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Faculdade de Engenharia da UAN realiza 2ª Conferência de Engenharia e Arquitectura

  • Publicado em Eventos

A Faculdade de Engenharia da Universidade Agostinho Neto realizará nos dias 24, 25 e 26 de Outubro de 2018, no Anfiteatro do Departamento de Arquitectura, sito na Avenida Ho Chi Minh, em Luanda, a sua 2ª Conferência de Engenharia e Arquitectura (CEAFE).

 

Objectivos

  • Tornar público todos os resultados da Produção Científica desenvolvida pelos docentes e estudantes dos cursos da Faculdade de Engenharia da Universidade Agostinho Neto que contribua para a solução dos problemas da sociedade, para partilha e incentivo à cultura da investigação científica e do conhecimento.
  • Proporcionar um espaço para que docentes, investigadores e técnicos de outras instituições do país possam apresentar trabalhos técnicos e/ou científicos que desenvolvam nessas instituições.
  • Facilitar um melhor enquadramento dos finalistas no mercado de trabalho.

 

Público-alvo

A conferência destina-se a professores e estudantes da Faculdade de Engenharia, assim como a docentes, investigadores e técnicos de outras instituições do país. Está também aberta ao público em geral, preferencialmente, representantes de Instituições de Ensino Superior, de Instituições Públicas de Investigação Científica, de Empresas e de Governos provinciais.

 

Inscrições

Todos os participantes (autores e público em geral) deverão inscrever-se, preenchendo e enviando a respectiva Ficha de Inscrição para Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. , de acordo com os seguintes prazos:

Autores: até 30 de Julho de 2018

Público em geral: até 2 de Outubro de 2018

 

Para mais informações consulte:

 

Degradação Química dos Solos da Funda

 

A comuna da Funda pertence ao município de Cacuaco, província de Luanda. Esta comuna é essencialmente habitada por agricultores que cultivam diversos produtos agrícolas, sobretudo hortaliças, raízes e tubérculos e frutos. A maior parte destes produtos são comercializados na sede do município e na cidade de Luanda. Em virtude dos condicionalismos climáticos, resultantes da escassez de chuvas e elevados índices de variabilidade na sua distribuição a prática da irrigação é fundamental para garantir a produção agrícola em regiões tropicais de clima quente e seco, como é o caso da Funda Prédio. 

Na agricultura irrigada, a qualidade da água deve ser analisada antes do início do cultivo, pois os sais nela dissolvidos, mesmo estando em baixas concentrações, podem ser incorporados ao solo, tornando-o salino em poucos anos e consequentemente provocarem a degradação química dos solos (Medeiros e Gheyi, 1994). 

Outro factor que também pode contribuir na degradação química dos solos da Funda é a aplicação excessiva de fertilizantes. O Solo Barro negro, predominante na Funda Prédio, apresenta alta fertilidade e, não requer de aplicações adicionais de adubos, salvo se a análise química do solo justifique a sua aplicação. A adição desmedida de fertilizantes, para além de elevar os custos da produção e afectar o meio ambiente, pode acidificar o solo. Por outro lado, o uso de fertilizantes com elevado índice salino tais como a ureia e os nitratos, muito utilizados pelos agricultores da região da Funda, promovem um incremento da pressão osmótica na solução do solo, prejudicando o desenvolvimento das culturas. O presente trabalho foi realizado com o objectivo de avaliar a degradação química do solo Barro negro da zona da Funda Prédio.  

As investigações decorreram entre os meses de Setembro a Dezembro de 2015, na comuna da Funda, muito concretamente na Funda Prédio sob as coordenadas 0,8º 49'01.0'' S, 13º 30'25.9'' E. O clima foi classificado por Köppen, como sendo do tipo BSh (clima seco, de estepe, muito quente). As precipitações são escassas, com uma média anual que varia entre 350 a 400 mm. A temperatura média anual está compreendida entre 24ºC e 26ºC. 

As amostras de água foram recolhidas na Vala da Espanha, utilizando duas garrafas de plástico de 1.5 litros. Nas amostras de água determinou-se a relação de adsorção do sódio (RAS, mg/l) e a condutividade eléctrica (CEa, dS/m). Os valores médios destes parâmetros foram interpretados mediante a metodologia proposta por Richards (1954) (CEa, C1 a C4; RAS, S1 a S4).

