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MESCTI Realiza Encontro para Definição de Projectos Prioritários para a Agenda Empresarial e de Inovação 2018 - 2022

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação realizou, no dia 13 de Setembro, no Hotel de Convenções de Talatona, o encontro para a definição de temáticas e/ou projectos prioritários entre as Instituições de Ensino Superior (IES), Instituições de Investigação Científica e Desenvolvimento (I&D) e Empresas, com o objectivo de propor a prioridade nacional em termos de investigação científica e inovação tecnológica para uma Agenda Empresarial e de Inovação. O encontro teve o seu foco em áreas prioritárias como Agricultura e Florestas, Pecas e Mar, Saúde, Ambiente, Energia e Águas, Indústria e Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) por serem transversais e portadoras de futuro. 

Presidiu a actividade a Ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Bragança Sambo, ladeada pelo Secretario de Estado da Indústria, Ivan Magalhães do Prado e pelo Secretário de Estado das Tecnologias de Informação, Manuel Homem. O Secretário de Estado do Ensino Superior, Eugénio Silva, também esteve presente.

Durante o discurso de abertura, a Ministra do Ensino Superior,  Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Bragança Sambo, afirmou que “não haverá futuro para a indústria angolana fora da inovação”, lançando o repto às IES e às I&D para que – a par da formação de quadros, colocando-os disponíveis para o mercado de trabalho, e da realização de actividades de investigação científica – se criem também áreas ou estruturas que se ocupem e se especializem em matéria de transferência de tecnologia no apoio à inovação. A Ministra frisou ainda que a quarta revolução industrial,  que está em curso no mundo, ameaça a frágil competitividade da economia angolana, daí a importância da iniciativa privada na liderança do processo, criando condições necessárias para que a inovação esteja acessível a todas as empresas.

O encontro esteve dividido em 3 painéis, nomeadamente:

  • Painel I – Desafios Sectoriais e Empresariais no Domínio da CTI, 2018 - 2022;
  • Painel II – Identificação de Temáticas para a Elaboração de Projectos Prioritários para a Agenda Empresarial e de Inovação 2018 - 2022;
  • Painel III – Propostas de Temáticas nas Áreas de Agricultura e Florestas, Pescas e Mar, Saúde, Ambiente e Energia e Águas, Indústria e TIC.

As conclusões e recomendações do encontro poderão ser convertidas em projectos de investigação científica, desenvolvimento tecnológico e inovação, a serem aplicados nos próximos cinco (5) anos. 

Participaram no encontro Empresas, Especialistas, Investigadores Científicos (das áreas da Agricultura e Florestas, Pescas e Mar, Saúde, Ambiente e Energia e Águas, Industria e TICs), Associações Empresariais, Ordens Profissionais, Membros do Governo, Responsáveis das IES e I&D, Directores Nacionais e Consultores.

 

Reduções: sigla, ou acrónimo, ou abreviatura?

 

O assunto que hoje trazemos em discussão parece-nos actual e, sobretudo, pertinente, na medida em que a sigla, o acrónimo e a abreviatura são, por vezes, tidos como sinónimos. Confunde-se a sigla com o acrónimo, e vice-versa – diga-se, a existência de pontos a separar cada uma das letras iniciais de um grupo de palavras[S.A.D.C] era, até há relativamente pouco tempo, um elemento fundamental para se distinguir a sigla do acrónimo. Confunde-se também a abreviatura, quer com a sigla, quer com o acrónimo. O Relatório sobre os Indicadores de Linha de Base, relativos aos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, recentemente publicado pelo Instituto Nacional de Estatística de Angola, é um exemplo da confusão existente. 

Assim, com a questão “sigla, ou acrónimo, ou abreviatura”, pretendemos trazer alguns exemplos práticos de como distinguir cada uma dessas criações lexicais. Por um lado, damos continuidade, numa outra versão, das discussões tidas com alguns chefes e colegas. Por outro lado, retomamos uma discussão pública sobre a diferença entre sigla e acrónimo, em que se defende dever ler-se [S-A-D-C] e não [SADEC]. Trata-se, por isso, de um assunto que julgamos suscitar o interesse de todos.

 

A sigla, o acrónimo e a abreviatura

Apesar de ainda haver confusão na distinção dos termos, a sigla, o acrónimo e a abreviatura distinguem-se entre si. Têm em comum o facto de ambos os termos serem um tipo de redução. 

