentagem de 98% do seu genoma com os seres humanos) possuam coisas que parecem ser pensamento e cultura. Assim, o Dr. Donald Griffin, Professor Emérito da Universidade Rockefeller e autor de "Animal Thinking", afirma que "a consciência não é uma entidade bem arrumadinha, do tipo tudo-ou-nada. Ela varia com a idade, a cultura, a experiência e o sexo. Se os animais tiverem experiências conscientes, então elas presumivelmente variam amplamente também".

Num artigo anterior sobre a evolução da inteligência humana, argumentei que a inteligência não é uma propriedade única aos seres humanos. A inteligência humana parece ser composta de várias funções neurais correlacionadas e que cooperam entre si, muitas das quais também estão presentes em outros primatas, tais como destreza manual, visão colorida estereoscópica altamente sofisticada e precisa, reconhecimento e uso de símbolos complexos (coisas abstractas que representam outras), memória de longo prazo, etc., De facto, a visão científica corrente é que existem vários graus de complexidade da inteligência presente em mamíferos e que nós compartilhamos com eles muitas das características que previamente pensávamos ser exclusivas do ser humano, tal como linguagem simbólica, que se comprovou também ser possível em antropóides. O estudo da evolução da inteligência humana forneceu evidências de que parece haver uma "massa crítica" de neurónios de ordem a conseguir consciência semelhante à dos humanos, linguagem e cognição, mas que estas propriedades da mente parecem estar já presentes em outras espécies com cérebros altamente desenvolvidos, embora em forma mais primitiva ou reduzida.

O problema é que os seres humanos sabem que outros humanos têm mentes iguais às suas, porque nós podemos compartilhar essas experiências entre nós, através da linguagem simbólica. Outros animais são incapazes de comunicar isso directamente a nós, porque eles não têm linguagem ou introspecção. Entretanto, os estudiosos da comunicação simbólica dos antropóides, tais como os que fizeram experimentos que foram capazes de ensinar orangotangos, gorilas e chimpanzés com a habilidade de usar linguagens artificiais, são rápidos a afirmar que eles têm evidências fortes de que isso é verdade. Experimentos com os chimpanzés Koko e Washoe, e com o gorila Kenzi, demonstraram que eles eram capazes de inventar novas palavras, construir frases abstractas e expressar os seus sentimentos através da Linguagem Americana de Sinais (para surdos-mudos) ou linguagens simbólicas baseadas em computadores.

Muitos experimentos inteligentes foram imaginados com o objectivo de provar que os antropóides realmente parecem ter modelos de mente e que são capazes de representações da realidade bastante sofisticadas. Por exemplo, chimpanzés conseguem localizar rapidamente um objecto oculto num ambiente complexo, quando lhes é mostrado, através de uma maquete miniaturizada, onde eles estão. Na natureza, sabe-se que os chimpanzés são capazes de elaborar roteiros e estratégias complicadas com o objectivo de enganar competidores e obter vantagens, mudar de lado ou atraiçoar-se mutuamente. Sabe-se, inclusive, que eles são capazes de mentir e dissimular, uma qualidade que é a quinta-essência da mente humana, que exige a capacidade de "observar a operação da sua própria mente", e de fazer operações mentais indutivas, dedutivas e abdutivas com base em informação externa. Chimpanzés reconhecem-se a si próprios num espelho, por exemplo, uma proeza de que nenhum outro animal é capaz (como é exemplificado por um pássaro que faz o seu ninho no meu jardim, e que todas as manhãs nos acorda com as suas lutas furiosas contra a sua imagem reflectida nos vidros das janelas...). Assim, podemos dizer que eles são capazes de auto-percepção!

Os antropóides também são bastante aptos quanto à fabricação de ferramentas e ao seu uso para resolver problemas de forma adaptativa, o que evidencia notáveis habilidades mentais, uma capacidade para invenção e criatividade que anteriormente pensava-se ser uma exclusividade do Homo sapiens. Até mesmo o "campo sagrado" da mais poderosa das operações simbólicas mentais, a aritmética e a matemática, parecem não deter mais uma exclusividade humana. Experimentos com macacos rhesus feitos por Herbert Terrace e Elizabeth Brannon demonstraram que os macacos conseguem entender relações ordinais entre os números de 1 a 9.

