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O “Clamor” da Ciência, Tecnologia e Inovação por um Espaço na Comunicação Social

Em baixo, da esquerda para a direita: Gabriel Luís Miguel, Benedito Kayela, Pinto Tunga, Armindo Pedro da Conceição, Domingos da Silva Neto.
Em cima da esquerda para direita: Pedro Maye Mbemba, Gabriel Patrício, Ulisses de Jesus, Eusébio Panzo, Mutebi Ruange, Alexandre Cose.

 

A relação bilateral entre a ciência e a comunicação social é um dos caminhos a trilhar para que os avanços científicos sejam divulgados à sociedade actual. Ambas devem andar de mãos dadas e não timidamente retraídas a questões burocráticas, como quem deve dar espaço a quem.

 “A Ciência, Tecnologia e Inovação e Comunicação Social” foi o último tema do ciclo de palestras do Café com Ciência e Tecnologia no Centro Tecnológico Nacional (CTN), edição 2016, do passado dia 16 de Dezembro. Os temas voltados ao papel da Ciência, Tecnologia e Inovação no Marketing da Comunicação Social e na Televisão, bem como as Políticas e Estratégias da Ciência, tinham como foco principal abordar a necessidade de a ciência e tecnologia ocuparem um espaço na comunicação social, visto que “a televisão é um instrumento poderoso na persuasão e formatação de ideias. Esta ainda está aquém nos domínios da Ciência Tecnologia e Inovação (CTI), embora esteja timidamente presente através da notícia”, frisou Dr. Alexandre Cose, jornalista e Director dos Conteúdos Institucionais da Televisão Pública de Angola (TPA). 

Relativamente à divulgação da ciência, o Doutor Domingos da Silva Neto, Director Nacional da Ciência e Investigação Científica, considera que a divulgação pressupõe a simplificação das abordagens científicas sem desvirtuar a informação. O mesmo faz uma chamada de atenção no quesito “saber comunicar” por parte dos jornalistas, que na sua opinião carecem de formação no domínio do jornalismo científico para que as abordagens científicas possam ser assertivas.

Por sua vez, o Dr. Ulisses Jesus, Assessor do Conselho de Administração da TPA, salientou que o acesso às novas tecnologias permitem expandir melhor o trabalho da comunicação social. Hoje, é possível ter acesso a qualquer informação, em qualquer parte do mundo com as novas ferramentas e aplicativos. É ainda possível fazer-se uma entrevista mesmo à distância com um dos aplicativos mais conhecidos como o “whatsapp”, cuja qualidade sonora acaba por ser superior aos habituais caça palavras, “tudo o que se faz na comunicação social tem uma base tecnológica, e estas bases nascem com a ciência, tecnologia e inovação”, comentou o Dr. Ulisses de Jesus. Este chama ainda atenção para a importância do marketing institucional pelas instituições que se dedicam à ciência,  acreditando que “se as instituições parassem para pensar e reestruturar a sua função de marketing e comunicação, só teriam ganhos”. Um dos métodos mais eficazes na sua opinião é o uso de mascotes dependendo do público-alvo a atingir. Sendo para isso necessário que haja conteúdo a ser divulgado. Pois, se não houver conteúdo, não há divulgação, sem divulgação a sociedade fica alheia ao conhecimento.

Na voz do moderador da última edição do ano do Café com Ciência e Tecnologia, Dr. Benedito Kayela, “a ciência e a tecnologia estão cravadas no ADN da comunicação”. O que só nos prova que é mais uma razão para que haja total colaboração entre as partes envolvidas, cuja principal função tem como foco o bem-estar da sociedade.

Em síntese, é necessário a união de forças quer das instituições científicas na produção de conteúdos, na aderência a novas formas e a novos códigos de comunicação usados na sociedade, e à força de vontade de divulgar, quer da comunicação social na busca recíproca de conteúdos às instituições de investigação científica, bem como a pronta abertura e auxílio na divulgação de conteúdos científicos.

