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Plano de Formação Doutoral vai mitigar fuga de quadros

 

 

O Secretário de Estado da Ciência e Tecnologia, João Sebastião Teta, disse estar convencido de  que a formação de 140 doutores encabeçada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, à luz do Plano de Formação Doutoral até 2020, poderá mitigar a fuga de quadros para o exterior do país.

Falando aos jornalistas à margem da II reunião técnica dos pontos focais das áreas de incidência da Ciência, Tecnologia e Inovação, na Sexta-feira, 17 de Julho, João Teta caracterizou a iniciativa de ambiciosa, enquadrado no Plano Nacional de Formação de Quadros.

Segundo garantiu, a ciência é o alicerce de qualquer sociedade, daí que dentro da Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (PNCTI)  estejam estabelecidas as áreas de incidência, sobre as quais as prioridades se incidem a médio prazo, por apresentarem carência de quadros e assegurarem sustentabilidade social.

Os representantes ministeriais destas áreas de incidência vão apresentar as suas necessidades de quadros que serão enquadrados nos 140 doutores, a serem formados no período compreendido 2015 a 2020, bem como as necessidades de equipamentos laboratoriais dos centros de pesquisa.

“Apesar de, ao nível das instituições de investigação científicas, existirem somente 50 doutorados a desenvolverem pesquisas em pelo menos 26 centros existentes no país, o balanço das actividades é positivo”, disse.

De acordo com o Secretário de Estado, a consciência popular sobre a ciência está a elevar-se e sabe-se que o país não vai desenvolver-se sem ciência e que sem estes conhecimentos não se atinge a sustentabilidade.

Actualmente, acrescentou, o país conta com um Plano Anual de Ciência, Tecnologia e Inovação, no qual se congregam os projectos de investigação de todos os sectores, sendo, pois, por este Plano que se pode avaliar quanto é que se investe na ciência, em Angola.

"Por conseguinte, o investimento nestas áreas de incidência, que são a agricultura e o domínio das pescas, telecomunicações e tecnologias de informação, indústria, petróleo, gás e recursos minerais, saúde, recursos humanos, energia e ambiente, vai permitir que os quadros formados regressem ao país e encontrem as condições de trabalho equiparadas às dos laboratórios onde se formaram", frisou.

Por outro lado, acrescentou, os técnicos que estiverem a fazer o seu doutoramento no país vão fazer a parte teórica nas universidades e a componente prática, nos laboratórios das instituições de pesquisa ministeriais, com um acordo de continuar depois da formação, de modo poderem ser identificados e cooptados os pesquisadores para estas instituições.

 

 

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Desafios das universidades de Língua Portuguesa debatidos em Cabo Verde

A Cidade Velha de Santiago de Cabo Verde concentra os debates em torno do XXV Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP).

Sob o lema «Novos Desafios para o Encontro Superior após os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio», a iniciativa acontece graças ao esforço da Universidade de Cabo Verde (UNI-CV), e tem contado com mais de 250 participantes de diversas Universidades da CPLP.

Angola está presente no evento com uma delegação do Ministério da Ciência e Tecnologia e outra do Ministério do Ensino Superior, isto para além de um punhado de reitores, vice-reitores e responsáveis de universidades públicas e privadas de Angola, num universo de mais de 20.

Procedeu à abertura formal do evento, o Primeiro Ministro cabo-verdiano, José Maria Neves. Falando perante um auditório de quase 300 participantes, o governante desafiou as universidades lusófonas a dinamizar os programas de intercâmbio académico, não apenas na competência pedagógica, científica e técnica, mas também na ética, cultura de paz e de cooperação. 

"As universidades devem configurar-se em espaços e ambientes onde se engendra um futuro melhor e um ambiente generoso de partilha, bem como de mobilidade de estudantes e professores, de cientistas e investigadores, e toda a cadeia de valores das comunidades académicas", prosseguiu o chefe do Governo cabo-verdiano.

Considerando que a troca de informações e de conhecimentos no mundo universitário "é a alma do sucesso", José Maria Neves referiu que já não basta uma educação básica de qualidade para todos, mas sim um ensino superior de qualidade para todos.

José Maria Neves considerou "determinante" o alargamento do acesso ao ensino superior nos países cujas universidades fazem parte da AULP e disse que há que colocar a promoção da inclusão dos jovens no centro da atividade académica.

Durante três dias os participantes têm debatido sobre  temas desafiantes que se colocam às universidades lusófonas, ao abrigo do espírito das políticas e estratégias de cooperação para o desenvolvimento nos países de língua oficial portuguesa e perspectivas para os pós-Objectivos do Milénio. Em destaque ainda temas como a  difusão e desenvolvimento da língua e literatura portuguesa, a plataforma continental marítima, a presença do mar na cultura expressa em português e os novos desafios das universidades membros da AULP.

A AULP é uma organização internacional constituída por Universidades e Instituições de Ensino e Investigação de nível Superior dos oito países de língua oficial portuguesa (e Macau) que tem como objeto promover a cooperação entre universidades e instituições de ensino e investigação de nível superior por via do incremento do intercâmbio de investigadores e estudantes, estimulando a reflexão sobre a função do ensino superior e o desenvolvimento de projetos conjuntos de investigação científica e tecnológica, bem como o intercâmbio generalizado de informação.

Alexandre Cose

Cidade da Praia, Ilha de Santiago, Cabo Verde

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