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Luanda acolhe pela 1ª vez Conselho de Administração do SASSCAL

 

REPÚBLICA DE ANGOLA

MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA 

NOTA DE IMPRENSA 

REALIZAÇÃO DA 4ª REUNIÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DO CENTRO DA ÁFRICA AUSTRAL PARA CIÊNCIA E SERVIÇOS PARA ADPTAÇÃO AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS E GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS SOLOS (SASSCAL) E COMEMORAÇÃO DO DIA DO SASSCAL EM ANGOLA 

O Ministério da Ciência e Tecnologia da República de Angola (MINCT) coordena em Angola a iniciativa da criação do Centro da África Austral para Ciências e Serviços para Adaptação as Alterações Climáticas e Gestão Sustentável dos Solos (SASSCAL).

Fazem parte desta iniciativa cinco países Africanos, nomeadamente: Angola, África do Sul, Botswana, Namíbia e Zâmbia e um europeu, a República Federal da Alemanha, promotora da referida iniciativa.

O objectivo principal do Centro da África Austral para Ciência e Serviços para Adaptação as Alterações Climáticas e Gestão Sustentável dos Solos (SASSCAL), consiste em unir cientistas dos diferentes países e com base na Ciência e Tecnologia estudar os diferentes fenómenos relacionados com as alterações climáticas e proporcionar informação que ajudem no aconselhamento e tomada de decisões.

Cerca de cento e cinquenta instituições de investigação científica, desenvolvimento tecnológico e inovação de países Africanos fazem parte da rede SASSCAL.

Para Angola o SASSCAL está a apoiar financeiramente desde o final de 2013, treze projectos de investigação científica nas áreas do clima, água, agricultura, floresta, biodiversidade e capacitação de recursos humanos.

As universidades Agostinho Neto, José Eduardo dos Santos, bem como os Instituto Superior de Ciências de Educação da Huíla, Instituto Superior Politécnico da Tundavala e o Centro Nacional de Investigação Científica, fazem parte do leque de instituições cujos projectos estão a merecer nesta primeira fase o referido apoio financeiro.

A República de Angola beneficiou neste ano de 2014, igualmente da aquisição e instalação de dez estações meteorológicas automáticas, em dez das províncias do território Nacional (Uíge, Malanje, Huambo, Kwanza Sul, Kwanza Norte, Huíla, Benguela, Moxico, Lunda Sul e Cuando Cubango)  que estão inseridas na rede meteorológica nacional e emitem dados dos principais parâmetros do clima (precipitação, temperatura do ar e do solo, humidade relativa, direcção dos ventos, pressão atmosférica entre outros) em tempo real.

Os países Africanos parceiros na iniciativa SASSCAL, tem igualmente a responsabilidade na contribuição financeira do referido Centro.Com sede na Namíbia, cada um dos países parceiros da iniciativa SASSCAL possui um Nó Nacional, o Nó para a República de Angola, esta a funcionar na Província do Huambo e tem a Universidade José Eduardo dos Santos, como a Agência Executora, definida no SASSCAL, como a Instituição que tem a responsabilidade na gestão dos fluxos financeiros no âmbito do SASSCAL em Angola.

No dia 21 de Outubro de 2014, o SASSCAL realizará a sua 4ª reunião do Conselho de Administração em Luanda, no Hotel esquina, sessão reservada apenas para os membros do referido Conselho.

No dia 22 de Outubro de 2014, realizar-se-á na cidade do Dondo, Província do Kwanza Norte as Primeiras jornadas de portas abertas do SASSCAL, actividade para comemorar o dia do SASSCAL em Angola e onde serão apresentados os resultados preliminares das investigações científicas realizadas durante cerca de um ano, no âmbito do SASSCAL e se proceder-se-á a entrega oficial das Estações Meteorológicas Automáticas.

 

 

MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA, em Luanda, aos 16 de Outubro de 2014. -

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A Cidade do Dondo vai ganhar dentro de dias estação meteorológica automática

Trata-se de uma empreitada concluída pelo Governo Federal da Alemanha, no âmbito do Centro da África Austral para Ciência e Serviços para as Alterações Climáticas e Gestão Sustentável dos Solos (SASSCAL).