 

De acordo com Duarte Martins (2014, p. 248), a redução é o  “termo genérico que abrange em si os fenómenos e processos de encurtamento em geral”, em que se inserem a sigla, o acrónimo e a abreviatura. Entenda-se por termo genérico o termo que agrupa no seu interior outros termos, como se pode ver na figura abaixo: 

 

Na figura acima, a sigla, o acrónimo e a abreviatura são um tipo de redução. Para além da sigla, do acrónimo e da abreviatura, existem outros tipos de redução, como são os casos de truncamento (quilo, de quilograma; foto, de fotografia), dos símbolos (CO2 Dióxido de Carbono; O = Oxigénio), entre outros. No entanto, interessa-nos apenas abordar a sigla, o acrónimo e a abreviatura por serem os que mais suscitam confusão. 

 

Sigla

Palavra formada através da redução de um grupo de palavras às suas iniciais, e que é pronunciada soletradamente, isto é, letra a letra . 

Exemplos:

APD =  Ajuda Pública ao Desenvolvimento

BPC =  Banco de Poupança e Crédito 

DGCDC  =  Departamento de Gestão por Competências e Desenvolvimento de Carreiras

 

O Acrónimo 

Palavra formada através da junção de letras ou sílabas iniciais de um grupo de palavras, que se pronuncia de forma integrada, como uma palavra só, respeitando, na generalidade, a estrutura silábica da língua . 

Exemplos:

DARGD = Departamento de Arquivo, Registo e Gestão de Dados

MESCTI = Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação 

MINFIN = MINistério das FINanças

 

Abreviatura

A abreviatura é, por sua vez, uma forma convencionada de representação gráfica de uma palavra através da escrita de apenas um subconjunto das suas letras seguido de um ponto. Na abreviatura, a redução só ocorre na escrita, não afetando a pronúncia da palavra . Ou seja, a palavra abreviada continua a ser lida como uma palavra inteira. A convenção implica que um grupo concorde com uma determinada forma abreviada. 

Exemplos:

D. = Dom

Dr. = Doutor

Sr. = Senhor

Parece-nos não haver dúvidas de que a sigla, o acrónimo e a abreviatura correspondem a diferentes processos de redução de uma palavra. A abreviatura, sobretudo, parece ser de mais fácil compreensão. 

Tal como referimos acima, ainda é comum confundir-se os termos entre si. Trazemos aqui em discussão os casos constantes no Relatório do Instituto Nacional de Estatística de Angola. Concentremo-nos na imagem abaixo desse Relatório:

 

Se considerarmos os aspectos teóricos aqui apresentados, relativamente ao que é uma sigla, um acrónimo e uma abreviatura, facilmente reconhecemos divergências entre o título escolhido e os vários fenómenos de redução a que o título faz referência. Como dissemos no início da nossa abordagem, a existência de pontos depois de cada uma das  letras de uma sigla permitiria à partida distingui-la do acrónimo. Pensamos que a tendência para a supressão dos pontos se justifique para demonstrar que a sigla é um item lexical de pleno direito. A existência de pontos a separar cada uma das letras poderia condicionar a classificação da sigla como uma palavra. 

Assim, com o desaparecimento dos pontos na sigla, o critério silábico passou a ser o elemento fundamental para distinguir a sigla do acrónimo. Dito isto, as palavras ODA, AVE, CAD e COPACE não são actualmente tidas como siglas, mas sim como acrónimos. São acrónimos porque ODA, AVE, CAD e COPACE obedecem a uma determinada organização silábica da língua, ou seja, a uma organização rítmica da fala. Não se pronunciam letra a letra. Nestes acrónimos reconhecemos padrões silábicos da língua portuguesa: 

ODA; AVE= CV (consoante + vogal)

CAD = CVC (consoante + vogal + consoante)

COPACE = CV (consoante+ vogal)

É erróneo pensar que palavras de outros sistemas linguísticos, mesmo que obedecendo ao padrão silábico da língua portuguesa, não devam ser consideradas acrónimos. Relativamente a ODA (Official Development Assistance), AVE (Added Value Equivalents) e CAD (Development Assistance Committee), embora cada uma das letras corresponda a letras iniciais de palavras em Inglês, isto não impede a sua classificação como acrónimo. Por exemplo, no caso de NATO (North Atlantic Treaty Organization), ninguém pronuncia este item letra a letra: N-A-T-O. Mas, sim, como uma palavra só: NATO. Também não se pronuncia letra a letra UNESCO (United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization). Queremos com isto dizer que não está errado pronunciar SADC como uma só palavra [SADEC]. A palavra ONU, classificada como sigla pela Nova Gramática do Português Contemporâneo, na sua primeira edição, actualmente já é considerada, pela mesma Gramática, como um acrónimo.

