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Países Africanos Chamados a Investir Seriamente na Investigação Científica

 

Durante a Conferência Inaugural de Investigação, Inovação e Desenvolvimento de África (ACRID 2017), realizada de 20 a 21 de Junho de 2017, organizada pela Universidade do Zimbábue em parceria com a Aliança Europeia para a Inovação, académicos reuniram e abordaram a temática sobre a falta de investimento na Investigação Científica a nível dos países Africanos, exortando-os a investir mais em investigação e inovação para o apoio ao desenvolvimento do continente.

Na Cimeira dos Chefes de Estado da União Africana, realizada em 2006, foi lançado o desafio aos Governos em África de alocar pelo menos 1% do seu Produto Interno Bruto para a investigação e desenvolvimento, sendo a África do Sul o único país perto da meta.

 

Partilha de Ideias

O Vice-chanceler da Universidade do Zimbábue, Professor Levi Nyagura, frisou que a ideia de organizar a conferência sobre o tema "Movendo a África para o Futuro Através da Engenharia, Tecnologia e Inovação" foi reunir académicos e investigadores para encontrar soluções para os problemas do continente. "Este é um veículo conveniente através do qual os melhores cérebros podem mostrar as suas propostas de investigação e impulsionar a inovação em benefício do Zimbábue e além, reunindo académicos de todas as instituições de Ensino Superior no Zimbábue e em toda a África", disse o Professor.

 

Cooperação na Investigação

O Professor Paul Mapfumo, do Departamento de Ciência do Solo e Engenharia Agrícola da Universidade do Zimbábue, abordou a importância da cooperação na investigação local, regional e internacional para a África. Referiu que entre os desafios enfrentados pelos investigadores em África estão as questões de relevância ou aplicabilidade do seu trabalho, a falta de financiamento e a falta de um ambiente favorável, uma vez que a investigação ainda é de baixa prioridade política em África”. Outro problema é a "falta de financiamento interno na investigação" e a "inconsistente configuração da agenda", disse Mapfumo. Durante a conferência, fez ainda um apelo a uma maior coordenação da ciência, da tecnologia e da inovação, e ressaltou a importância do reconhecimento da cooperação em investigação em África, bem como em todo mundo.

Foi igualmente debatido a necessidade de se desenvolver um novo manual para o desenvolvimento de África, que estabelecesse um novo contexto para a cooperação em investigação científica e seus benefícios associados. Para o Professor Paul Mapfumo "um realinhamento das linhas de investigação e desenvolvimento de África é urgente para a ciência, a engenharia, a tecnologia e para a inovação, com vista a oferecer benefícios industriais, empresariais e sociais significativos".

Na abertura da Conferência, o Secretário Permanente do Zimbábue do Ministério do Ensino Superior e Terciário, Ciência e Desenvolvimento Tecnológico, Professor Francis Gudyanga, apresentou algumas vantagens comparativas que África possui para o investimento, como: minerais e materiais, água doce, luz solar, biodiversidade, baixa densidade humana e população maioritariamente jovem. Afirmou ainda que "embora África esteja realmente livre do colonialismo convencional, a pobreza, a fome, a doença e as guerras civis ainda são comuns. Apesar dos seus enormes recursos naturais, a África Subsaariana, em particular, não conseguiu aproveitar adequadamente as suas dotações para o seu desenvolvimento sustentável. O fracasso da África Subsaariana no aproveitamento dos seus recursos naturais é atribuível à falta de massa crítica requerida de capital humano com conhecimentos e habilidades adequadas, tecnologia, infra-estrutura para inovação e empreendedorismo e incentivos para inovar ", disse Gudyanga.

 

Corrupção como Obstáculo para o Desenvolvimento

A corrupção foi uma questão levantada como sendo um dos factores para o fraco investimento na investigação científica a nível de África. O engenheiro Martin Manuhwa, Vice-presidente da Federação Mundial de Organizações de Engenharia e Presidente do Comité de Combate à Corrupção, apresentou um documento, em conjunto com Neill Stansbury, do Centro de Combate à Corrupção da Infra-estrutura Global, no qual identificaram a corrupção como um dos maiores obstáculos ao desenvolvimento em África. Foi dito pelos mesmos que os fundos dos projectos de investigação estavam a ser desviados para funcionários corruptos, financiadores, contratados, consultores, fornecedores e agentes, sob justificação de que havia uma escassez de estradas, escolas e hospitais, etc.

Para concluir a conferência, o cientista zimbabueano, o Professor Christopher Chetsanga, frisou que África precisa avançar com rapidez, abraçando a sociedade do conhecimento e aproveitando a ciência e a tecnologia em sua agenda de industrialização. 

 

Autor: Kudzai Mashininga 

Fonte: http://www.universityworldnews.com/article.php?story=20170706121610832

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Foi Lançado o Angosat-1, o Primeiro Satélite de Comunicações de Angola

 

O primeiro satélite de comunicações de Angola, denominado Angosat-1, foi ontem lançado de Baikonur, Cazaquistão. Em Junho de 2009, o Governo de Angola acordou com a Rússia (RKK Energiya) a construção e lançamento do Angosat-1. Depois de estudos preliminares, a implementação do projecto iniciou em Dezembro de 2012.

O Angosat-1, construído na Rússia, irá permitir serviços de telecomunicações em zonas remotas, incluindo serviços de televisão por satélite, serviços de telefonia móvel, serviços de Internet, etc. Foi projectado para uma vida útil de 15 anos, possui antenas que permitirão comunicações por todo o continente africano e custou aproximadamente 300 milhões de dólares americanos.