Com esta solução tecnológica estarão criadas as condições para as autoridades competentes e não só poderem ter, em tempo real, através site do SASSCAL Angola, informações fidedignas, fornecidas a partir desta região do país, sobre os comportamentos meteorológicos, tais como a temperatura do ar, a humidade relativa, a temperatura dos solos, a direcção e a velocidade do vento e a radiação solar global.

Falando sobre o assunto, o Director do Centro Tecnológico Nacional do Ministério da Ciência e Tecnologia disse tratar-se de um grande ganho para o país. “Parece pouco, mas não imagina o que é podermos ter todas estas informações em tempo real através da internet”, considerou.

Explicou que “toda a informação recolhida por estes equipamentos é canalizada a memória do sistema, o qual, com base nos valores instantâneos determina, as médias horárias dos elementos climáticos medidos. Estes dados ficam armazenados na memória o até serem exportados”.

A estação meteorológica automática, é uma estação que possibilita a recolha dos dados meteorológicos de uma forma automatizada, segundo um passo de tempo estabelecido. Este sistema é composto por um conjunto de sensores, os quais medem, instante a instante, os vários elementos climáticos.

A entrega das estação meteorológica  automática do Alto Dondo, município de Cambambe, Cuanza-Norte será feita pela Embaixada da Alemanha em Angola ao Ministério da Ciência e Tecnologia, através dos seus representantes. 

Na mesma ocasião será realizada um mesa redonda em Cambambe, na qual serão apresentados trabalhos científicos realizados por investigadores angolanos, dentre os quais se destacam “a Interligação das estações meteorológicas INAMET e SASSCAL, Rede Meteorológica Nacional”, por Domingos Nascimento, Director  Geral do INAMET e “Processo de Instalação e funcionamento das Estações Meteorológicas Automáticas adquiridas no âmbito do SASSCAL”, por Rui Lopes da INOVA.   

Outros temas:

Avaliações de plantas e vegetação na região e elaboração de bases de dados regionais de vegetação e mapas de vegetação”, pela Professora Fernanda Lage, do  Instituto Superior de Ciências de Educação da Huíla;

Inventário de invertebrados costeiros e de água doce e pequenos vertebrados”, pela Professora Carmem Van-Dúnem da Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto;

“Estudo do impacte de terra nos recursos hídricos (cursos de água, rios e lagos) no leste, sul de Angola e fronteiriços”, pelo Professor Lopes Baptista, da Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto;

“Instalação de uma Bacia Experimental no Rio Giraul  , província do Namíbe”, pelo Professor Amândio Teixeira Pinto do Instituto Superior Politécnico Tundavala;

“Vários mapas de risco geológico-geofísicos e trabalhos de avaliação de riscos de médio e grande porte – Região de Luanda”, pelo Mestre Gabriela Pires, da Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto;

“Desenvolvimento das Condições de observação meteorológica no  Sudoeste de Angola,  Província do Namibe e encostas da Serra da Chela”, pelo Professor Carlos Ribeiro,  do Instituto Superior Politécnico Tundavala;

Monitoramento do desmatamento na província de Huambo 2002-2012 utilizando tecnologias de detecção e sistemas de informações geográficas”, pela Professora Virgínia Quartin da Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade José Eduardo dos Santos;

O efeito das alterações climáticas na época de sementeira das principais culturas alimentares em Angola”, pelo Professor David Kiala, da Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade José Eduardo dos Santos;

Monitoramento  dos ecossistemas agrícolas no que diz respeito aos efeitos das alterações climáticas (degradação do solo, fenologia da planta e pragas)”, pelo Professor  João Carlos Ferreira, da Centro Nacional de Investigação Científica – CNIC (MINCT);

Sistema de gestão da fertilidade do solo, integrando o uso racional de adubos e bio fertilizantes agrícolas”, pelo Professor Ginhas Alexandre Manuel, da Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade José Eduardo dos Santos.

 

  Alexandre Cose

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