No caso de CO2, na figura acima, não é nem abreviatura nem sigla, mas sim um símbolo, mais concretamente um braquigráfico, ou seja uma conjugação de letras e de números. 

Não se verificando em toda a secção “Abreviaturas e Siglas” do Relatório do Instituto de Estatística de Angola qualquer abreviatura, o título mais correcto seria: Siglas, Acrónimos e Símbolos. 

As siglas e os acrónimos geralmente não flexionam em número, ou seja, quase nunca ocorrem no plural, embora isso se verifique nalguns casos (ex.: PMDs = Países Menos Desenvolvidos).Não se recomenda a flexão em número.

 

Autor:

Silvestre Estrela

Licenciado em Línguas, Literatura e Administração pela Universidade Católica de Angola; Pós-graduado em Gestão e Curadoria da Informação e Mestre em Terminologia e Gestão da Informação de Especialidade pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e doutorando em Linguística na mesma instituição; Revisor de Textos Freelancer, com quatro anos de experiência efectiva; Técnico do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação | Contacto: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. .

 

MESCTI Realiza a 9.ª Edição da Feira do Inventor/Criador Angolano (FeICA)

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) realiza de 14 a 16 de Setembro de 2018 a 9.ª Edição da Feira do Inventor/Criador Angolano (FeICA), uma actividade técnico-científica e cultural que se insere nos programas do Governo angolano de Promoção da Cultura Científica e da Transferência de Tecnologia e Empreendedorismo de Base Tecnológica. 

A FeICA tem como finalidade disseminar acções relacionadas com a Ciência, Tecnologia e Inovação e reconhecer trabalhos desenvolvidos por diferentes actores nacionais e estrangeiros que se dedicam à Ciência, Tecnologia e Inovação. 

Nesta 9.ª Edição, em que se estima a participação de 200 expositores e projectos de diversas áreas do saber, o MESCTI privilegia ideias, protótipos e produtos orientados para as áreas das Engenharias, Ciência e Tecnologia, Educação, Saúde e Agricultura.

Estarão ainda em divulgação vários atractivos sobre Ciência, Tecnologia e Inovação, tais como: Vídeos, plataformas A, B, C e Z da Programação, Inclusão Digital com Conteúdos Educacionais, Weza – A Criança e o Computador; A Criança e o Mundo Digital, Ciência Yetu, Reciclagem Electrónica, Fascínio das Plantas, Passeio Micológico, Imagine Cup, Feira ANEUD, Negócios Sustentáveis, Prémios Estrelas DSTV - Eutelsat e Incubadora de Ovos (Africa Innovation Foundation – AIF). 

 A 9ª Edição da FeICA decorrerá no espaço do Centro Nacional de Investigação Científica (CNIC) e Centro Tecnológico Nacional (CTN),  sito na Avenida Ho Chi Minh S/N, em Luanda.

 

Para mais informação consulte o aqui o regulamento e o programa da actividade, em anexo.

 

Submissão de Trabalhos para as X Jornadas Científicas do ISCISA

  • Publicado em Eventos

O Instituto Superior de Ciências da Saúde (ISCISA) da Universidade Agostinho Neto (UAN) informa que estão abertas as inscrições para a submissão de trabalhos para as X Jornadas Científicas sob o lema “Saúde, um bem comum: desafios para a melhoria da prestação de serviços,  a realizar-se nos dias 7 e 8 de Novembro de 2018 no Campus Universitário do Camama.

Já na sua X edição, as jornadas científicas do ISCISA constituem um momento para a comunidade científica e a estudantil e demais participantes reflectirem sobre diversos temas actuais relacionados com a saúde.

Para esta edição, estão definidos os seguintes temas: 

  • Psicologia, Saúde e Qualidade de Vida;
  • Assistência de Enfermagem;
  • Diagnóstico e Terapêutica;
  • Cuidados Primários de Saúde. 

 

Inscrições

As inscrições podem ser feitas até ao dia 31 de Outubro, mediante o pagamento de uma taxa:

  • Estudantes: 2 500,00 Kz;
  • Profissionais da Saúde e outros profissionais: 5 000,00 Kz. 

 

Para mais informações sobre as normas para a submissão dos trabalhos, consulte aqui  o PDF em anexo. 

 

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