Inteligência, comunicação, aprendizagem por imitação e consciência são necessários para outra característica única da nossa espécie, a transmissão de conhecimentos culturais. Por exemplo, um grupo de macacos do género Macaca, que habitam há séculos a ilha Koshima, no norte do Japão, adquiriram e preservaram por várias gerações o hábito de lavar batatas doces e arroz na água do mar. O isolamento populacional e cultural levam a uma variedade muito maior de comportamentos. Existem muitas evidências para isso em comportamentos alimentares, de exploração de alimentos, caça e comportamento social em diferentes populações de chimpanzés em África.

Existem muitas consequências para o reconhecimento da existência do que definimos como "pensamento" e "consciência" entre os antropóides e outros animais. A primeira delas é ética, por natureza. Um grupo de direitos animais da Nova Zelândia iniciou um projecto denominado "Grandes Antropóides", que tem por objectivo atribuir a esses animais o status de "conscientes, sencientes e pensantes", desta forma proibindo o seu uso na experimentação animal, encarceramento compulsório (em zoológicos e circos), e assim por diante.

Na minha opinião, eles estão correctos, até certo ponto. Embora isso causaria uma grande redução na investigação sobre muitas doenças, como hepatite, AIDS e outras, as quais aparecem de forma semelhante em primatas humanos e não humanos, fazer experimentos cruéis e matar animais sensíveis e inteligentes como os chimpanzés é problemático do ponto de vista ético, quanto mais sabemos sobre as nossas diversas similaridades.

Talvez o futuro nos mostre novas maneiras de olhar para os cérebros de animais usando técnicas avançadas como o PET e MRI, que nos permitam decidir se eles estão usando circuitos cerebrais semelhantes aos nossos para desempenhar funções cerebrais superiores. A capacidade intelectual humana não surgiu do nada. Nós herdamos, com certeza, uma parte considerável do processamento perceptual e cognitivo de nossos predecessores primatas, de forma que não é nem um pouco surpreendente que os nossos primos mais próximos, os antropóides, os tenham também.

 

Renato M.E. Sabbatini

 

Doutorado em Neurofisiologia

Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, Brasil

Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, Brasil 

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Entrevista: Magnífico Reitor da UKB. "O Financiamento do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação em Angola é Insuficiente"

 

Dados Pessoais

Nome: Albano Vicente Lopes Ferreira

Natural de: Luanda

Formação: Licenciado em Medicina pela Universidade Agostinho Neto, Doutorado em Ciências Fisiológicas pela Universidade Federal do Espírito Santo e Diplomado em Gestão da Ciência, Tecnologia e Inovação pela Universidade de Pinar Del Rio.

Cargos que ocupou anteriormente: Vice-Decano para os Assuntos Científicos da Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto; Vice-Reitor para os Assuntos Científicos da Universidade Agostinho Neto; Director Nacional de Formação Avançada do Ministério do Ensino Superior e da Ciência e Tecnologia da República de Angola.

Cargo Actual: Reitor da Universidade Katyavala Bwila.

 

 

1. Como é que o Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (ESCTI) podem contribuir para a diversificação da nossa economia e consequente desenvolvimento do país? 

O ESCTI pode contribuir para a diversificação da economia por via da formação, da oferta de novos cursos de graduação e pós-graduação, duma maior interacção com todos os sectores da vida nacional nos domínios público e privado, mediante a elaboração de estudos, da prestação de serviços diferenciados, da identificação de problemas que carecem de solução científica e tecnológica e através da inovação.

 

2. Sente-se, enquanto gestor, satisfeito com a visibilidade da Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI) realizada em Angola? Se não, o que julga ser necessário fazer? 

Não. Julgo que é necessária uma maior divulgação dos resultados dos trabalhos produzidos pelos nossos investigadores, principalmente ao nível nacional.

 

3. Qual a sua opinião sobre a actual produção científica dos angolanos? O que se pode fazer para melhorar?

A nossa produção científica ainda é escassa e insuficiente, mas tem aumentado nos últimos anos. Para melhorar, precisamos de engajar cada vez mais pessoas em actividades de investigação, sobretudo os profissionais com maior qualificação académica com responsabilidade nesse domínio, tais como os possuidores de graus de Doutor e Mestre.