O solo das parcelas foi classificado como Barro negro (MPAM e CEPT, 1968). As amostras para a análise do solo foram recolhidas na camada de 0 a 20 cm, em duas parcelas homogéneas designadas A e B, seguindo o percurso em zigue-zague. Nas amostras determinou-se os seguintes nutrientes minerais: cálcio (Ca), magnésio (Mg), potássio (K) e sódio (Na) para calcular a soma de bases (SB = Ca + Mg + K + Na), além do fósforo (P), alumínio (Al) e acidez activa (pHCaCl2). Os valores médios destas variáveis foram interpretados utilizando cinco classes de fertilidade designadas de “Muito baixa”, “Baixa”, “Média”, “Alta” e “Muito alta”.   

De acordo com os dados da Figura 1, verifica-se que a água de rega da vala da Espanha corresponde a classe C2S1 (C2 - água de média salinidade. Pode ser usada sempre e quando houver uma lixiviação moderada de sais; S1 - Água de baixa sodificação. Pode ser usada para irrigação na maioria dos solos). O uso desta água representa perigo de salinização no solo Barro negro com baixa drenagem interna e, consequentemente provocar a degradação química do solo.

 

Os dados da Tabela 1, mostram que os valores médios da maior parte dos atributos estudados variam de “Alta” a “Muito alta”. Neste caso, não são necessárias aplicações adicionais de fertilizantes, porque o solo dispõe de nutrientes suficientes, para se atingir altos rendimentos produtivos. É de ressaltar que a elevada concentração dos teores de sódio em ambas parcelas pode provocar degradação nas propriedades do solo.       

Assim, chegaram-se às seguintes conclusões: 

  1. A má qualidade da água de irrigação reflecte-se na salinidade do solo Barro negro, devido a sua drenagem deficitário; 
  2. A aplicação excessiva de fertilizantes no solo Barro, com uma disponibilidade de nutriente que varia de “Alta” a “Muito alta”, pode contribuir na degradação do solo da região.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

Anónimo, (1997). Manual de fertilidade do solo e fertilização das culturas. Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário. República de Cabo Verde. 96 p.

Anónimo, (2005). Manual de fertilização das culturas. Laboratório Química Agrícola Ribeiro da Silva. Lisboa, 282 p.

Medeiros, J.F. e Gheyi, H.R.A. (1994). A qualidade da água de irrigação. Campina Grande: UFPB. 60 p.

MPAM e CEPT. (1968). Carta Generalizada dos Solos de Angola (3ª Aproximação). Memórias (2ª Série), 56. Junta de Investigação do Ultramar, Lisboa.

Richards, L.A. (1954). Diagnosis and improvement of saline and alkali soils. Washington: United States Salinity Laboratory. (USDA: Agriculture Handbook, 60). 

 

Autores:

Domingos Bongue, PhD. Investigador Auxiliar do Centro Nacional de Investigação Científica do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. , +244 926 289 870.

Márcia da Graça de Sousa Gaspar, Lic. Laboratório Central, Direcção Nacional de Agricultura e Pecuária do Ministério da Agricultura e Florestas, Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. , +244 929 342 827.

Albertina Natália Chitombi, Lic. Universidade Independente de Angola, Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. , +244  939 742 542.

Pedro Guilherme João, PhD. Investigador Auxiliar do Centro Nacional de Investigação Científica do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. , +244 923 524 803.  

João Carlos Ferreira, PhD. Investigador Auxiliar do Centro Nacional de Investigação Científica do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. , +244 924224839.

 

* Este trabalho foi apresentado no 14º Congresso da Água realizado em Évora, Portugal de 7 a 9 de Março de 2018. 

A Inovação Versus o Desempenho das Empresas Face aos Desafios do Aumento, Diversificação de Produtos e Substituição das Importações

 

NOTA DE IMPRENSA

A INOVAÇÃO VERSUS O DESEMPENHO DAS EMPRESAS FACE AOS DESAFIOS DO AUMENTO, DIVERSIFICAÇÃO DE PRODUTOS E SUBSTITUIÇÃO DAS IMPORTAÇÕES

 

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) realizou a 6 de Abril de 2018 nas suas instalações um encontro de trabalho no intuito de recolher contribuições que visam melhorar o Mecanismo de Financiamento ao Sector Produtivo. O referido encontro foi orientado pelo Secretário de Estado para Ciência, Tecnologia e Inovação, Prof. Doutor Domingos da Silva Neto, que se fez ladear pelo Secretário de Estado para o Ensino Superior, Prof Doutor Eugénio Adolfo Alves da Silva, tendo contado com a participação de representantes de Associações Empresariais, de Empresas sedeadas em Luanda (pequenas, médias e grandes), Instituições de Ensino Superior (IES) e de Instituições de Investigação e Desenvolvimento (I&D), além de Directores Nacionais e Consultores deste Departamento Ministerial.

