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Fumar Aumenta a Sensibilidade ao Stress

Sugere-se, geralmente, que a falta de nicotina produz stress, sendo que o uso do cigarro relaxa. Porém, um estudo realizado por investigadores do Laboratório de Neurociências Paris-Seine (CNRS/Inserm/UPMC) e do Instituto de Farmacologia Molecular e Celular (CNRS/Université de Nice Sophia Antipolis) concluiu que a exposição à nicotina aumenta a sensibilidade ao stress, contrariando a ideia popular da sensação de relaxamento transmitida pelo uso do cigarro. Usando dados comportamentais e electrofisiológicos, os investigadores avaliaram o impacto do stress social em ratos, bloqueando ou activando certos agentes moleculares: receptores de acetilcolina nicotínica. O estudo demonstrou que os sinais de stress social em ratos são suprimidos no primeiro caso (de bloqueio), mas aumentados no segundo caso (de activação), o que indica que esses receptores estão envolvidos nas vias fisiológicas, induzindo os efeitos do stress

Os investigadores também demonstraram que um rato exposto a agressão por um congénere mostra sinais de stress apenas no caso de ter sido exposto à nicotina de antemão. Este estudo, publicado no dia 25 de Julho na Revista Molecular Psychiatry, questiona o papel desses receptores de acetilcolina nicotínicos como elementos de controlo de stress. No futuro, os investigadores tentarão perceber se este estudo é generalizável a todos os transtornos de humor e se esses resultados podem ser aplicados aos humanos.

 

Mais informação, consulte: http://www.cnrs.fr/insb/recherche/parutions/articles2017/p-faure.html

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Malária: Mosquitos Transmissores Podem Agora Ser Identificados Mais Facilmente

Esta é a conclusão de um estudo desenvolvido por investigadores franceses do Institut Pasteur, do CNRS (Centre National de la Recherche Scientifique, França) e do IRD (Institut de Recherche pour le Developpement),  em colaboração com investigadores africanos e americanos, que identificaram um marcador genético que permite distinguir, na natureza, os mosquitos transmissores da malária. O estudo foi publicado na revista eLife no dia 23 Junho de 2017. 

Baptizado com o nome de “inversion 2La”, o marcador genético corresponde a uma variação genética naturalmente prevalente associada ao mosquito Anopheles gambiae, o principal vector da malária em África. 

A malária, doença infecciosa causada por parasitas unicelulares do género Plasmodium, ainda continua a ser uma das principais  causas de morte no mundo. E de acordo com as últimas estimativas da OMS (Dezembro de 2016), 212 milhões de casos de malária e 429 000 mortes foram relatadas em 2015. Quase metade da população mundial está em risco de contrair a doença, e a maioria dos casos ocorrem na África subsaariana.

Neste estudo, os investigadores verificaram que os mosquitos potencialmente transmissores da malária passam mais tempo no exterior, ao passo que os não transmissores passam mais tempo no interior das residências. 

Com esta descoberta, os investigadores consideram estar aberto o caminho para o estabelecimento de uma estratégia de luta contra os mosquitos residentes no exterior das residências, os principais transmissores da malária.

 

Mais informações: http://www2.cnrs.fr/presse/communique/5123.htm

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