 

4. Como acha que está o país em termos de documentos reitores de ESCTI? E quanto à sua aplicação?

Já foram produzidos muitos documentos, uma boa parte deles mantêm-se em vigor e há um empenho na sua actualização e na produção de novos normativos. Quanto à aplicação dos documentos reitores, na maioria das situações, têm faltado instrumentos para a sua operacionalização. É importante ligar as políticas, estratégias e planos de ESCTI à sua execução. Há uma lacuna de execução. Os docentes e investigadores devem, ao seu nível, poder traduzir as directrizes desses documentos em acções práticas e concretas e contribuir retroativamente para a sua melhoria contínua, propondo soluções para ultrapassar todos os constrangimentos do seu exercício quotidiano. Cada docente e investigador deve possuir um plano individual de carreira e o seu desenvolvimento profissional é contínuo e tem que alinhar-se com os planos de desenvolvimento institucional e vice-versa.

 

5. O que pensa do actual estado de recursos humanos em CTI no país? O que se pode fazer para melhorar?

R: Temos escassez de recursos humanos e um número ainda insuficiente de profissionais com elevada qualificação académica, científica e técnica em Instituições de Ensino Superior (IES) e de Desenvolvimento de Investigação (IDI). Para melhorar esse cenário é necessário continuar a investir na formação e ao mesmo tempo evitar a dispersão desses profissionais, concentrando-os e vinculando-os a projectos prioritários e de grande impacto no domínio da CTI. Primeiro, defendo uma estratégia da sua concentração e foco nas IES e IDI, para reforço dos projectos de formação pós-graduada e de CTI, para favorecer, depois, a sua dispersão por outros sectores.

 

6. Qual a sua visão sobre o estado actual do financiamento do ESCTI em Angola? O que pode ser feito para melhorar?

O financiamento do ESCTI em Angola é insuficiente. Tem que ser feito um redimensionamento das necessidades efectivas do sector para corrigir os seus desajustes internos; o recrutamento de novos docentes, investigadores, técnicos e funcionários; a formação a todos os níveis, com destaque para a pós-graduada; a aquisição de equipamentos, meios e insumos para o ensino, para a investigação científica, para o desenvolvimento e para a inovação; a edificação de novas infraestruturas e adequação e recuperação das existentes; a mobilidade académica e a cooperação. A existência de um fundo específico para a investigação científica representará um passo importante para alavancar a investigação científica em Angola. Por outro lado, a habilitação das nossas instituições, de docentes e pesquisadores na captação de financiamento específico para a mobilidade, a formação e a investigação poderão ser uma alternativa complementar ao seu desenvolvimento.

 

7. Julga que existem instrumentos suficientes (por exemplo revistas científicas nacionais, conferências nacionais, etc.) para que os professores e investigadores possam publicar os seus trabalhos? Se não, o que se pode fazer para melhorar?

Não. Mas, a publicação de trabalhos não deve limitar-se a existência de revistas nacionais. Está disponível um leque vasto de revistas estrangeiras e internacionais, indexadas em bases de dados bibliográficos reconhecidas, pelo qual a ciência é avaliada e aferida mundialmente. O nosso desafio é produzir trabalhos com rigor e critério suficientes para serem aceites e publicados nessas revistas. Isso não exclui a possibilidade do desenvolvimento de revistas científicas nacionais que atendam as exigências requeridas para a sua validação e indexação. Isso requer, além do seu registo, um conjunto de pessoas que se dediquem a isso. A cultura da redacção de artigos científicos, da revisão por pares e a sua publicação periódica e regular podem ser alguns passos nesse sentido. Quanto aos eventos científicos, além da promoção de conferências nacionais com participação de autoridades reconhecidas internacionalmente pelo seu trabalho, precisamos de atrair para o país eventos científicos internacionais e outras formas de reunião de massa crítica no domínio da CTI. Torna-se imperiosa a criação de sociedades científicas nacionais especializadas conectadas em rede com a comunidade internacional. Não descuro a possibilidade complementar da disseminação, por via da difusão e divulgação, de conhecimento pertinente, com impacto para a transformação da realidade nacional, por meios mais simples.

 

8. O que pensa da avaliação às instituições de ESCTI e aos respectivos professores e investigadores?

É imperiosa a avaliação às instituições de ESCTI, aos seus professores e aos investigadores como um mecanismo de garantia da sua qualidade e da sua melhoria e aperfeiçoamento contínuo. Essa avaliação deve propiciar a comparabilidade e a harmonização dos critérios de qualidade adoptados pelas nossas instituições com as boas práticas internacionais sobre essa matéria.