Do ponto de vista técnico, o Angosat-1 possui uma massa de aproximadamente 1647 kg, irá operar nas bandas de frequência C e Ku, sendo que o número de repetidores é de 16 na banda C e 6 na banda Ku. Por outro lado, o Angosat-1 é um satélite geoestacionário, ou seja, orbita a cima do equador seguindo a direcção de rotação da terra. Este facto faz com que quando o satélite é visualizado da terra pareça estar parado, o que vai permitir que as antenas em terra possam estar paradas apontando apenas para um ponto fixo no espaço (o satélite). Adicionalmente, o satélite está equipado com thrusters (jatos de gás) que são usados para manobrar o satélite de forma a manter-se na sua órbita. Está ainda equipado com painéis solares.

O centro de controlo do Angosat-1 está localizado em cacuaco, na província de Luanda, considerando que na zona escolhida a interferência electromagnética é baixa. O centro possui além das antenas, geradores, transformadores de potência e estação de tratamento de água.

Finalmente, foram formados vários técnicos angolanos que darão suporte ao projecto.

 

Clique nos seguintes links para ver os vídeos relacionados com o transporte e lançamento do Angosat-1.

https://youtu.be/nGu4kRgrR88

https://www.youtube.com/watch?v=bBT3IshjEtA

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MESCTI "Recupera" Literatura Científica de Portugal

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), na legislatura anterior, a partir do então Ministério da Ciência e Tecnologia no cumprimento da sua missão (Plano Nacional de Desenvolvimento 2013-2017), “recuperou” de Portugal 201 exemplares de literatura científica sobre Angola (revistas, livros, relatórios, comunicações, memórias, trabalhos, artigos,  boletins, teses de Doutoramento, dissertações de Mestrado, cadernos, etc.), essencialmente produzida antes de 1975 e sobretudo sobre o sector da agricultura.

Assim que esteja disponível, o MESCTI dará a conhecer à comunidade científica como aceder a este material.

Para aceder à lista da literatura científica recuperada clique aqui.

 

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MESCTI Realizou Conselho Nacional do Ensino Superior e Conselho Nacional de Ciência Tecnologia e Inovação

 

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) realizou no Hotel de Convenções de Talatona em Luanda, nos dias 11 e 12 de Dezembro, o Conselho Nacional do Ensino Superior (CNES) e o Conselho Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), respectivamente.

De acordo com o Estatuto Orgânico do MESCTI, o CNES é o órgão de consulta da Ministra para análise das principais questões relativas ao desenvolvimento do ensino superior. Por sua vez, o CNCTI é o órgão multidisciplinar e multissectorial de consulta da Ministra, para análise das políticas e programas de fomento e promoção de investigação científica, desenvolvimento tecnológico e inovação.

Os Conselhos realizados contaram com a participação dos Magníficos Reitores, dos Directores Gerais e Gestores das diferentes instituições de ensino superior e de investigação científica públicas e privadas, bem como com quadros do MESCTI e outros distintos convidados.

O CNES teve a seguinte ordem de trabalho: 

  • Quadro actual de desenvolvimento das Instituições de Ensino Superior;
  • Avaliação dos Docentes e Investigadores: Experiencia da Faculdade de Engenharia da Universidade Agostinho Neto;
  • Rankings das Instituições de Ensino Superior;
  • Reformulação das Regiões Académicas;
  • Ingresso no Ensino Superior.

O CNCTI teve como pontos da agenda os seguintes: 

  • Quadro actual do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação:

- Ponto de Situação da CTI em Angola;

- Resultados do IIº Inquérito Nacional da CTI.

  • Avaliação das Instituições de Investigação Cientifica, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação e seus Actores;
  • Estratégia de Divulgação da Ciência.

Após cada apresentação ocorreu um debate extremamente interessante, tendo o MESCTI tomado nota das várias preocupações/recomendações apresentadas. 

 

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Angola Participa na 3ª Edição do Fórum de Ciência da África do Sul

A República Sul Africana realizará nos dias 7 e 8 de Dezembro, a 3ª Edição do Fórum de Ciência 2017, que ocorrerá no Centro Internacional de Convenções, em Pretória, África do Sul. Com base no sucesso dos dois primeiros Fóruns, ocorridos em Dezembro de 2015 e 2016, esta edição permitirá um debate público, dinâmico e robusto sobre a interface entre a ciência e a sociedade.

O programa de dois dias reunirá investigadores, funcionários do governo, líderes da indústria, estudantes e representantes da sociedade civil, não só da África do Sul e do resto do continente africano, mas também de outros parceiros internacionais. Angola terá a sua participação no 1º Painel do Fórum com o tema “Reforçar a investigação e a inovação - o papel do governo e das organizações internacionais de Investigação” pela Ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Bragança Sambo (na quinta-feira, 7 de Dezembro de 2017).

O programa abordará uma variedade de temas relacionados com a ciência, com foco especial na cooperação Pan-africana e na inovação para o desenvolvimento inclusivo, bem como tópicos que dizem respeito aos desafios face aos desequilíbrios do género na ciência, à promoção da integridade da investigação e ao desenvolvimento da próxima geração de trabalhos de conhecimento. O Fórum também incluirá uma exposição, que demonstrará a excelência na ciência, bem como oportunidades para parcerias globais.

Mais informações sobre o Fórum estão disponíveis em: www.sfsa.co.za

 

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