Para uma abordagem mais direccionada, procedeu-se inicialmente à apresentação dos resultados de desempenho das pequenas, médias e grandes empresas, tendo em atenção os indicadores de Inovação de Produto (Bens e Serviços), Processos, Marketing e Organização Empresarial, todos eles obtidos pela primeira vez, estabelecidos e validados internacionalmente pelo Instituto de Estatística da UNESCO e pela NEPAD e, com isso, propor-se vias de solução atinentes a suprir as lacunas estabelecidas, visando a melhoria do financiamento das empresas do sector produtivo para se estimular o aumento da produtividade e competitividade das empresas, face aos desafios do aumento e diversificação da oferta de produtos, rumo à substituição das importações.

Entre vários aspectos, os participantes debruçaram-se sobre os seguintes aspectos:

  1. Factores que afectam a inovação (Produção de Bens e Serviços; Processos, Marketing e Organização do sector empresarial)
  2. Como melhorar o financiamento, visando estimular o ambiente de inovação e melhorar a competitividade do sector produtivo?
  3. Atendendo que a inovação depende, em grande medida, dos processos de investigação científica, que estratégia adoptar para impulsionar a contribuição das IES, I&D e Empresas que realizam investigação científica no sector produtivo?

Do encontro saíram recomendações que serão submetidas aos órgãos competentes para a Economia Real do nosso País.

No final do encontro, os participantes mostraram-se satisfeitos com a iniciativa, dando nota positiva pelo facto de serem auscultados, pela primeira vez, sobre esta importante matéria por este Departamento Ministerial.

 

MINISTÉRIO DO ENSINO SUPERIOR, CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO, em Luanda, aos 11 de Abril de 2018.

 

Os Animais Pensam?

A imagem do chimpanzé acima nos lembra, com uma semelhança desconcertante, a famosa escultura do "homem que pensa" de Auguste Rodin. Ela coloca uma questão muito forte aos estudiosos do comportamento animal: será que os animais possuem uma mente? Eles são capazes de ter sentimentos e pensamento? É verdade que alguns dos comportamentos dos animais indicam que eles têm uma espécie de "modelo de mente" interior, ou seja, eles parecem ser guiados por um entendimento de que os seus co-específicos (ou mesmo seres humanos) possuem motivos e estratégias para se comportarem como o fazem? As respostas a tudo isso têm tremendas implicações, que vão da neurofilosofia à zootecnia, do activismo pelos direitos animais à neurogenética evolutiva.

É claro que não devemos agrupar todas as espécies animais num só grupo, ao tentarmos responder estas questões. Praticamente ninguém aceitaria a ideia de que as formas mais inferiores de vida, tais como minhocas ou as moscas, sejam capazes de pensar e exibir consciência, planeamento a longo prazo ou raciocínio abstracto, as marcas fundamentais de uma mente. Nem alguém duvidaria de que os primatas antropóides, como gorilas, orangotangos e chimpanzés (estes últimos, recentemente demonstrados como compartilhando a impressionante percentagem de 98% do seu genoma com os seres humanos) possuam coisas que parecem ser pensamento e cultura. Assim, o Dr. Donald Griffin, Professor Emérito da Universidade Rockefeller e autor de "Animal Thinking", afirma que "a consciência não é uma entidade bem arrumadinha, do tipo tudo-ou-nada. Ela varia com a idade, a cultura, a experiência e o sexo. Se os animais tiverem experiências conscientes, então elas presumivelmente variam amplamente também".

Num artigo anterior sobre a evolução da inteligência humana, argumentei que a inteligência não é uma propriedade única aos seres humanos. A inteligência humana parece ser composta de várias funções neurais correlacionadas e que cooperam entre si, muitas das quais também estão presentes em outros primatas, tais como destreza manual, visão colorida estereoscópica altamente sofisticada e precisa, reconhecimento e uso de símbolos complexos (coisas abstractas que representam outras), memória de longo prazo, etc., De facto, a visão científica corrente é que existem vários graus de complexidade da inteligência presente em mamíferos e que nós compartilhamos com eles muitas das características que previamente pensávamos ser exclusivas do ser humano, tal como linguagem simbólica, que se comprovou também ser possível em antropóides. O estudo da evolução da inteligência humana forneceu evidências de que parece haver uma "massa crítica" de neurónios de ordem a conseguir consciência semelhante à dos humanos, linguagem e cognição, mas que estas propriedades da mente parecem estar já presentes em outras espécies com cérebros altamente desenvolvidos, embora em forma mais primitiva ou reduzida.