 

9. Enquanto investigador(a), quais as suas linhas de investigação?

Enquanto investigador dedico-me ao estudo da função de grandes vasos arteriais e determinantes de risco cardiovascular. Avaliamos a rigidez das artérias de modo indireto, à partir da medição da velocidade da onda de pulso. Também tenho algum interesse relacionado com a pesquisa na área da educação médica e na área da gestão de instituições de ensino superior.

 

10. Enquanto investigador, quais os principais projectos de investigação científica que já realizou, estão em curso ou planeia realizar?

Os principais projectos de investigação científica que realizei foram os da linha de investigação cardiovascular. Montamos um laboratório de investigação cardiovascular no Departamento de Fisiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto e desenvolvemos uma parceria com o Programa de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas do Centro Biomédico da Universidade Federal do Espírito Santo, da qual resultaram publicações e três doutoramentos. Estou a elaborar um projecto de pesquisa que relaciona os factores de risco cardiovascular com comorbidades prevalentes em Angola. Pretendo retomar o estudo da função de grandes vasos arteriais e determinantes de risco cardiovascular, em colaboração com os colegas formados nessa área, agora dispersos por ocupar importantes funções de gestão em diferentes IES do país.

 

11. Como investigador, que avaliação faz da investigação científica no seu ramo?

A investigação científica no ramo da saúde em Angola tem estado a crescer, de acordo com dados de um artigo publicado recentemente  por Sambo & Ferreira em 2015. Dentro do ramo da saúde, também é notável um aumento de artigos publicados da área cardiovascular em Angola, a julgar pelo número crescente de artigos hoje disponíveis e acessíveis, pela busca efectuada em bases de dados bibliográficos. Contudo, o número de artigos publicados sobre as doenças não transmissíveis em Angola, onde incluímos as cardiovasculares, é significativamente inferior do que aqueles cujo objecto principal são as doenças infecciosas, com destaque para a malária e a infecção pelo VIH.

 

12. Tem apresentado à sociedade os resultados da sua investigação científica? Se sim, como?

Os resultados da minha investigação científica e dos meus colaboradores estão disponíveis na literatura e têm tido boa visibilidade internacional. Hoje, podemos acompanhar em bases de dados e portais científicos o número de leituras dos artigos em que somos autores ou co-autores e o número de vezes em que os nossos trabalhos são citados. Não obstante, sinto que é necessário criarmos espaços de divulgação interna mais acessíveis ao nível nacional e traduzir os resultados da nossa investigação científica em linguagem mais simples, com tangência para acções educativas com impacto sobre a saúde das pessoas.

 

13. Na sua óptica, como deve ser a relação entre as Instituições de Investigação Científica, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação e as Instituições de Ensino Superior? Verifica-se esta prática actualmente?

A relação entre as IICDTI e as IES deve ser de complementaridade, reciprocidade e reforço mútuo, principalmente, assente no alinhamento de projectos, programas e linhas de trabalho, na partilha de recursos e na potenciação das respectivas competências e áreas de actuação. Ainda não se verifica essa prática, e onde existir, não é ainda visível ou expressiva.

 

14. Em termos de cooperação científica, como avalia o estado do país e da sua Instituição em particular?

Temos muitos acordos e fazemos um fraco aproveitamento dos existentes, por alguma falta de pragmatismo e pouca dinâmica interna. Isso está ligado à escassez de profissionais nas áreas de suporte à cooperação e à pouca integração dos processos de planeamento e gestão institucionais. Um forte factor limitante para a instituição é também a insuficiência de recursos financeiros para suportar a mobilidade, a partilha de acções de internacionalização e, até mesmo, para a subscrição da participação e integração da Universidade em organizações e redes internacionais. Não obstante, a Universidade Katyavala Bwila (UKB) tem, ainda assim, poucos exemplos de boas práticas de parceria e cooperação, com muito bons resultados, dinamizados por alguns dos seus docentes.

