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SASSCAL: uma parceria pelo ambiente

O director do Centro Tecnológico Nacional (CTN), do Ministério da Ciência e Tecnologia, Gabriel Luís Miguel revelou que em Angola estão em estudo pelo menos 13 projectos de protecção ambiental, à luz da cooperação científica e tecnológica com a Alemanha, no âmbito do SASSCAL (Centro da África Austral para Ciências e Serviços para Adaptação às Alterações Climáticas e Uso Sustentável dos Solos).

O desafio é regional e Angola é parceira nesta iniciativa global que envolve outros países africanos da região austral  como África do Sul, o Botswana, a Namíbia, e a Zâmbia. Estão no total, 64 projectos em estudo, todos eles ligados a áreas como águas, agricultura, floresta, biodiversidade e desenvolvimento de capacidades.

Dentre os projectos desenvolvidos por pesquisadores angolanos, dá-se algum destaque aos do “desenvolvimento das condições de observação meteorológica no sudoeste de Angola – na província do Namibe e nas encostas da Serra da Chela”, e a “Instalação de uma bacia experimental no rio Giraul”, na mesma província.

No domínio da floresta, trabalha-se na “Monitorização do desmatamento na província do Huambo, com o uso de tecnologias de detecção e sistemas de informações geográficos”.

"Para agricultura, estão-se agora a monitorar os ecossistemas agrícolas, respeitantes aos efeitos das alterações climáticas, como a degradação dos solos, a questão das pragas, bem como o sistema de gestão da fertilidade do solo, integrando o uso racional de adubos e biofertilizantes agrícolas.

Para a biodiversidade, estão projectos como “Avaliações de plantas e vegetação na região e elaboração de bases de dados regionais de vegetação e mapas de vegetação”, “Inventário de invertebrados costeiros e de água doce e pequenos vertebrados” e a “Conservação da biodiversidade animal – inventários monitorização e avaliação”.

O valor total desta primeira fase, iniciada em 2009, e com o termo previsto para Agosto de 2015, é de 16 milhões, 825 mil, 352 euros e 94 cêntimos, dos quais Angola já beneficiou de dois milhões, 623 mil, 44 euros e 31 cêntimos.

Nos 13 projectos de Angola estão envolvidos 83 investigadores, 63 dos quais, angolanos.

De 2013 a 2014, os fundos foram, com pessoal (200.000 euros), com investimentos, mais de 300.000 euros, consumíveis, perto de 25.000 euros, serviços, cerca de 10.000 euros e com transportes foram gastos 100. 000 euros. Só em 2014, os investimentos foram de 350. 000 euros.

Dentro dos projectos do SASSCAL, Angola beneficiou, ainda, de 10 estações meteorológicas automáticas, que estão instaladas nas províncias do Uíge (Damba),  de Malanje (Cacuso), do Huambo (Chianga), do Cuanza Sul (Catofe), do Cuanza Norte (Alto Dondo), da Huíla (Gambos), de Benguela, do Moxico (Luau), da Lunda Sul (Muconda) e do Cuando Cubango (Cuito Cuanaval).

Presente em Angola desde 2013, com programas voltados para a agricultura, o clima, a água, florestas, biodiversidade e formação, o SASSCAL tem a sua sede na província do Huambo.

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Há mais de 268.000 toneladas de plástico a boiar nos oceanos

Uma garrafa de plástico enterrada na areia da praia, que surge na maré baixa, pode servir como uma imagem simbólica do lixo esquecido nos oceanos. Mas não mostra a verdadeira dimensão deste problema ambiental. Uma equipa de investigadores serviu-se de centenas de medições nos oceanos e de um modelo de distribuição marinha do plástico, e calculou que existem 5,25 milhões de milhões de pedaços de plástico de diferentes dimensões a boiar na Terra. Segundo escreve O Público, ao todo, este lixo deverá pesar cerca de 288.940 toneladas, segundo um estudo publicado na quarta-feira na revista PLOS ONE.

Os plásticos acumulados nos oceanos têm várias consequências ambientais. Os peixes, os mamíferos e outros animais marinhos podem confundir os pedaços de plástico com alimentos e acabam sufocados ao tentarem comê-los. As redes de pesca podem prender e ameaçar a vida de mamíferos, aves e tartarugas, assim como de animais que vivem no leito do oceano.

Por outro lado, os plásticos que se vão acumulando no mar são uma fonte de substâncias químicas tóxicas que podem matar a fauna marinha. As substâncias que compõem o plástico acumulam-se ainda nos tecidos dos animais que os consomem e são assim transferidas na cadeia trófica, de predador em predador, até chegarem aos humanos.

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