O problema é que os seres humanos sabem que outros humanos têm mentes iguais às suas, porque nós podemos compartilhar essas experiências entre nós, através da linguagem simbólica. Outros animais são incapazes de comunicar isso directamente a nós, porque eles não têm linguagem ou introspecção. Entretanto, os estudiosos da comunicação simbólica dos antropóides, tais como os que fizeram experimentos que foram capazes de ensinar orangotangos, gorilas e chimpanzés com a habilidade de usar linguagens artificiais, são rápidos a afirmar que eles têm evidências fortes de que isso é verdade. Experimentos com os chimpanzés Koko e Washoe, e com o gorila Kenzi, demonstraram que eles eram capazes de inventar novas palavras, construir frases abstractas e expressar os seus sentimentos através da Linguagem Americana de Sinais (para surdos-mudos) ou linguagens simbólicas baseadas em computadores.

Muitos experimentos inteligentes foram imaginados com o objectivo de provar que os antropóides realmente parecem ter modelos de mente e que são capazes de representações da realidade bastante sofisticadas. Por exemplo, chimpanzés conseguem localizar rapidamente um objecto oculto num ambiente complexo, quando lhes é mostrado, através de uma maquete miniaturizada, onde eles estão. Na natureza, sabe-se que os chimpanzés são capazes de elaborar roteiros e estratégias complicadas com o objectivo de enganar competidores e obter vantagens, mudar de lado ou atraiçoar-se mutuamente. Sabe-se, inclusive, que eles são capazes de mentir e dissimular, uma qualidade que é a quinta-essência da mente humana, que exige a capacidade de "observar a operação da sua própria mente", e de fazer operações mentais indutivas, dedutivas e abdutivas com base em informação externa. Chimpanzés reconhecem-se a si próprios num espelho, por exemplo, uma proeza de que nenhum outro animal é capaz (como é exemplificado por um pássaro que faz o seu ninho no meu jardim, e que todas as manhãs nos acorda com as suas lutas furiosas contra a sua imagem reflectida nos vidros das janelas...). Assim, podemos dizer que eles são capazes de auto-percepção!

Os antropóides também são bastante aptos quanto à fabricação de ferramentas e ao seu uso para resolver problemas de forma adaptativa, o que evidencia notáveis habilidades mentais, uma capacidade para invenção e criatividade que anteriormente pensava-se ser uma exclusividade do Homo sapiens. Até mesmo o "campo sagrado" da mais poderosa das operações simbólicas mentais, a aritmética e a matemática, parecem não deter mais uma exclusividade humana. Experimentos com macacos rhesus feitos por Herbert Terrace e Elizabeth Brannon demonstraram que os macacos conseguem entender relações ordinais entre os números de 1 a 9.

Inteligência, comunicação, aprendizagem por imitação e consciência são necessários para outra característica única da nossa espécie, a transmissão de conhecimentos culturais. Por exemplo, um grupo de macacos do género Macaca, que habitam há séculos a ilha Koshima, no norte do Japão, adquiriram e preservaram por várias gerações o hábito de lavar batatas doces e arroz na água do mar. O isolamento populacional e cultural levam a uma variedade muito maior de comportamentos. Existem muitas evidências para isso em comportamentos alimentares, de exploração de alimentos, caça e comportamento social em diferentes populações de chimpanzés em África.

Existem muitas consequências para o reconhecimento da existência do que definimos como "pensamento" e "consciência" entre os antropóides e outros animais. A primeira delas é ética, por natureza. Um grupo de direitos animais da Nova Zelândia iniciou um projecto denominado "Grandes Antropóides", que tem por objectivo atribuir a esses animais o status de "conscientes, sencientes e pensantes", desta forma proibindo o seu uso na experimentação animal, encarceramento compulsório (em zoológicos e circos), e assim por diante.

Na minha opinião, eles estão correctos, até certo ponto. Embora isso causaria uma grande redução na investigação sobre muitas doenças, como hepatite, AIDS e outras, as quais aparecem de forma semelhante em primatas humanos e não humanos, fazer experimentos cruéis e matar animais sensíveis e inteligentes como os chimpanzés é problemático do ponto de vista ético, quanto mais sabemos sobre as nossas diversas similaridades.

Talvez o futuro nos mostre novas maneiras de olhar para os cérebros de animais usando técnicas avançadas como o PET e MRI, que nos permitam decidir se eles estão usando circuitos cerebrais semelhantes aos nossos para desempenhar funções cerebrais superiores. A capacidade intelectual humana não surgiu do nada. Nós herdamos, com certeza, uma parte considerável do processamento perceptual e cognitivo de nossos predecessores primatas, de forma que não é nem um pouco surpreendente que os nossos primos mais próximos, os antropóides, os tenham também.

 

Renato M.E. Sabbatini

 

Doutorado em Neurofisiologia

Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, Brasil

Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, Brasil 

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