 

15. Que importância atribui aos seguintes conselhos:

1.Conselho Nacional de Ensino Superior

2.Conselho Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação

3.Conselho Superior de Ciência, Tecnologia e Inovação

Penso que todos eles, como órgãos de consulta, devem dar subsídios e contributos específicos ao desenvolvimento do ESCTI e aos programas dos mais variados sectores da vida nacional, assentes no rigor e no profissionalismo, de modo a facilitar a tomada de decisão e a procura de soluções assentes em evidências de carácter técnico e científico. Esses Conselhos não são órgãos de decisão, nem de execução, mas podem contribuir para uma melhor orientação e alinhamento entre esses dois níveis de intervenção, sobretudo no que diz respeito ao ESCTI.

 

16. Que importância atribui à criação da Academia de Ciências de Angola?

Atribuo a criação da Academia de Ciências de Angola grande importância na facilitação e promoção do desenvolvimento da ciência em Angola. Congregará os cientistas nacionais e será um veículo importante para sua inserção em rede e para o estabelecimento de ligações entre pares ao nível africano e mundial. Além de dar visibilidade aos trabalhos produzidos em Angola, a Academia de Ciências de Angola poderá ajudar a integração de projectos de pesquisa nacionais em programas internacionais de apoio e desenvolvimento da ciência.  

 

17. Que conselhos poderá dar aos jovens investigadores?

Aconselho aos jovens investigadores muito empenho, rigor, dinamismo e ambição para fazer com que Angola atinja patamares mais elevados da ciência. 

 

18. Algo mais que gostaria de acrescentar ou recomendar?

Também recomendo a obtenção mais rápida de graus académicos de Mestre e Doutor por jovens investigadores, para incrementar a sua disponibilidade para a produção científica com qualificações mais elevadas: Angola deve ter um número maior de jovens com títulos de Doutoramento.

 

19. Quais os principais objectivos (missão) da instituição que dirige?

A missão da Universidade Katyavala Bwila (UKB) é a de garantir  a qualificação superior dos cidadãos angolanos através do desenvolvimento de actividades de ensino, investigação científica e prestação de serviços à comunidade, promovendo a dignidade da pessoa humana.

 

20. Resumidamente, qual o actual quadro de Recursos Humanos da instituição que dirige?

A UKB tem cerca de 350 funcionários administrativos e técnicos e 281 docentes nacionais em tempo integral dos quais 44 (15,6%) são Doutores, 120 (42,7%) são Mestres e 117 (41,7%) são Licenciados. Persistem ainda alguns desajustes na carreira docente e temos apenas dois funcionários na carreira de investigação científica (estagiários de investigação).

 

21. Resumidamente, quais as principais linhas de investigação da instituição que dirige?

As principais linhas de investigação da UKB estão orientadas para (1) potenciação e desenvolvimento local da comunidade – o caso do Egito Praia; (2) estudo da arqueologia e história de Benguela; (3) desenvolvimento curricular e inovação educativa; (4) caracterização da educação pré-escolar em Angola; (5) epistemologia e ética do direito – a prática jurídica; (6) estudo da anemia por células falsiformes e aconselhameto genético; (7) estudo das doenças infecciosas e parasitárias na comunidade,… apenas para citar algumas.

 

22.  Em relação à instituição que dirige, resumidamente, quais os principais projectos de investigação científica que realizou, estão em curso ou planeia realizar?

As linhas de investigação indicadas acima têm projectos em curso e uma parte delas está ligada aos mestrados iniciados na área das Ciências da Educação. O projecto de estudo da anemia falciforme e aconselhamento genético já produziu os primeiros resultados.

 

23. Resumidamente, quais as principais dificuldades na gestão da instituição que dirige?

As principais dificuldades na gestão da instituição são de ordem financeira, infraestrutural e de provimento de recursos humanos, meios, equipamentos e consumíveis para apoio ao ensino e a investigação. Também há ainda uma cultura docente pouco orientada para a investigação científica.

 

Contactos da Instituição:

Telefone: +244 222 321 619

E-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Portal: www.ukb.ed.ao

 

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Angola Participa no Iº Simpósio Científico SASSCAL

  • Publicado em Eventos

NOTA DE IMPRENSA



ANGOLA PARTICIPA NO Iº SIMPÓSIO CIENTÍFICO SASSCAL SOB O LEMA: “DIPLOMACIA CIENTÍFICA NO APOIO AS ACÇÕES NA SADC SOBRE AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS”


O  Centro da África Austral para Ciências e Serviços para Adaptação as Alterações Climáticas e Gestão Sustentável dos Solos  (SASSCAL), iniciativa que envolve Angola, Alemanha, África do Sul, Botswana, Namíbia e Zâmbia, realiza de 16 a 19 de Abril de 2018, em Lusaka, República da Zâmbia, o Iº Simpósio Científico SASSCAL sob o Lema: “Diplomacia Científica no Apoio às Acções na SADC sobre as Alterações Climáticas” para apresentação dos resultados das investigações científicas realizadas no período 2013 – 2017.