Foi com esta chamada de atenção que o CTN encerrou o seu programa de palestras denominado Café com Ciência e Tecnologia, na presença de ilustres convidados, estudantes, e amantes do saber que durante o ano partilharam não só os assentos na plateia, como também a mesa do presidium. 

Além da satisfação dos desafios ultrapassados em 2016, permanece a vontade de fazer mais e melhor no ano que se avizinha, para que os frutos da ciência possam ser colhidos por todos.

Bem-haja a Ciência, Tecnologia e a Inovação. Feliz 2017!

 

© Portal ciencia.ao - Djamila Lima e Silvestre Estrela

 

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Excessivas Concentrações de Sais Prejudicam Solos da Funda

Esta é a conclusão de um estudo desenvolvido por investigadores do Centro Nacional de Investigação Científica (CNIC), em parceria com a Universidade Independente de Angola, a Estação de Desenvolvimento Agrário de Cacuaco e o Laboratório de Agricultura e Pecuária. 

De acordo com o estudo, inserido no Projecto 3.9/015-Avaliação dos Solos da Funda Afectados por Sais,  as excessivas  concentrações de sais na superfície do solo de uma das principais regiões agrícolas da província de Luanda, a comuna da Funda, está a provocar a morte de determinadas culturas. 

A salinização do solo é um problema que vem crescendo em todo o mundo, principalmente em regiões áridas e semi-áridas, decorrente de condições climáticas e da agricultura irrigada. Estima-se que existam no mundo cerca de 1 a 5 bilhões de hectares de solos afectados por sais e em Angola estes ocupam uma área de 11.484 km2, representando cerca de 0,92% do território nacional.

As amostras de água e de solo para esse estudo foram recolhidas em Agosto de 2015 no perímetro agrícola da Funda Prédio, no Mukulo e na Cooperativa da Funda e analisadas no Laboratório Central de Agricultura e Pecuária.

Para muitas famílias camponesas, a comercialização de produtos agrícolas ainda constitui a única fonte de receitas para a resolução dos problemas sociais e económicos. Por consequência, a presença de sais solúveis na camada arável do solo pode comprometer a actividade agrícola na região. 

Os solos afectados por sais, também conhecidos por solos halomórficos, são desenvolvidos em condições imperfeitas de drenagem. E em função do seu nível de salinidade podem ser classificados em: Solos Salinos (quando apresentam elevadas concentrações de sais Na, Ca, Mg, K na solução do solo), Solos Sódicos (quando o teor de sódio disponível promove a dispersão e lixiviação de coloides ao longo do perfil) e Solos Salino-Sódicos (quando apresentam as características de ambos).

Num encontro realizado a 19 de Outubro do ano em curso que envolveu a equipa de investigação, agricultores das zonas em estudo e técnicos da Estação de Desenvolvimento Agrário, concluiu-se que: 

  1. A água da Vala de Espanha utilizada para irrigar os solos da Funda Prédio é de média salinidade e pode ser utilizada sempre que houver uma lixiviação de sais.
  2. A água de rega da Lagoa da Kilunda é de média salinidade e de sodicidade média e esta classe de água não pode ser utilizada em solos argilosos predominantes na região do Mukulo.
  3. A água de rega da Lagoa da Cooperativa apresenta alta salinidade, essa água só pode ser utilizada na irrigação de espécies vegetais de alta tolerância a sais.
  4. A alta concentração de sais presentes em determinadas zonas da Funda pode ser atribuída à água utilizada para a irrigação.

A equipa de investigação pretende recolher novas amostras, já neste mês de Novembro, para contrapor os anteriores. 

 

Para informação adicional contacte

Dr. Domingos Bongue, Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. , 926 289 870

Lic. Albertina Natália Chitombi, Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. , 939 742 542

Dr. Pedro Guilherme João, Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. , 923 524 803

Dr. João Carlos Ferreira, Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. , 924 224 839

 

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