Coordenado em Angola pelo Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), o SASSCAL financiou em Angola, através do Governo Alemão, treze (13) projectos de investigação científica  enquadrados nas áreas relacionadas com o clima, água, agricultura, florestas e biodiversidade.

O Simpósio Científico SASSCAL, contará com a participação da comunidade científica, decisores políticos, gestores, associações sócio profissionais e estudantes provenientes de diferentes latitudes.
Angola participa deste Iº Simpósio Científico com uma delegação liderada pelo Secretário de Estado para Ciência, Tecnologia e Inovação do MESCTI e Membro do Conselho Científico da SASSCAL, Prof. Doutor Domingos da Silva Neto. Compõe a delegação angolana que participa neste Simpósio: o Prof. Doutor Cristóvão Simões - Magnífico Reitor da Universidade José Eduardo dos Santos, o Dr. Nascimento da Costa Alexandre Soares - Director Nacional de Biodiversidade do Ministério do Ambiente, o Prof. Doutor António Alcochete - Director Nacional de Ciência e Investigação Científica do MESCTI, Dr. Chipilica Barbosa - Director Nacional do SASSCAL, o Prof. Doutor Gabriel Luís Miguel – Director Geral do Centro Tecnológico Nacional do MESCTI e Administrador do SASSCAL e investigadores científicos das Universidades Agostinho Neto, José Eduardo dos Santos, ISCED Huíla, Instituto Superior Politécnico Tundavala e do Centro Nacional de Investigação Científica.

GABINETE DE COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL E IMPRENSA DO MINISTÉRIO DO ENSINO SUPERIOR, CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO, em Luanda, a 13 de Abril de 2018.

A DIRECTORA

ANTÓNIA DJAMILA FIRMINO DE LIMA

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Bolsas de Pós-Graduação para Estudantes dos PALOP e de Timor Leste

Com o objectivo de estimular a investigação e a valorização dos recursos humanos, a Fundação Gulbenkian, no quadro do Serviço de Bolsas Gulbenkian, está atribuir bolsas de pós-graduação a estudantes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e de Timor Leste, que nestes países exerçam a sua actividade e que pretendam prosseguir e actualizar os seus conhecimentos.


Duração

As bolsas serão atribuídas por períodos de 12 (doze) meses no 1.º ano curricular, seguindo-se, caso o bolseiro esteja em condições de renovação, um período máximo de 3 (três) meses em Portugal em cada ano lectivo subsequente, até uma duração máxima de 2 (dois) anos para o Mestrado e 4 (quatro) anos para o programa Doutoral. A duração máxima referida terá em linha de conta os números de anos já realizados em termos de formação para o grau a que é apresentada a candidatura à bolsa.


Condições de elegibilidade

  • As bolsas de investigação de pós-graduação são destinadas a estudantes dos PALOP e Timor Leste;
  • A idade limite para apresentação das candidaturas à bolsa de estudo é de 45 anos;
  • Só são aceites candidaturas online;
  • Não são consideradas candidaturas para Mestrado Integrado e Licenciatura incompleta à data do concurso.


A Fundação Gulbenkian reserva-se o direito de fixar, em cada ano, o número de bolsas a atribuir e de limitar a respectiva concessão a determinadas áreas de formação. No caso de 2018 as áreas de formação a serem abrangidas são as seguintes:

  • Língua Portuguesa
  • Engenharias
  • Ciências Exatas


Notas:
Os documentos a anexar à candidatura devem ser em formato PDF ou JPG (até 4 MB)

  • Os bolseiros serão seleccionados através de concurso e a selecção dos candidatos é realizada com base em pareceres de consultores externos. A decisão tomada não é susceptível de recurso.
  • O concurso termina impreterivelmente no dia 30 de Abril de 2018 às 18:00.


Para mais informações sobre os procedimentos de candidatura, consulte: https://gulbenkian.pt/grant/pos-graduacao-palop-timor-leste/


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